Travolp.
Viagem partilhada· partilhada 7/27/2026

Three Days in San,
Sebastian.

San Sebastian, Spain

Preço da viagem Preço sob consulta
8/24/2026 → 8/26/20262 adultos
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↓ A viagem
Dias
3 dias
Paragens
18 paragens
Destinos
1 destino
Viajantes
2 adultos
Interesses

pintxos, beaches, Basque coast, viewpoints

Itinerário

3 capítulos
Dia 18/24/2026

Praia, baía e pintxos na Parte Vieja

Parte Vieja, San Sebastian

Café e pantxineta na Otaegui, o gradeamento branco da Concha, a subida ao Urgull para ver a baía inteira. À noite, a cidade velha de bar em bar, com um copo pequeno em cada um.

Como é o dia

Primeira manhã em San Sebastián, sem pressa nenhuma. A Pastelería Otaegui está na mesma esquina desde 1886 e a pantxineta, folhado com creme de amêndoa, resolve o pequeno-almoço antes de abrires o mapa. Dali são doze minutos a pé, sempre plano, até à Concha, onde o passeio acompanha a baía ao longo do gradeamento branco que aparece em metade dos postais do norte de Espanha. Perto do meio-dia sobes ao Monte Urgull, o monte arborizado entre a baía e a cidade velha, até à estátua do Sagrado Coração e às ruínas do castelo da Mota. Desces para almoçar na Cuchara de San Telmo, onde os pintxos saem quentes da cozinha em vez de esperarem no balcão (a bochecha de porco estufada em vinho tinto justifica a espera à porta). A tarde é para andar à deriva pela Parte Vieja, à volta da Plaza de la Constitución, onde as varandas ainda têm os números do tempo em que a praça servia de praça de touros. Quando o sol baixar, começa a ronda dos bares. Uma dentada, um copo pequeno, mudar de casa. Gandarias, Néstor e Txepetxa são os eixos da rota.

Antes de sair

Calçado confortável conta hoje mais do que qualquer outra coisa, porque os caminhos do Urgull são de terra batida e pedra irregular. Leva também um casaco fino, o vento da baía nota-se assim que sais do arvoredo.

  • A Cuchara de San Telmo enche às 13h30, portanto chega à hora certa ou conta com fila à porta.
  • Nos bares paga-se por pincho e por copo, e nos mais pequenos, como o Txepetxa, o dinheiro vivo continua a dar jeito.
  • Não reserves jantar. A ronda de pintxos é o jantar.

Como te deslocas

Está tudo a pé e nenhuma etapa passa dos dezasseis minutos de caminho. A subida do Urgull é a única exigente, por isso conta mais tempo se alguém do grupo preferir ritmo lento, há bancos ao longo dos trilhos para parar. Dentro da Parte Vieja as ruas são estreitas e quase todas pedonais, portanto guarda o telemóvel e segue o barulho até ao bar seguinte.

Costumes da casa

A etiqueta dos pintxos é simples. Guarda os palitos no prato, é assim que o empregado faz a conta no fim. O serviço de almoço na cidade velha começa a fechar por volta das 15h30, e é por isso que a tarde está reservada para passear e não para comer. Se às 20h um bar parecer vazio, não é mau sinal, o movimento local só aparece perto das 21h.

  1. 01

    Pasteleria Otaegui

    09:00 · 45m
    Casa da cidade desde 1886. Pede um café curto e uma fatia de pantxineta, o folhado com creme de amêndoa. Se quiseres mesa, vai antes das 10h, depois disso o balcão enche de gente do bairro a levar bolo para casa.
    Sobre este local

    Pastelaria e cafetaria de San Sebastián conhecida pela doçaria basca tradicional, com bolos e doces expostos nas vitrinas ao longo do balcão.

    História
    A casa está ligada à cidade desde 1886 e mantém o funcionamento das pastelarias de bairro bascas, com fornada diária e clientela habitual. A maior parte da sua história não está documentada em pormenor, mas o modelo é o mesmo há décadas.
    Porque é famoso
    É uma referência local para clássicos como a pantxineta e a tarta de queso basca. San Sebastián tem uma cultura de pastelaria forte e casas como esta sustentam essa reputação no dia a dia, mais do que por qualquer episódio célebre.
    Sabias que
    Nas pastelarias da cidade é normal comprar ao peso ou à fatia, por isso podes pedir só um pedaço em vez de levar o bolo inteiro.
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  2. 🚶walk· 12 min· 900 m↗ Directions
  3. 02

    La Concha Beach

    10:00 · 90m
    Faz a curva inteira do passeio junto ao gradeamento branco. De manhã há sombra do lado da cidade e menos gente. Se quiseres entrar na água, a maré vazia deixa um areal muito maior e o mar fica calmo por causa da forma da baía.
    Sobre este local

    A Concha é a baía em forma de concha e a praia urbana de San Sebastián, com um passeio comprido e um gradeamento branco que se tornou símbolo da cidade.

    História
    A praia ficou na moda no século XIX, quando a realeza espanhola passou a veranear aqui, primeiro com a rainha Isabel II e mais tarde com a regente Maria Cristina. A baía transformou-se então numa estância de veraneio da belle époque, e é desse período que vêm o gradeamento de ferro fundido branco e os candeeiros ornamentados do Paseo de la Concha.
    Porque é famoso
    Um areal em meia-lua dentro da cidade, protegido do mar aberto, faz desta uma das praias urbanas mais fotografadas da Europa, e o gradeamento branco ajuda à fotografia.
    Sabias que
    O desenho do gradeamento é tão identificado com a cidade que aparece em joalharia, lembranças e até na imagem gráfica municipal.
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  4. 🚶walk· 16 min· 1.2 km↗ Directions
  5. 03

    Monte Urgull

    12:00 · 75m
    A subida faz-se por caminhos de terra com escadas, calcula 20 a 25 minutos até ao cimo, sem pressa. No topo tens o castelo da Mota e a vista completa da baía. Leva água, não há muito onde comprar lá em cima, e evita a subida no calor da tarde.
    Sobre este local

    Monte Urgull é a colina arborizada entre a baía e a cidade velha, coroada pelo castelo da Mota e por uma grande estátua do Sagrado Coração.

    História
    O monte foi durante séculos a defesa de San Sebastián, com o castelo da Mota no cimo e baterias de artilharia viradas para o mar. A estátua do Sagrado Coração foi colocada sobre a fortificação em meados do século XX, e as antigas muralhas e caminhos militares foram depois transformados em parque público.
    Porque é famoso
    É o miradouro clássico sobre a Concha e a ilha de Santa Clara, e o único sítio de onde se percebe de uma vez a forma da baía e o desenho da cidade velha.
    Sabias que
    Numa encosta do monte existe um cemitério inglês, com sepulturas de militares britânicos mortos nas guerras carlistas do século XIX.
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  6. 🚶walk· 5 min· 400 m↗ Directions
  7. 04

    La Cuchara de San Telmo

    13:30 · 90m
    Não procures pintxos no balcão, aqui pede-se à cozinha e a comida sai quente. A bochecha de porco estufada em vinho tinto é o prato pelo qual as pessoas esperam. É de pé e estreito, portanto vai a duas pessoas e come em duas ou três rondas.
    Sobre este local

    A Cuchara de San Telmo é um bar de pintxos pequeno, de balcão e sem mesas, na cidade velha, conhecido por servir pratos quentes feitos na hora.

    História
    Abriu no início dos anos 2000 numa ruela atrás do museu San Telmo e ajudou a mudar o costume local, ao trocar a comida fria exposta no balcão por pequenos pratos quentes pedidos à cozinha. A carta é curta, escrita em ardósia e vai mudando.
    Porque é famoso
    Aproximou o pintxo do prato de restaurante, sobretudo com a bochecha de porco cozinhada lentamente em vinho tinto.
    Sabias que
    Como quase nada fica exposto no balcão, ao contrário do que é normal nos bares bascos, há quem passe à frente da porta sem perceber que é ali.
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  8. 🚶walk· 2 min· 100 m↗ Directions
  9. 05

    Parte Vieja

    15:30 · 90m
    Anda sem destino pelas ruas à volta da Plaza de la Constitución e repara nos números pintados nas varandas. Meio da tarde é a melhor hora, com as cozinhas em pausa e as ruas mais calmas. Guarda a igreja de Santa María para o fim da volta.
    Sobre este local

    A Parte Vieja é a cidade velha de San Sebastián, uma malha densa de ruas estreitas mesmo por baixo do Monte Urgull, cheia de igrejas e bares de pintxos.

    História
    Grande parte do bairro foi reconstruída depois do incêndio de 1813, quando a cidade ficou quase destruída durante as guerras napoleónicas, e por isso tem mais aspecto de início do século XIX do que de medieval. A Plaza de la Constitución ficou pronta em 1817 e serviu de praça de touros, com os edifícios em volta a funcionar como camarotes.
    Porque é famoso
    Concentra num labirinto de ruas e praças uma das maiores densidades de bares de pintxos do País Basco.
    Sabias que
    As varandas da Plaza de la Constitución ainda têm os números pintados de quando cada uma era alugada como lugar numerado para as touradas.
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  10. 🚶walk· 5 min· 200 m↗ Directions
  11. 06

    Pintxos crawl

    20:00 · 120m
    Uma dentada e um copo pequeno por bar, depois seguir. Faz o percurso pela Gandarias, pelo Néstor (a tortilha sai a horas certas e acaba depressa) e pelo Txepetxa, casa de anchovas. Vai a partir das 20h30, antes disso está tudo demasiado vazio.
    Sobre este local

    A ronda de pintxos é a forma habitual de jantar em San Sebastián, com uma paragem curta em vários bares em vez de uma refeição sentada num só sítio.

    História
    O costume vem do txikiteo, a volta de copos entre amigos pelos bares do bairro, à qual se juntou a comida de balcão espetada num palito, o pincho que deu nome ao pintxo. Com o tempo, a cozinha basca elevou esse petisco a prato em miniatura, e o percurso continuou igual.
    Porque é famoso
    É o que traz muita gente à cidade, porque permite comer em cinco cozinhas diferentes numa noite sem reservar nada.
    Sabias que
    O pintxo mais clássico chama-se gilda, feito de anchova, azeitona e guindilla em palito, e o nome vem do filme Gilda, de 1946, com Rita Hayworth.
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Dia 28/25/2026

Igueldo, o Peine del Viento e Gros

Monte Igueldo, San Sebastian

De manhã o lado oeste, com o funicular a subir ao Igueldo e os pentes de aço de Chillida a receber o mar em cheio. Depois atravessas a cidade até Gros, bairro de pranchas e de pintxos ao pôr do sol.

Como é o dia

Hoje a cidade vê-se de fora para dentro. Começas em Ondarreta, a praia mais calma da baía, com areia mais larga e menos gente do que a Concha à mesma hora. A poucos minutos fica a estação do funicular do Monte Igueldo, que funciona desde 1912 e sobe a encosta em pouco mais de três minutos até um parque de diversões antigo, daqueles com carros de madeira e uma casa de espelhos. A vista de lá de cima é a imagem que toda a gente traz de San Sebastián, com a ilha de Santa Clara ao centro da baía. Desces e caminhas até ao extremo do passeio, onde Eduardo Chillida deixou o Peine del Viento, três pentes de aço fixados na rocha. Almoço no Branka, mesmo ao lado, com peixe grelhado e um copo de txakoli à vista das ondas. À tarde muda tudo de carácter, porque Gros é o bairro do surf e a Zurriola é uma praia aberta ao oceano, com escolas de surf e passeio marítimo. A noite acaba no Bar Bergara, uma das casas que empurrou o pintxo para a cozinha em miniatura.

Antes de sair

Leva fato de banho e toalha, mesmo que só entres na água em Ondarreta ao início da manhã. Um corta-vento também ajuda no cimo do Igueldo.

  • O Peine del Viento fica muito mais interessante com maré cheia e mar mexido, quando a água sobe pelas chaminés de pedra da praça. Vê a tabela de marés na véspera.
  • O bilhete do funicular vende-se na estação de baixo e há ida e volta, mais barato do que dois simples.
  • Reserva mesa no Branka, sobretudo se quiseres janela.
  • Na Zurriola a corrente é forte e o mar é aberto. Fica entre as bandeiras e pergunta aos nadadores-salvadores antes de entrar.

Como te deslocas

De Ondarreta ao funicular são dez minutos a pé, tal como do funicular ao Peine del Viento. A ligação longa do dia é atravessar a baía até Gros, cerca de três quilómetros, uns quarenta minutos de caminhada bonita pelo paredão ou uma viagem curta num autocarro urbano da dbus. Se estiveres cansado ao fim da tarde, o autocarro poupa as pernas para a noite.

Costumes da casa

Gros é território de bairro e não de turismo, com bares mais baixos de tom do que os da Parte Vieja e clientes que vêm da praia. O txakoli serve-se de alto, num fio fino que cai no copo para lhe dar gás, e serve-se pouco de cada vez, para se beber fresco. Nos bares deste lado costuma pedir-se o pintxo à unidade e comer de pé, sem ocupar mesa.

  1. 01

    Ondarreta Beach

    09:30 · 60m
    A praia mais tranquila da baía e a preferida de quem vive aqui. Areal largo com maré vazia, sombra escassa ao meio-dia. Boa para um mergulho rápido de manhã antes de subir ao Igueldo, há duches e balneários na parte central.
    Sobre este local

    Ondarreta é a praia no extremo oeste da baía de San Sebastián, por baixo do Monte Igueldo, mais residencial e mais calma do que a Concha.

    História
    Cresceu com o veraneio aristocrático do final do século XIX, quando o palácio de Miramar foi construído no promontório que a separa da Concha. Ficou desde então associada a um uso mais familiar e de bairro.
    Porque é famoso
    É a praia da cidade com menos multidão e a que fica mais perto do Peine del Viento e do funicular do Igueldo.
    Sabias que
    O promontório que a separa da Concha chama-se Pico del Loro, o bico do papagaio, pelo perfil da rocha vista do mar.
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  2. 🚶walk· 33 min· 2 km↗ Directions
  3. 02

    Monte Igueldo

    10:45 · 90m
    Compra ida e volta na estação de baixo, sai mais em conta. A subida demora poucos minutos em carruagem de madeira. Lá em cima há um parque de diversões antigo e o miradouro, que é o motivo real da visita. Fica pelo lado da montanha-russa para a melhor vista.
    Sobre este local

    Monte Igueldo é o monte no extremo oeste da baía, com um funicular histórico, um pequeno parque de diversões de outra época e o miradouro mais conhecido sobre a Concha.

    História
    O funicular entrou ao serviço em 1912, na altura em que a cidade se afirmava como estância de veraneio, e o parque no cimo nasceu no mesmo período. Vários brinquedos mantêm o carácter antigo em vez de terem sido substituídos por equipamento moderno.
    Porque é famoso
    É de lá que se tira a fotografia clássica de San Sebastián, com a baía fechada e a ilha de Santa Clara ao centro.
    Sabias que
    As carruagens do funicular mantêm o desenho em madeira de origem, o que faz dele um dos funiculares mais antigos ainda em funcionamento no País Basco.
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  4. 🚶walk· 4 min· 300 m↗ Directions
  5. 03

    Peine del Viento

    12:30 · 45m
    Vai com maré a subir e mar mexido, é quando a água entra pelas chaminés de pedra da praça e sopra ar e salpicos. Basta meia hora. Cuidado com as rochas molhadas junto às peças, ficam escorregadias.
    Sobre este local

    O Peine del Viento é um conjunto de três esculturas de aço corten de Eduardo Chillida fixadas nas rochas no extremo oeste da baía, integradas numa praça desenhada para receber o mar.

    História
    Foi instalado em 1977, com a praça em socalcos concebida pelo arquitecto Luis Peña Ganchegui. Sob o pavimento há condutas ligadas ao mar que expelem ar e água por aberturas de pedra quando as ondas batem com força.
    Porque é famoso
    É a obra mais conhecida de Chillida no seu próprio território e um dos sítios onde a cidade se resume, com escultura, rocha e mar no mesmo enquadramento.
    Sabias que
    Cada uma das peças de aço pesa cerca de dez toneladas e está ancorada directamente na rocha, exposta à água salgada todos os dias do ano.
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  6. 🚶walk· 36 min· 2.6 km↗ Directions
  7. 04

    Branka

    13:30 · 90m
    Sala envidraçada mesmo ao lado do Peine del Viento. Reserva com antecedência e pede mesa junto à janela. Peixe grelhado e um copo de txakoli resolvem o almoço. Se estiver cheio, o piso de baixo tem serviço mais informal e a mesma vista.
    Sobre este local

    O Branka é um restaurante com sala envidraçada no extremo do passeio de Ondarreta, ao lado do Peine del Viento, virado para o mar aberto.

    História
    Ocupa o edifício construído junto ao fim do passeio marítimo, num ponto que passou de zona de passagem a paragem obrigatória depois de a escultura de Chillida ali ser instalada.
    Porque é famoso
    É o sítio de mesa posta mais perto do Peine del Viento, com cozinha de peixe e vista directa sobre a rebentação.
    Sabias que
    Branka significa proa em basco, nome adequado à posição do edifício sobre o mar.
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  8. 🚗drive· 19 min· 11.6 km↗ Directions
  9. 05

    Gros surf beach

    16:00 · 90m
    A Zurriola é praia de oceano aberto, com ondas a sério e escolas de surf junto ao passeio. Alugas prancha e fato à hora ali mesmo. Se não fores à água, o paredão ao fim da tarde é o melhor sítio para ver o pôr do sol e o movimento do bairro.
    Sobre este local

    A Zurriola é a praia do bairro de Gros, do outro lado do rio Urumea, aberta ao mar e usada sobretudo por surfistas.

    História
    A frente marítima deste lado foi remodelada nos anos 90, na mesma altura em que se construiu o Kursaal, e a praia ganhou a forma actual com paredão e areal contínuo.
    Porque é famoso
    É a praia de surf da cidade, com ondas que a Concha nunca tem por estar abrigada dentro da baía.
    Sabias que
    Os dois volumes de vidro do Kursaal, mesmo ao lado da praia, são obra do arquitecto Rafael Moneo e recebem todos os anos o Festival de Cinema de San Sebastián.
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  10. 🚶walk· 3 min· 200 m↗ Directions
  11. 06

    Bar Bergara

    20:00 · 90m
    Pede o Txalupa, o gratinado servido em barquinha, e o Itxaso, a tartelete de marisco. Aqui compra-se ao balcão com talão. Enche por volta das 21h, e como fica em Gros dá para juntar a um copo noutro bar da mesma rua.
    Sobre este local

    O Bar Bergara é um bar de pintxos no bairro de Gros, conhecido por pequenas peças elaboradas servidas ao balcão em vez de petiscos simples.

    História
    É uma casa antiga do bairro que se juntou ao grupo de bares que nos anos 90 empurrou o pintxo para a chamada cozinha em miniatura, com técnica de restaurante aplicada a bocados do tamanho de uma dentada.
    Porque é famoso
    Ficou conhecido pelos seus pintxos de assinatura, sobretudo o Txalupa, copiado depois por meia cidade.
    Sabias que
    Txalupa quer dizer chalupa em basco, e o nome vem da forma da massa em que o gratinado é servido.
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Dia 38/26/2026

Getaria, brasas e txakoli

Getaria, Spain

Estrada da costa para oeste até Getaria, vila de pescadores onde o rodovalho inteiro assa sobre brasas e o txakoli se serve de alto. Balenciaga nasceu nestas ruas e um monte com forma de rato guarda o porto.

Como é o dia

Dia fora da cidade, virado para a costa. Getaria fica a cerca de 25 quilómetros a oeste e continua a ser uma vila de pesca a sério, com o porto a trabalhar e grelhadores acesos na rua ao meio-dia. Pelo caminho passa-se por Zarautz, que tem um dos areais mais compridos do País Basco e vale uma paragem curta a pé pelo paredão. Em Getaria sobes à igreja de San Salvador, gótica, com o chão de madeira inclinado para o altar e uma rua pública a passar por baixo do próprio edifício. Depois é o Museu Cristóbal Balenciaga, aberto em 2011 na casa onde o costureiro nasceu, com vestidos que se percebem melhor de perto do que em fotografia. O almoço é no Elkano, uma estrela Michelin construída à volta da grelha, onde o rodovalho inteiro chega à mesa e se come por partes. A tarde é de vinha, com prova na Txomin Etxaniz e as videiras a descer para o mar. Ao fim do dia desces ao porto e caminhas na direcção do monte San Antón, o promontório que aqui se chama El Ratón.

Antes de sair

O Elkano reserva-se com semanas de antecedência e é a decisão que define o dia inteiro, portanto trata disso antes de tudo o resto. Confirma também o horário do museu na véspera, que muda conforme a época do ano.

  • Leva calçado com boa sola, as ruas de Getaria sobem e descem e a pedra fica escorregadia quando está húmido.
  • Nas grelhas da vila o peixe vende-se ao peso, por isso pergunta o preço por quilo antes de escolher a peça.
  • Se for prova de vinho com carro, combina já quem conduz e não prova.

Como te deslocas

De carro são cerca de trinta minutos pela estrada da costa, com miradouros ao longo do trajecto. Sem carro há autocarros interurbanos da Lurraldebus a sair de San Sebastián para Zarautz e Getaria, com viagem à volta de quarenta minutos e paragem no centro da vila. Dentro de Getaria não precisas de nada além dos pés, porque a igreja, o museu, o restaurante e o porto ficam todos a menos de dez minutos uns dos outros.

Costumes da casa

Aqui a grelha é um ofício e não um truque de menu, com peça inteira, sal e pouco mais. O txakoli acompanha e serve-se de alto para ganhar gás. Getaria tem outro orgulho antigo, Juan Sebastián Elcano nasceu na vila e foi ele quem trouxe de volta a primeira viagem à volta do mundo, o que explica as referências a navegação que vais ver pelas ruas e no brasão.

  1. 01

    Getaria and Zarautz

    09:30 · 90m
    Se fores de carro, para primeiro em Zarautz para uma volta curta pelo paredão e segue para Getaria, dez minutos depois. Chega a Getaria antes do meio-dia, quando os grelhadores da rua estão a arrancar e a vila ainda está calma.
    Sobre este local

    Getaria e Zarautz são duas vilas costeiras a oeste de San Sebastián, uma de pesca e vinha, a outra de praia comprida e surf.

    História
    Getaria vive do porto desde a Idade Média, com a pesca de anchova e de bonito, e Zarautz cresceu à volta do seu areal, que se tornou zona de veraneio a partir do século XIX.
    Porque é famoso
    Getaria é conhecida pelas grelhas de peixe e pelo txakoli, e Zarautz por ter um dos areais mais compridos do País Basco, com ondas quase todo o ano.
    Sabias que
    A estrada entre as duas vilas passa por encostas de vinha plantadas mesmo em cima do mar, uma paisagem rara no litoral atlântico.
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  2. 🚗drive· 12 min· 7.1 km↗ Directions
  3. 02

    San Salvador Church, Getaria

    11:15 · 45m
    Repara no chão de madeira, que desce claramente na direcção do altar, e no túnel público que atravessa por baixo da igreja. Vinte minutos chegam. Fecha à hora de almoço, por isso vale a pena entrar antes das 13h.
    Sobre este local

    A igreja de San Salvador é o edifício gótico que domina Getaria, construído em socalco sobre a encosta e com uma rua pública a passar por baixo.

    História
    Foi erguida entre os séculos XIV e XV, adaptada ao declive acentuado do terreno, o que explica o pavimento de madeira inclinado no interior. Está classificada como monumento e continua a ser a igreja paroquial da vila.
    Porque é famoso
    É conhecida pela combinação pouco vulgar de chão inclinado, estrutura em madeira e passagem pública sob a nave.
    Sabias que
    A tradição local liga a igreja a Juan Sebastián Elcano, natural de Getaria, e é ali que a vila continua a assinalar a sua memória.
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  4. 🚶walk· 9 min· 600 m↗ Directions
  5. 03

    Cristobal Balenciaga Museum

    12:15 · 75m
    Uma hora chega para o percurso principal. Aproxima-te dos vestidos para ver as costuras e o volume, que é onde está o trabalho. Confirma o horário antes de ir, muda com a época do ano, e há dias em que abre só à tarde.
    Sobre este local

    O Museu Cristóbal Balenciaga guarda a obra do costureiro nascido em Getaria, com vestidos, moldes e peças de alta-costura expostas em salas escuras.

    História
    Balenciaga nasceu na vila em 1895, filho de uma costureira, e fez carreira em San Sebastián, Madrid e Paris antes de fechar a casa em 1968. O museu abriu em 2011, ligando o palácio Aldamar a um edifício novo de vidro na encosta.
    Porque é famoso
    Reúne a maior colecção pública dedicada a Balenciaga, no sítio onde ele começou a costurar.
    Sabias que
    Christian Dior chamou-lhe o mestre de todos nós, e Balenciaga era conhecido por saber cortar, coser e montar uma peça inteira sozinho, coisa rara entre costureiros da sua geração.
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  6. 🚶walk· 8 min· 600 m↗ Directions
  7. 04

    Elkano

    14:00 · 120m
    Reserva com semanas de antecedência, é a mesa mais disputada da costa. O rodovalho inteiro na brasa é o prato, servido por partes, do lombo às faces e à gelatina da cabeça. Conta duas horas à mesa e não marques nada a seguir.
    Sobre este local

    O Elkano é um restaurante de Getaria com estrela Michelin, construído à volta da grelha de carvão e do peixe inteiro.

    História
    Nasceu como casa de comidas de vila, ligada à família Arregi, e foi crescendo a partir de uma ideia simples, tratar o peixe inteiro na brasa com o mínimo de intervenção. A cozinha manteve a grelha ao centro mesmo depois do reconhecimento internacional.
    Porque é famoso
    O rodovalho inteiro assado sobre brasas tornou-se prato de peregrinação e mudou a forma como as cozinhas de topo olham para a grelha.
    Sabias que
    O peixe é servido por partes e cada zona sabe diferente, incluindo a gelatina junto às espinhas, que na sala se come com uma colher.
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  8. 🚶walk· 25 min· 1.8 km↗ Directions
  9. 05

    Txomin Etxaniz txakoli tasting

    16:30 · 90m
    Prova com vista para as vinhas que descem até ao mar. Marca antes, as visitas têm hora fixa e nem sempre há lugar no próprio dia. O txakoli serve-se muito frio e de alto, para ganhar gás. Combina antes quem conduz.
    Sobre este local

    A Txomin Etxaniz é a adega mais conhecida de Getaria, produtora de txakoli, o branco seco e ligeiramente gaseificado da costa basca.

    História
    A família cultiva vinha nestas encostas há séculos e ajudou a organizar a produção local quando o Getariako Txakolina obteve denominação de origem, nos anos 90. As vinhas ficam em socalcos virados ao mar, com as videiras conduzidas em altura para escapar à humidade.
    Porque é famoso
    É a marca que levou o txakoli de Getaria para fora do País Basco e serve hoje de referência do estilo.
    Sabias que
    O txakoli serve-se em fio, deixando cair o vinho de alto no copo, um gesto que solta o gás natural e é para beber logo a seguir.
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  10. 🚶walk· 24 min· 1.8 km↗ Directions
  11. 06

    Getaria harbor and El Raton

    18:30 · 60m
    Passeia pelo molhe até à base do monte San Antón, o tal Ratón, e volta pelo cais quando as traineiras entram ao fim da tarde. Uma hora chega. Se ainda tiveres pernas, o caminho sobe pelo monte e dá vista sobre a costa toda.
    Sobre este local

    O porto de Getaria fica abrigado pelo monte San Antón, um promontório ligado à vila por um istmo e conhecido localmente como El Ratón, o rato.

    História
    É um dos portos mais antigos da costa basca e serviu durante séculos a pesca de baleia, de anchova e de bonito. O istmo e os molhes foram sendo construídos para proteger as embarcações do mar aberto do Cantábrico.
    Porque é famoso
    É a imagem de Getaria, com a silhueta do monte a fechar o porto, e continua a ser um porto de trabalho e não apenas de recreio.
    Sabias que
    O nome El Ratón vem do perfil do monte visto do mar, com uma parte alta e outra estreita que lembram a cabeça e o corpo de um rato.
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