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Viagem partilhada· partilhada 9/8/2026

Central Vietnam Right,
Now.

Hoi An, Vietnam · Da Nang, Vietnam

Preço da viagem Preço sob consulta
7/22/2026 → 7/27/20262 adultos
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Dias
6 dias
Paragens
35 paragens
Destinos
2 destinos
Viajantes
2 adultos
Interesses

old towns, street food, beaches, history

Itinerário

6 capítulos
Dia 17/22/2026

Chegada a Da Nang, praia e ponte do dragão

Da Nang

Aterras a meio da manhã e ao fim da tarde já tens os pés na areia de My Khe, a praia comprida que pôs Da Nang no mapa. À noite, marisco escolhido do tanque e o dragão de Cau Rong a cuspir fogo sobre o rio.

O dia em resumo

O aeroporto fica dentro da cidade, por isso não se perde meia manhã em transferes. Almoça-se à beira do rio Han, passa-se pela igreja cor de rosa da Rua Tran Phu e a tarde acaba na areia de My Khe. Ao jantar escolhe-se o peixe vivo no tanque e paga-se ao quilo. Se for sábado ou domingo, às 21:00 a ponte do dragão cospe fogo e depois água.

Antes de sair

Julho em Da Nang é quente e húmido, com tardes acima dos 33°C e trovoada possível ao fim do dia. Roupa leve de algodão ou linho, chapéu, protetor solar alto e uma garrafa que possas encher. Põe o fato de banho na bagagem de mão, porque a praia entra no plano antes de o check-in estar arrumado. Levanta dong no multibanco do aeroporto e pede notas pequenas, que dão jeito para táxis e para o aluguer da espreguiçadeira. Ao marisco, confirma sempre o preço por quilo antes de o peixe ir para a grelha.

Como circular

Do aeroporto até à zona ribeirinha são cerca de 15 minutos de carro. Na saída das chegadas há Grab e táxis verdes Mai Linh com taxímetro, e ambos servem. Ao longo do rio faz-se quase tudo a pé, e para My Khe atravessa-se uma das pontes em cinco minutos. Nas noites de espetáculo o trânsito junto ao Cau Rong é cortado antes das 21:00, por isso vale a pena sair do restaurante com folga e fazer o último troço a pé.

Notas locais

Atravessar a estrada faz-se devagar e em linha reta, sem parar nem correr, que é assim que as motas te contornam. Nos templos e igrejas, ombros e joelhos tapados. Não há hábito de deixar gorjeta em restaurantes, embora arredondar a conta seja simpático. Nas esplanadas de marisco senta-se em banco de plástico e come-se com barulho à volta, o que faz parte da noite.

  1. 01

    Da Nang International Airport

    11:00 · 45m
    Nas chegadas há sempre Grab e táxis verdes Mai Linh com taxímetro, e ambos servem. Até ao rio ou à praia são cerca de 15 minutos por estrada plana. Levanta dong no multibanco antes de sair do terminal e pede notas pequenas.
    Sobre este local

    O aeroporto internacional de Da Nang é a principal porta de entrada do centro do Vietname e fica dentro da própria cidade, a poucos quilómetros do rio Han.

    História
    Nasceu de um aeródromo do período colonial francês e, durante a guerra do Vietname, foi uma das maiores bases aéreas norte-americanas do país. Depois de 1975 passou a uso civil e ganhou terminal internacional próprio já neste século.
    Porque é famoso
    É por aqui que entra quase toda a gente que vai a Hoi An, a Hue ou às praias da região, o que faz dele um dos aeroportos mais movimentados do Vietname.
    Sabias que
    O antigo depósito de herbicidas da base deixou o solo do aeroporto contaminado com dioxina, e a limpeza do terreno foi feita num projeto conjunto entre o Vietname e os Estados Unidos, concluído em 2018.
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  2. 🚗drive· 15 min· 6.7 km↗ Directions
  3. 02

    Madame Lan Restaurant

    12:30 · 75m
    Casa grande na avenida ribeirinha Bach Dang, com várias salas e jardim. Para a primeira refeição, o peixe em panela de barro e a banh xeo são apostas seguras. À hora do almoço enche de grupos, por isso pede mesa no piso de cima se quiseres sossego.
    Sobre este local

    Restaurante de cozinha vietnamita instalado num edifício amarelo de traço colonial francês, junto ao rio Han.

    História
    Abriu como casa de comida vietnamita para viajantes e locais, apostando num edifício de várias salas em vez do formato de esplanada, e cresceu com o turismo que chegou a Da Nang na última década e meia.
    Porque é famoso
    É a escolha habitual para uma primeira refeição na cidade, porque junta num só menu pratos do norte, do centro e do sul do país.
    Sabias que
    A banh xeo do centro do Vietname é bem mais pequena e estaladiça do que a versão gigante que se come no sul, e come-se enrolada em folhas de alface e ervas.
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  4. 🚗drive· 7 min· 2.4 km↗ Directions
  5. 03

    Da Nang Cathedral (Con Ga Church)

    14:15 · 30m
    Visita-se em vinte minutos e o melhor ângulo é do outro lado da Rua Tran Phu, para apanhar a torre inteira. Durante as missas o interior fecha a visitantes. Ombros e joelhos tapados, como em qualquer igreja.
    Sobre este local

    A catedral católica de Da Nang é uma igreja de fachada cor-de-rosa com uma torre estreita rematada por um cata-vento em forma de galo.

    História
    Foi construída em 1923 por um padre francês para servir a comunidade católica local durante o período colonial, e é o único templo católico erguido em Da Nang nessa época.
    Porque é famoso
    A cor rosa e o galo no topo deram-lhe a alcunha de Con Ga, igreja do galo, e fazem dela o edifício mais fotografado do centro da cidade.
    Sabias que
    O cata-vento em forma de galo não é uma invenção local, é um símbolo comum nas igrejas de França, ligado à passagem do Evangelho em que o galo canta.
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  6. 🚗drive· 15 min· 5 km↗ Directions
  7. 04

    My Khe Beach

    15:30 · 90m
    Aluga-se espreguiçadeira e chapéu nos bares ao longo da avenida Vo Nguyen Giap. A água está mais limpa e calma de manhã e no início da tarde, antes de o vento levantar. Atenção às bandeiras vermelhas, que a corrente puxa mais do que parece.
    Sobre este local

    My Khe é a praia urbana de Da Nang, uma faixa de areia clara com vários quilómetros virada a nascente, com bares e hotéis do lado da avenida.

    História
    Era uma praia de pescadores até à guerra, quando as tropas norte-americanas a usaram como zona de descanso. O crescimento turístico chegou depois de 2000, com a avenida marginal e a linha de hotéis que hoje a acompanham.
    Porque é famoso
    Ficou conhecida no ocidente como China Beach, nome que lhe deram os soldados americanos e que uma série de televisão dos anos 1980 espalhou.
    Sabias que
    Estando virada a nascente, é uma das poucas praias do país onde se vê o sol nascer sobre o mar, e às seis da manhã já está cheia de gente de Da Nang a nadar antes do trabalho.
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  8. 🚶walk· 5 min· 400 m↗ Directions
  9. 05

    Be Man Seafood

    18:30 · 90m
    Escolhe-se o peixe, o camarão ou as vieiras vivos nos tanques e paga-se ao quilo, por isso confirma o preço antes de mandar para a grelha. Grelhado com sal e malagueta é a forma local. Enche cedo, e a partir das 19:00 pode haver espera.
    Sobre este local

    Marisqueira de Da Nang no formato clássico da cidade, com tanques à entrada, mesas simples e cozinha à vista.

    História
    Segue a tradição das casas de marisco que cresceram junto à costa de Da Nang, onde a frota local descarrega diariamente e o cliente escolhe o que quer comer ainda vivo.
    Porque é famoso
    É das moradas mais citadas por quem quer marisco fresco pago ao peso, sem intermediários e sem menu turístico.
    Sabias que
    O acompanhamento indispensável é o muoi ot xanh, uma pasta de sal com malagueta verde e lima que é assinatura do centro do Vietname e não se encontra assim no norte.
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  10. 🚗drive· 6 min· 2.7 km↗ Directions
  11. 06

    Dragon Bridge fire show

    21:00 · 30m
    O espetáculo é aos sábados e domingos às 21:00, primeiro fogo e depois água. Fica na margem oriental, perto da cabeça do dragão, e chega pelo menos vinte minutos antes, porque a ponte fecha ao trânsito e enche. Quem estiver na primeira fila apanha salpicos.
    Sobre este local

    O Cau Rong é uma ponte rodoviária sobre o rio Han com a forma de um dragão amarelo em aço, que ao fim de semana lança fogo e água pela boca.

    História
    Foi inaugurada em 2013, no aniversário da libertação da cidade, para ligar o aeroporto às praias e dar a Da Nang uma imagem própria. O dragão inspira-se nos dragões da dinastia Ly.
    Porque é famoso
    É a imagem que a cidade escolheu para si mesma, e o espetáculo de fogo ao fim de semana tornou-se o encontro noturno de moradores e visitantes.
    Sabias que
    A ponte mede cerca de 666 metros e o corpo do dragão muda de cor à noite através de milhares de luzes LED programáveis.
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Dia 27/23/2026

Hoi An a pé, do Chua Cau às lanternas

Hoi An

A cidade antiga de Hoi An é um porto de comércio conservado quase intacto, de telhados baixos e casas de mercadores, fechado a carros. Entre a ponte japonesa e uma prova no alfaiate, o dia acaba com o rio cheio de velas a boiar.

O dia em resumo

Hoi An vê-se a pé e de manhã cedo, antes de o calor e os autocarros de excursão chegarem. Começa-se num terraço com café a olhar para os telhados, segue-se para a ponte japonesa e para as ruas Tran Phu e Nguyen Thai Hoc. As medidas no alfaiate tiram-se antes do almoço para haver prova no mesmo dia. Ao cair da noite acendem-se as lanternas de seda e o rio Thu Bon enche-se de barquinhos de papel com vela.

Preparativos

O bilhete da cidade antiga vende-se nas casetas à entrada e dá direito a entrar num número limitado de casas antigas e salões de congregação. Guarda-o, porque é pedido à porta de cada monumento. Calçado raso, que as ruas são de pedra irregular. Julho traz aguaceiros curtos ao fim da tarde, e um impermeável fino ocupa menos espaço do que um guarda-chuva. Para o alfaiate, leva a fotografia da peça que queres copiar e reserva tempo real para a prova. O Cargo Club pede reserva se quiseres a varanda de cima.

Distâncias e transportes

De Da Nang a Hoi An são cerca de 30 km, uns 45 minutos de Grab pela estrada da costa. Dentro da cidade antiga não entram carros nem motas em boa parte do dia, e tudo o que está no plano fica a menos de dez minutos a pé. Ao fim da noite os Grab só param nas ruas exteriores, junto ao mercado, por isso conta com uma curta caminhada até ao carro.

Costumes da terra

O barquinho de velas compra-se às senhoras que os vendem à beira do rio e larga-se do sampan, com um desejo, à maneira local. O preço do passeio de barco negoceia-se antes de embarcar e vale a pena combinar quantas voltas inclui. Nas casas antigas ainda vivem famílias, por isso pede licença antes de fotografar interiores. E nada de regatear com agressividade, aqui faz-se com sorriso e sem insistir.

  1. 01

    Faifo Coffee

    08:00 · 45m
    Sobe ao terraço, que fica ao nível dos telhados de telha da cidade antiga. Chega à hora de abrir para apanhar lugar junto à guarda, antes dos grupos. Costuma haver consumo mínimo para usar o último piso. Café com leite condensado ou ca phe muoi, com sal.
    Sobre este local

    Café de vários pisos na rua principal da cidade antiga de Hoi An, com um terraço aberto sobre os telhados.

    História
    Ocupa uma casa estreita e comprida no traçado típico dos edifícios de mercador de Hoi An, adaptada a café com esplanada no topo, uma solução que se multiplicou na cidade nos últimos anos.
    Porque é famoso
    É o sítio mais conhecido para ver os telhados antigos de cima, uma vista que ao nível da rua não existe.
    Sabias que
    Faifo era o nome pelo qual os comerciantes portugueses, holandeses e franceses tratavam Hoi An nos séculos XVI e XVII, quando o porto recebia navios de todo o Mar da China Meridional.
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  2. 🚶walk· 3 min· 300 m↗ Directions
  3. 02

    Japanese Covered Bridge

    09:15 · 45m
    Atravessar a ponte exige o bilhete da cidade antiga, mas vê-se bem de qualquer das margens. O pequeno templo lá dentro está mais calmo logo à abertura. Ao fim da tarde a luz é melhor e há menos gente do que a meio da manhã.
    Sobre este local

    A Chua Cau é uma ponte coberta de madeira sobre um canal de Hoi An, com um pequeno templo integrado no meio da travessia.

    História
    Foi erguida pela comunidade de mercadores japoneses instalada em Hoi An, por volta do final do século XVI, para ligar o seu bairro ao quarteirão chinês do outro lado do canal. Foi restaurada várias vezes ao longo dos séculos, a mais recente já nesta década.
    Porque é famoso
    É o símbolo de Hoi An e aparece impressa na nota de 20.000 dong.
    Sabias que
    Nas duas entradas há estátuas de macacos e de cães, e uma explicação corrente diz que a obra começou no ano do macaco e terminou no ano do cão.
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  4. 🚶walk· 19 min· 1.4 km↗ Directions
  5. 03

    Yaly Couture tailor fitting

    11:00 · 75m
    Tira as medidas antes do meio-dia e há prova no próprio dia, com entrega à noite ou na manhã seguinte. Leva a fotografia da peça que queres copiar e diz logo se preferes o corte justo ou largo. Experimenta tudo com calma na prova, porque os ajustes fazem-se no momento.
    Sobre este local

    Casa de alfaiataria de Hoi An que faz fatos, camisas e vestidos por medida em poucas horas, com prova no mesmo dia.

    História
    Cresceu a partir da tradição têxtil da cidade, que sempre viveu do comércio de seda, e é hoje uma das maiores operações de alfaiataria de Hoi An, com atelier próprio e várias lojas.
    Porque é famoso
    É a morada mais citada quando se fala de roupa por medida em Hoi An, sobretudo pela rapidez de execução.
    Sabias que
    Hoi An tem centenas de alfaiatarias registadas para uma cidade pequena, herança direta dos séculos em que o porto exportava seda para o Japão e para a China.
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  6. 🚶walk· 18 min· 1.3 km↗ Directions
  7. 04

    Cao Lau lunch, Morning Glory

    12:45 · 75m
    Pede cao lau, que só existe aqui, e repara na massa mais grossa e mastigada do que a de um pho. Se fores em grupo, junta uns banh vac, os raviólis translúcidos chamados rosas brancas. Ao almoço enche, e a reserva evita meia hora de espera.
    Sobre este local

    Restaurante da cidade antiga dedicado à cozinha de rua de Hoi An servida à mesa, com o cao lau como prato de referência.

    História
    Faz parte da geração de casas que passaram receitas de tabuleiro de rua para cozinha de restaurante, mantendo os pratos locais em vez de os adaptarem ao gosto estrangeiro.
    Porque é famoso
    É onde a maioria dos visitantes prova pela primeira vez o cao lau, e a casa também dá aulas de cozinha.
    Sabias que
    A massa do cao lau leva água de um poço antigo da cidade, o poço Ba Le, e lixívia de cinzas de madeira, o que explica a cor e a textura firme que não se consegue reproduzir noutro sítio.
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  8. 🚶walk· 1 min· 100 m↗ Directions
  9. 05

    The Cargo Club riverside dinner

    18:30 · 75m
    Reserva mesa na varanda do primeiro andar, sobre o rio Thu Bon, e pede para ser depois das 18:30 para apanhar as lanternas acesas. No rés do chão há pastelaria, por isso guarda espaço para a sobremesa ou leva algo para o dia seguinte.
    Sobre este local

    Restaurante com varandas sobre o rio Thu Bon, na frente ribeirinha de Hoi An, com pastelaria e padaria no piso térreo.

    História
    Instalou-se numa das casas antigas viradas ao rio e juntou dois formatos que na cidade costumavam andar separados, a cozinha vietnamita e europeia à mesa e um balcão de pastelaria de rua.
    Porque é famoso
    As varandas de cima dão uma das melhores vistas sobre as lanternas e os barcos ao anoitecer.
    Sabias que
    O rio Thu Bon foi durante séculos a estrada principal da região, ligando o porto de Hoi An às aldeias do interior de Quang Nam e ao comércio da seda e da canela.
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  10. 🚶walk· 1 min· 100 m↗ Directions
  11. 06

    Lantern night & boat

    20:00 · 60m
    Depois do anoitecer acendem-se as lanternas de seda nas duas margens. Compra um barquinho de papel com vela a uma vendedora à beira do rio e larga-o do sampan. Combina o preço do passeio e o número de voltas antes de embarcar, sempre.
    Sobre este local

    À noite as margens do Thu Bon enchem-se de lanternas de seda e de barquinhos de papel com vela lançados à água pelos visitantes e pelos moradores.

    História
    As lanternas chegaram a Hoi An com os mercadores chineses e japoneses e ficaram como ofício local. Quando a cidade antiga foi classificada pela UNESCO, em 1999, as ruas voltaram a iluminar-se com lanternas em vez de candeeiros elétricos.
    Porque é famoso
    É a imagem que quase toda a gente associa a Hoi An, e a razão pela qual muita gente fica na cidade a dormir em vez de ir e vir de Da Nang.
    Sabias que
    Uma vez por mês, na véspera da lua cheia, a cidade antiga desliga a iluminação elétrica e fica só com a luz das lanternas e das velas.
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Dia 37/24/2026

Ponte Dourada e um dia na serra de Ba Na

Ba Na Hills

Um teleférico de recordes leva-te acima da linha das nuvens até à Ponte Dourada, suspensa por duas mãos gigantes de pedra. Lá em cima há jardins, uma aldeia à francesa e uma cave de vinho escavada na rocha, com menos oito graus do que na costa.

O dia lá em cima

Sai-se de Da Nang cedo para apanhar a Ponte Dourada antes das 10:00, que é quando chegam os autocarros e a bruma da tarde fecha a vista. O teleférico sobe quase 1.400 metros e costuma furar as nuvens a meio da viagem. Depois da ponte há os jardins Le Jardin d'Amour, a praça da aldeia francesa para almoçar e o túnel fresco da cave Debay. A descida faz-se a meio da tarde, com jantar já ao nível do mar.

Preparação

Lá em cima a temperatura anda tipicamente oito a dez graus abaixo da costa e o vento sente-se, por isso leva uma camisola fina ou corta-vento mesmo em julho. Calçado confortável, porque o recinto é grande e faz-se muita escada. Compra o bilhete conjunto na véspera, online ou na base de Suoi Mo, e chega perto da abertura para evitar a fila das cabines. A comida no cimo é toda paga à parte. Se a bruma tapar a ponte, dá uma volta pelos jardins e volta lá meia hora depois, que o tempo muda depressa.

Subidas e deslocações

Da Nang fica a cerca de 25 km da estação base, uns 40 minutos de carro. Vale a pena combinar com o motorista a hora de regresso ou pedir um Grab com antecedência, porque na base há menos carros disponíveis ao fim do dia. Dentro do recinto anda-se a pé e há várias linhas de teleférico a ligar os patamares, incluídas no bilhete. Guarda o bilhete à mão, é pedido em cada embarque.

Notas locais

Ba Na nasceu como estância de altitude dos franceses nos anos 1920 e o que lá está hoje é um parque temático assumido, não um sítio histórico. Encara-o assim e o dia corre melhor. Os vietnamitas vêm sobretudo para as fotografias, e há sempre fila no melhor ângulo da ponte. Espera pela tua vez sem pressa, é o que toda a gente faz.

  1. 01

    Ba Na Hills cable car

    07:45 · 30m
    O bilhete conjunto compra-se na estação base de Suoi Mo ou online na véspera, e inclui o teleférico e as atrações do recinto. Chega perto da abertura para evitar a fila. Leva casaco fino, porque a subida é de quase 1.400 metros e lá em cima está bem mais fresco.
    Sobre este local

    O teleférico de Ba Na liga a base de Suoi Mo ao cimo da serra de Ba Na, num sistema com várias linhas que sobe acima da linha das nuvens.

    História
    A primeira linha entrou em serviço em 2009 e outras foram acrescentadas nos anos seguintes, à medida que o complexo no topo crescia. Antes disso a subida fazia-se por uma estrada de montanha estreita.
    Porque é famoso
    Várias das suas linhas obtiveram recordes mundiais, entre eles o de maior desnível numa única cabina sem paragens.
    Sabias que
    Em poucos minutos passa-se de floresta tropical húmida a um clima fresco de montanha, com uma diferença de temperatura que costuma andar entre oito e dez graus.
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  2. 02

    Golden Bridge (Cau Vang)

    08:45 · 75m
    Faz a travessia antes das 10:00, antes de chegarem os autocarros e de a bruma fechar a vista. A passadeira é estreita e há fila nos melhores ângulos, por isso conta com esperar pela tua vez. Se estiver tapado, volta lá meia hora depois, o tempo muda rápido.
    Sobre este local

    O Cau Vang é uma passadeira de peões dourada, com cerca de 150 metros, suspensa na encosta da serra de Ba Na e aparentemente sustentada por duas mãos gigantes.

    História
    Foi inaugurada em 2018 e projetada por um atelier vietnamita de arquitetura paisagista, com a ideia de que as mãos de um ser da montanha levantavam uma fita de ouro sobre o vale.
    Porque é famoso
    As fotografias correram o mundo poucos dias depois da abertura e transformaram Ba Na num dos sítios mais visitados do Vietname.
    Sabias que
    As mãos parecem talhadas em pedra antiga, mas são de rede de aço e fibra de vidro, envelhecidas de propósito para dar o aspeto gasto e coberto de musgo.
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  3. 🚶walk· 5 min· 400 m↗ Directions
  4. 03

    Le Jardin d'Amour gardens

    10:15 · 45m
    Nove jardins temáticos com buxo aparado e uma capela pequena, tudo a poucos minutos a pé da ponte. É um bom sítio para esperar que a bruma levante antes de voltar ao Cau Vang. Meia hora chega para ver tudo sem pressa.
    Sobre este local

    Conjunto de jardins temáticos à francesa no cimo de Ba Na, com sebes recortadas, canteiros de flores, estufas e uma pequena capela.

    História
    Foi criado como parte do complexo turístico do topo da serra, retomando a ideia dos jardins que os franceses plantaram aqui quando usavam Ba Na como estância de altitude.
    Porque é famoso
    É o cenário de fotografia mais procurado depois da ponte, sobretudo para casamentos e sessões de noivos.
    Sabias que
    A altitude permite cultivar em Ba Na flores de clima temperado, como hortênsias e rosas, que não sobrevivem ao calor da costa a menos de 30 km dali.
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  5. 🚶walk· 20 min· 1.3 km↗ Directions
  6. 04

    French Village lunch

    11:30 · 75m
    Almoça na praça central da aldeia francesa. O buffet do Beer Plaza resolve o assunto sem complicações, e nas esplanadas há crepes e café se preferires algo leve. Nada está incluído no bilhete de entrada, é tudo pago à parte.
    Sobre este local

    A aldeia francesa de Ba Na é um conjunto construído no topo da serra a imitar uma povoação europeia, com praça, igreja, hotel e restaurantes.

    História
    Foi erguida já neste século sobre o local onde os franceses tinham as suas vivendas de altitude, das quais restavam pouco mais do que fundações depois das guerras do século XX.
    Porque é famoso
    É o centro do complexo e a zona onde toda a gente almoça e se abriga quando chove ou fecha o nevoeiro.
    Sabias que
    Os franceses escolheram Ba Na nos anos 1920 exatamente pela mesma razão que hoje leva os visitantes a subir, fugir ao calor húmido da costa durante os meses de verão.
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  7. 🚶walk· 24 min· 1.2 km↗ Directions
  8. 05

    Debay Wine Cellar

    13:30 · 30m
    Um túnel de cerca de cem metros escavado na rocha, fresco durante todo o ano e boa pausa depois do sol da ponte. No fundo há balcão de provas, pago à parte. Vinte a trinta minutos chegam bem e leva um casaco, porque lá dentro arrefece depressa.
    Sobre este local

    A cave Debay é um túnel aberto na rocha da serra de Ba Na, usado como adega e hoje visitável, com um balcão de provas no interior.

    História
    Foi escavado pelos franceses em 1923, à mão, para guardar vinho a temperatura constante junto à estância de altitude que então construíam no topo da montanha.
    Porque é famoso
    É um dos poucos vestígios verdadeiramente antigos de Ba Na, no meio de um complexo quase todo construído nas últimas duas décadas.
    Sabias que
    A temperatura no interior mantém-se estável o ano inteiro, sem qualquer sistema de refrigeração, graças apenas à espessura da rocha por cima.
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  9. 06

    Lam Vien Restaurant dinner

    19:00 · 90m
    Já de volta ao nível do mar, uma vivenda de madeira com jardim perto da praia e cozinha vietnamita bem apresentada. Reserva com antecedência e pede mesa junto ao lago dos nenúfares. Conta hora e meia, que aqui não se janta à pressa.
    Sobre este local

    Restaurante de cozinha vietnamita instalado numa vivenda de madeira de teca com jardim e lago, perto da praia de Da Nang.

    História
    Foi construído no formato de casa-jardim tradicional, com muita madeira trabalhada e pátios interiores, um contraponto às marisqueiras de banco de plástico que dominam a zona da praia.
    Porque é famoso
    É a escolha habitual em Da Nang para um jantar mais calmo e cuidado, sem sair da cozinha do país.
    Sabias que
    A casa-jardim de madeira, com pátio e lago, é um modelo arquitetónico da região de Hue, onde as famílias nobres da corte imperial viviam assim.
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Dia 47/25/2026

Montanhas de Mármore e a Senhora Buda

Da Nang

Cinco montes de mármore e calcário levantam-se da areia a sul de Da Nang, esburacados por grutas e santuários budistas. De manhã sobem-se as escadas, à tarde atravessa-se a cidade até à Buda branca que vigia a baía de Son Tra.

O dia em resumo

Café de especialidade primeiro, ainda com a cidade fresca, e depois Ngu Hanh Son, as montanhas de mármore. Sobe-se ao monte Thuy Son, atravessa-se a gruta Huyen Khong, onde a luz entra por um buraco no teto, e desce-se pela gruta do inferno, Am Phu. Ao almoço, mi quang, o prato da região. A tarde é para a península de Son Tra e a estátua de 67 metros do pagode Linh Ung, com o mar todo lá em baixo.

Antes de sair

As escadas das grutas são de pedra polida e ficam escorregadias com a humidade, por isso ténis ou sandálias com sola a sério, nada de chinelos. Leva água, uma lanterna pequena ou o telemóvel carregado para as passagens escuras de Am Phu e roupa que tape ombros e joelhos, obrigatória nos santuários. O elevador de vidro poupa a primeira subida e paga-se à parte do bilhete de entrada. No pagode descalçam-se os sapatos à entrada dos templos.

Deslocações

As montanhas ficam a cerca de 20 minutos a sul do centro pela estrada da costa, e Son Tra a uns 25 minutos para norte, o que faz do dia dois trajetos curtos de Grab. Se quiseres poupar tempo, combina com o mesmo motorista que espere durante a visita às grutas. A subida a Son Tra é íngreme e cheia de curvas, e não é sítio para experimentar uma scooter no primeiro dia com uma delas.

Notas locais

Ao pé das montanhas fica Non Nuoc, a aldeia dos escultores de pedra, e as oficinas visitam-se à vontade. Compra peças pequenas, que o mármore pesa e a bagagem de mão tem limite. Nas grutas há incenso aceso e gente a rezar, por isso fala baixo e não te metas à frente de quem está diante do altar. Em Son Tra vivem langures de coxas vermelhas, e às vezes vêem-se da estrada.

  1. 01

    43 Factory Coffee Roaster

    08:00 · 45m
    Torrefação séria num armazém de paredes de vidro, ao contrário do café de rua com leite condensado. Pede um filtrado de origem única para provar a diferença e o bolo de mel queimado. Abre cedo e é boa primeira paragem antes das grutas.
    Sobre este local

    Torrefação e casa de café de especialidade em Da Nang, num armazém convertido com paredes de vidro e torrador à vista.

    História
    Abriu na onda de cafés de especialidade que chegou às cidades vietnamitas na última década, comprando grão diretamente a produtores e afastando-se do café torrado escuro que domina o país.
    Porque é famoso
    É a referência do café de especialidade em Da Nang, tanto pelo grão como pelo edifício.
    Sabias que
    O Vietname é o maior produtor mundial de robusta, mas a cena de especialidade do país trabalha sobretudo com arábica das terras altas em torno de Da Lat e Cau Dat.
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  2. 🚗drive· 10 min· 4.9 km↗ Directions
  3. 02

    Marble Mountains (Ngu Hanh Son)

    09:00 · 90m
    O elevador de vidro poupa a primeira escadaria de Thuy Son e paga-se à parte. Sobe de elevador e desce a pé pelos caminhos. Não faltes à gruta Huyen Khong, onde a luz cai de um buraco no teto sobre os altares. Calçado com sola a sério, a pedra é escorregadia.
    Sobre este local

    Ngu Hanh Son são cinco montes de mármore e calcário que se levantam da planície arenosa a sul de Da Nang, cheios de grutas, pagodes e miradouros.

    História
    As grutas foram lugar de culto muito antes dos vietnamitas, primeiro para o povo Cham e depois para santuários budistas. No século XIX, o imperador Minh Mang deu aos cinco montes os nomes dos cinco elementos, metal, madeira, água, fogo e terra.
    Porque é famoso
    É a visita clássica de meio dia a partir de Da Nang, por juntar grutas, templos e vista sobre a costa num único monte.
    Sabias que
    Durante a guerra, uma das grutas serviu de hospital de campanha clandestino, a poucos quilómetros de uma base americana em plena atividade.
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  4. 🚶walk· 10 min· 600 m↗ Directions
  5. 03

    Am Phu Cave

    10:45 · 45m
    A gruta do inferno encena o purgatório budista em relevos e figuras. Desce-se por uma escadaria escura, e a saída pelo lado do céu é uma subida íngreme e apertada. Leva lanterna ou telemóvel carregado. Quem tem problemas de joelhos faz melhor em ficar pela parte de baixo.
    Sobre este local

    Am Phu é uma gruta natural no sopé das montanhas de mármore, decorada com esculturas que representam o inferno e o céu budistas.

    História
    A gruta é natural e há muito ligada a lendas locais sobre o julgamento das almas. As figuras e passadiços que hoje se percorrem foram instalados para tornar essa narrativa visitável.
    Porque é famoso
    É a única gruta da região onde o percurso conta uma história do princípio ao fim, com um caminho para baixo e outro para cima.
    Sabias que
    O trajeto está desenhado como uma escolha moral, um ramo desce para os castigos e o outro sobe por escadas estreitas até uma abertura de luz no cimo do monte.
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  6. 🚗drive· 22 min· 10.4 km↗ Directions
  7. 04

    Mi Quang Ba Mua lunch

    12:15 · 60m
    Mi quang leva pouco caldo, quase molho, por isso mistura tudo antes de comer. Vem com o banh trang me, a bolacha de arroz com sésamo, que se parte à mão por cima. Junta as ervas do prato lateral e umas gotas de lima. Meia hora chega.
    Sobre este local

    Casa de mi quang em Da Nang, o prato de massa amarela de açafrão-da-terra que é a especialidade da província de Quang Nam.

    História
    O mi quang nasceu como comida de casa e de mercado nas aldeias de Quang Nam, feito com o que houvesse, e passou às cidades com as famílias que se mudaram para Da Nang.
    Porque é famoso
    É o prato que os habitantes de Da Nang comem quando querem algo da terra, e esta é uma das casas mais citadas para o provar.
    Sabias que
    Ao contrário do pho, o mi quang leva só um fundo de caldo no prato, o suficiente para envolver a massa, porque foi pensado para se comer de tigela na mão no campo.
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  8. 🚗drive· 26 min· 12.1 km↗ Directions
  9. 05

    Lady Buddha, Linh Ung Pagoda

    15:00 · 90m
    A estátua tem 67 metros e vê-se de meia Da Nang. O pátio do templo abre a vista sobre a baía até My Khe, e a luz é melhor ao fim da tarde. Ombros e joelhos tapados, sapatos fora à entrada dos templos. A estrada até lá é íngreme e cheia de curvas.
    Sobre este local

    O pagode Linh Ung fica na península de Son Tra e é dominado por uma estátua branca da deusa da misericórdia, Quan Am, virada ao mar.

    História
    O conjunto foi construído no início deste século e inaugurado em 2010, num local escolhido pela vista sobre a baía. É o maior de três pagodes com o mesmo nome na região de Da Nang.
    Porque é famoso
    A estátua, com 67 metros, é a mais alta do Vietname e serve de referência visual a toda a cidade.
    Sabias que
    Os pescadores de Da Nang tratam a estátua como protetora contra as tempestades, e nas encostas de Son Tra em redor vivem langures-de-coxas-vermelhas, um primata raro que às vezes se vê da estrada.
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  10. 🚗drive· 23 min· 11.8 km↗ Directions
  11. 06

    Quan Tran dinner

    19:00 · 90m
    O prato da casa é banh trang cuon thit heo, porco cozido com ervas e banana verde que enrolas tu mesmo no papel de arroz. Molha no mam nem, o molho fermentado de anchova, que é forte mas é o ponto do prato. Pede meia dose se forem dois, as porções são generosas.
    Sobre este local

    Casa de Da Nang especializada em banh trang cuon thit heo, rolos de papel de arroz com porco cozido, ervas frescas e banana verde que se montam à mesa.

    História
    O prato vem da tradição das refeições de partilha do centro do Vietname, em que tudo chega cru ou cozido em separado e cada um enrola o seu. As casas dedicadas a este formato multiplicaram-se em Da Nang nas últimas décadas.
    Porque é famoso
    É o prato que Da Nang reclama como seu, e esta é uma das moradas onde os locais levam quem vem de fora.
    Sabias que
    O porco é cortado com duas camadas de gordura visíveis nas pontas de cada fatia, um corte específico que os cozinheiros locais usam para provar que a peça é a certa.
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Dia 57/26/2026

Hue pelo passo de Hai Van

Hue

Sobe-se ao passo de Hai Van, a serra de nuvens que durante séculos dividiu o país, e desce-se até Hue, a antiga capital imperial. Cidadela, pagode e o túmulo de Khai Dinh num dia longo, com jantar de marisco na lagoa de Lang Co ao regresso.

O dia em resumo

É o dia mais comprido da viagem e compensa sair às 07:30. O passo de Hai Van sobe a cerca de 500 metros sobre o mar e a paragem no antigo portão dá a vista sobre a baía de Lang Co. Em Hue visita-se a cidadela dos Nguyen, prova-se a comida da corte ao almoço, vai-se ao pagode Thien Mu à beira do rio dos Perfumes e acaba-se no túmulo de Khai Dinh. O jantar faz-se a caminho de casa, sobre a água.

Antes de sair

A cidadela é enorme e quase toda ao sol, por isso chapéu, protetor solar e água são obrigatórios. Ombros e joelhos tapados para o pagode e para o túmulo. Leva dinheiro em numerário, porque os bilhetes dos monumentos e o estacionamento nem sempre aceitam cartão. Há bilhete combinado para vários monumentos de Hue, e se contares fazer três ou mais compensa. O túmulo de Khai Dinh tem muitos degraus e pouca sombra, o que ao fim da tarde já se agradece.

Estrada e transportes

São cerca de 100 km em cada sentido, entre duas horas e duas horas e meia por sentido com paragens. O mais prático é contratar carro com motorista para o dia todo, marcado na véspera, o que sai mais em conta do que somar Grabs. Confirma que o percurso passa pelo passo à ida, e não pelo túnel de Hai Van, que é bem mais rápido mas não tem vista. Se a serra estiver metida em nevoeiro, o túnel é o plano B sensato.

Notas locais

Hue foi capital do Vietname entre 1802 e 1945 e a cozinha da cidade vem daí, feita de muitos pratos pequenos e bem temperados. Come-se devagar e prova-se um pouco de tudo. A cidadela sofreu muito nos combates de 1968 e o que hoje se vê é parte restaurada, parte ruína, com placas a explicar o que ali esteve. Nos túmulos imperiais mantém-se o tom de quem entra num cemitério, porque é isso que são.

  1. 01

    Hai Van Pass (Hai Van Quan)

    07:30 · 60m
    Para junto ao portão antigo e aos bunkers para a vista sobre a baía de Lang Co. Leva um casaco leve, que lá em cima o vento é forte. Confirma com o motorista que vai pela serra à ida. Se estiver metido em nevoeiro, o túnel resolve em poucos minutos.
    Sobre este local

    O passo de Hai Van atravessa a serra que separa Da Nang de Hue, subindo a cerca de 500 metros sobre o mar, com um portão fortificado no ponto mais alto.

    História
    A serra foi durante séculos a fronteira entre Dai Viet e o reino Cham. O portão Hai Van Quan foi mandado construir em 1826 pelo imperador Minh Mang para controlar a passagem, e no século XX franceses, japoneses e americanos acrescentaram-lhe bunkers.
    Porque é famoso
    É considerada uma das estradas de montanha mais bonitas do sudeste asiático, e ficou conhecida internacionalmente depois de aparecer num programa britânico de automóveis.
    Sabias que
    O passo funciona como barreira climática real, e é comum ter sol de um lado da serra e chuva do outro no mesmo dia.
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  2. 🚗drive· 107 min· 79 km↗ Directions
  3. 02

    Imperial City of Hue (Dai Noi)

    10:30 · 120m
    Entra pela porta Ngo Mon, em frente ao mastro. Depois do palácio Thai Hoa restaurado ficam as ruínas da Cidade Púrpura Proibida, quase toda perdida nos combates de 1968. Há pouca sombra, por isso leva chapéu e água. Duas horas é o mínimo razoável.
    Sobre este local

    A cidadela de Hue, Dai Noi, é o recinto amuralhado da corte imperial vietnamita, com fossos, portas monumentais, palácios e templos dinásticos.

    História
    Foi mandada construir a partir de 1802 pelo imperador Gia Long, fundador da dinastia Nguyen, seguindo o modelo das capitais imperiais chinesas adaptado ao terreno e ao rio. Serviu de sede do poder até à abdicação do último imperador, em 1945.
    Porque é famoso
    Está classificada como Património Mundial pela UNESCO desde 1993 e é o conjunto imperial mais completo que resta no Vietname.
    Sabias que
    Dos mais de uma centena de edifícios que a Cidade Púrpura Proibida chegou a ter, sobreviveram pouquíssimos aos combates de 1968, e o trabalho de restauro continua a decorrer.
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  4. 🚗drive· 9 min· 3.2 km↗ Directions
  5. 03

    Hanh Restaurant lunch

    13:00 · 75m
    Pede o conjunto de petiscos da corte de uma só vez, com banh beo, banh nam e banh loc, mais os espetos de porco nem lui que enrolas à mesa. Vem tudo em porções pequenas, feito para provar de tudo. Bom para dois, a preço baixo, e resolve-se em pouco mais de uma hora.
    Sobre este local

    Restaurante de Hue conhecido pelo tabuleiro de petiscos da cozinha da corte, servido em conjunto num só pedido.

    História
    A cozinha de Hue formou-se à volta da mesa imperial, onde se serviam muitos pratos pequenos em vez de poucos grandes. Casas como esta passaram esse formato à restauração comum da cidade.
    Porque é famoso
    É a forma mais direta de provar num só almoço meia dúzia de especialidades que noutro sítio se comeriam separadas.
    Sabias que
    Os banh loc são bolinhos de amido de tapioca que ficam translúcidos depois de cozidos, deixando ver o camarão e a barriga de porco lá dentro.
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  6. 🚗drive· 14 min· 6.4 km↗ Directions
  7. 04

    Thien Mu Pagoda

    15:00 · 60m
    A torre Phuoc Duyen de sete andares vê-se de longe sobre o rio dos Perfumes. Atrás do pátio principal está o Austin azul que levou o monge Thich Quang Duc a Saigão em 1963. É um mosteiro em funcionamento, por isso roupa discreta e conversa em voz baixa.
    Sobre este local

    O pagode Thien Mu ergue-se sobre uma colina à beira do rio dos Perfumes, a poucos quilómetros do centro de Hue, com uma torre de sete andares à entrada.

    História
    Foi fundado em 1601 pelo senhor Nguyen Hoang, e é o mosteiro mais antigo de Hue. A torre octogonal Phuoc Duyen, com sete andares, foi acrescentada em 1844 pelo imperador Thieu Tri.
    Porque é famoso
    É o símbolo religioso de Hue e um dos centros do budismo vietnamita, com peso histórico muito para lá do turismo.
    Sabias que
    O automóvel azul guardado no recinto é o carro que levou Thich Quang Duc a Saigão em 1963, onde se imolou em protesto e onde a fotografia do momento correu o mundo.
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  8. 🚗drive· 21 min· 11.4 km↗ Directions
  9. 05

    Tomb of Khai Dinh

    16:45 · 75m
    Por fora é betão escurecido, quase severo. O interior é que surpreende, todo revestido a mosaico de vidro e porcelana. Sobe as escadarias dos dragões até ao santuário do topo. São bastantes degraus e pouca sombra, por isso vai com água na mão.
    Sobre este local

    O túmulo de Khai Dinh é um mausoléu imperial construído na encosta de uma colina a sul de Hue, em socalcos ligados por escadarias com dragões de pedra.

    História
    Foi erguido entre 1920 e 1931 para o penúltimo imperador da dinastia Nguyen, que reinou de 1916 a 1925. Ao contrário dos túmulos anteriores, usa betão armado e junta linguagem europeia à tradição vietnamita.
    Porque é famoso
    É o mais estranho e o mais fotografado dos túmulos imperiais de Hue, pelo contraste entre o exterior escuro e o interior coberto de mosaico.
    Sabias que
    A decoração interior é feita de milhares de fragmentos de vidro e de porcelana partida, muitos deles importados da China e do Japão de propósito para a obra.
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  10. 🚗drive· 79 min· 67.1 km↗ Directions
  11. 06

    Lang Co seafood dinner, Be Than

    19:00 · 90m
    Corta a viagem de regresso numa casa de palafitas sobre a lagoa de Lang Co. As ostras e o camarão da lagoa saem da água ali mesmo. Confirma o preço ao quilo antes de pedir. Ao pôr do sol, a lagoa fica com a cor da serra refletida.
    Sobre este local

    Casa de marisco construída sobre a lagoa de Lap An, em Lang Co, entre a serra de Hai Van e o mar, no caminho entre Hue e Da Nang.

    História
    A lagoa é há gerações uma zona de viveiros de ostras e de pesca de pequena escala, e as casas de palafitas apareceram para vender diretamente o que sai da água.
    Porque é famoso
    É a paragem clássica de quem faz o trajeto Hue a Da Nang, tanto pelo marisco como pela vista da lagoa ao entardecer.
    Sabias que
    As estacas de bambu alinhadas na água não são decoração, são os suportes onde as ostras crescem, e mudam de aspeto conforme a maré.
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Dia 67/27/2026

Manhã em An Bang e regresso

Da Nang

Última manhã devagar na areia calma de An Bang, com pequeno-almoço tardio de pés na relva. Depois, uma banh mi de Hoi An para levar, umas lanternas no mercado Han e o aeroporto ali ao lado.

O dia em resumo

A praia de An Bang é mais baixa e menos construída do que a frente de Da Nang, e às 07:30 está quase deserta. Dá para um último banho antes de o sol apertar, seguido de um pequeno-almoço demorado num dos bares de areia. A caminho do norte, para-se em Hoi An pela banh mi mais conhecida da cidade e no mercado Han para as últimas compras, que fica a poucos minutos do aeroporto.

Antes de sair

Faz as malas antes de ir para a praia e deixa-as com a receção do hotel, para não voltares atrás. Guarda uma muda de roupa seca e um saco para o fato de banho molhado. Na banh mi, a fila anda depressa mas pode ter vinte pessoas à frente, por isso conta dez minutos. No mercado, leva notas pequenas e regateia com calma, começando um pouco abaixo do que estás disposto a pagar. Café em grão e manga seca passam sem problema na bagagem, mas molhos e pastas de camarão têm de ir despachados no porão.

Deslocações

De An Bang ao aeroporto de Da Nang são cerca de 30 km, uns 40 minutos com trânsito normal. Marca o Grab com antecedência ou pede ao hotel que trate do carro, porque em An Bang há menos viaturas a circular. Do mercado Han ao terminal são dez minutos. Para um voo internacional, chega três horas antes, que o terminal é pequeno e a fila de segurança forma-se toda de uma vez.

Notas locais

An Bang ganhou importância depois de a praia de Cua Dai ter perdido quase toda a areia para o mar, e os bares de praia daqui são hoje o ponto de encontro de quem vive em Hoi An. Airside há pho e café decentes, por isso não é preciso comer à pressa antes de entrar. Se sobrarem dongs, deixa-os na caixa de donativos do templo ou gasta-os no café, porque fora do Vietname não se trocam.

  1. 01

    Morning at An Bang Beach

    07:30 · 90m
    Mais calma e menos construída do que a frente de Da Nang. Às 07:30 está quase vazia e a água ainda está fresca. Aluga uma espreguiçadeira num dos bares de areia para o último banho. Cuidado com a corrente, que em julho puxa mais para o fim da manhã.
    Sobre este local

    An Bang é a praia de Hoi An, uma faixa de areia com bares de madeira e restaurantes de pé descalço, a poucos quilómetros da cidade antiga.

    História
    Era uma praia de aldeia piscatória e ganhou importância quando a erosão levou quase toda a areia da vizinha Cua Dai, empurrando bares, hóspedes e vida noturna para aqui.
    Porque é famoso
    É onde vai quem está em Hoi An e quer mar, e onde a comunidade estrangeira residente passa os fins de tarde.
    Sabias que
    A erosão desta costa é rápida e visível, e em Cua Dai chegaram a ser instaladas barreiras e sacos de areia gigantes para travar o avanço do mar sobre os hotéis.
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  2. 🚶walk· 3 min· 200 m↗ Directions
  3. 02

    Soul Kitchen brunch

    09:30 · 75m
    Bar e restaurante de frente para a areia, com jardim e mesas na relva. Bom para ovos, um batido e o último café gelado vietnamita antes do voo. Ao fim de semana enche à hora do almoço, mas às 09:30 há sempre mesa. Traz dinheiro, o multibanco mais próximo fica em Hoi An.
    Sobre este local

    Bar e restaurante de praia em An Bang, com jardim relvado à beira da areia, cozinha do dia inteiro e música ao vivo em algumas noites.

    História
    Foi uma das primeiras casas a instalar-se nesta praia, quando An Bang ainda era uma aldeia de pescadores com pouco mais do que barcos redondos na areia.
    Porque é famoso
    É a morada de referência de An Bang, tanto para o pequeno-almoço tardio como para o fim de tarde.
    Sabias que
    Os barcos redondos de bambu que se veem na areia, os thung chai, são uma solução da costa central e há quem os explique como forma de contornar um antigo imposto colonial sobre embarcações.
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  4. 🚗drive· 13 min· 4.9 km↗ Directions
  5. 03

    Banh Mi Phuong

    11:15 · 30m
    Pede a especial, com paté, carnes frias e ervas. A fila anda depressa mas pode ter vinte pessoas à frente, por isso conta dez minutos. Leva para o caminho, embrulhada em papel, que aguenta bem a viagem até Da Nang. Só aceita dinheiro.
    Sobre este local

    Casa de banh mi em Hoi An, um balcão pequeno que faz sandes de pão de arroz e trigo com paté, carnes, molhos e ervas frescas.

    História
    A banh mi nasceu do encontro entre a baguete francesa do período colonial e os recheios vietnamitas, e casas de bairro como esta transformaram-na na sandes de rua mais comum do país.
    Porque é famoso
    Ficou conhecida internacionalmente depois de Anthony Bourdain a ter filmado e elogiado no seu programa de televisão, e a fila à porta nunca mais parou.
    Sabias que
    O pão vietnamita leva farinha de arroz misturada com trigo, o que lhe dá uma côdea muito mais fina e estaladiça e um miolo mais leve do que o da baguete francesa.
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  6. 🚗drive· 49 min· 28.3 km↗ Directions
  7. 04

    Han Market souvenirs

    12:30 · 45m
    Mercado do centro de Da Nang, bom para lanternas dobráveis, manga seca, castanha de caju e café Trung Nguyen. Regateia com calma e sem insistir. Molhos e pasta de camarão têm de ir no porão. Do mercado ao aeroporto são dez minutos.
    Sobre este local

    O Cho Han é o mercado coberto do centro de Da Nang, com dois pisos de comida, tecidos, roupa e artigos de casa, junto ao rio Han.

    História
    Funciona neste local desde o período colonial francês e cresceu com a cidade, mantendo-se como mercado de bairro mesmo depois de a frente ribeirinha se ter enchido de hotéis.
    Porque é famoso
    É o mercado mais central e o sítio mais prático da cidade para comprar lembranças e produtos secos antes de apanhar o voo.
    Sabias que
    O piso de cima continua a ser sobretudo alfaiataria e tecidos, e ali ainda se manda fazer um ao dai por medida como faziam as clientes locais há décadas.
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  8. 🚗drive· 15 min· 5.3 km↗ Directions
  9. 05

    Da Nang Airport, fly out

    14:30 · 45m
    O terminal internacional é pequeno mas enche de uma vez nas horas de ponta. Chega três horas antes e passa a segurança cedo. Depois do controlo há pho e café decentes, por isso não precisas de comer à pressa antes de entrar. Gasta os dongs que sobrarem, fora do país não se trocam.
    Sobre este local

    O terminal internacional do aeroporto de Da Nang serve os voos diretos para o resto da Ásia e as ligações que trazem a maioria dos visitantes ao centro do Vietname.

    História
    O aeroporto cresceu a partir de uma antiga base militar e ganhou terminal internacional próprio na última década, para responder ao aumento rápido do turismo em Hoi An, Da Nang e Hue.
    Porque é famoso
    É o terceiro maior aeroporto do Vietname, depois de Ho Chi Minh e Hanói, e a porta de entrada de toda a região central.
    Sabias que
    A pista fica tão perto do centro que se vê a cidade e o rio Han da janela do avião poucos segundos depois da descolagem.
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