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Viagem partilhada· partilhada 7/27/2026

Three Days in,
Paris.

Paris, France

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8/6/2026 → 8/8/20262 adultos
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↓ A viagem
Dias
3 dias
Paragens
18 paragens
Destinos
1 destino
Viajantes
2 adultos
Interesses

museums, riverside walks, cafes, late-summer light

Itinerário

3 capítulos
Dia 18/6/2026

Louvre, Tuileries e Orsay

1st arrondissement, Paris

Começas debaixo da pirâmide de vidro com as galerias ainda vazias, atravessas as aleias de saibro das Tuileries e acabas do outro lado do Sena, com os impressionistas na luz da tarde.

O dia

O maior museu do mundo logo a abrir, quando ainda dá para ver a Mona Lisa sem cotovelos pelo caminho. Depois do Louvre, o almoço é ali mesmo, sob as arcadas do Café Marly, com a pirâmide à frente. As Tuileries servem para abrandar, cadeira verde puxada para a beira do tanque, antes de atravessar o Sena e entrar no Orsay, onde os impressionistas estão todos no último piso. O jantar fecha em Saint-Germain, num café que foi durante décadas a sala de estar de meia literatura francesa.

Dicas práticas

O Louvre fecha às terças e o Orsay às segundas, por isso este dia não encaixa nesses dias da semana. Compra os bilhetes online com hora marcada, é o que te tira da fila grande. Se tens menos de 26 anos e resides na União Europeia, a entrada nos museus nacionais franceses é gratuita, leva o cartão de cidadão. Calçado confortável e uma garrafa vazia para encher nas fontes públicas, dois museus grandes no mesmo dia dão muitos quilómetros de parquet.

Deslocações

Tudo se faz a pé. Do Palais Royal ao Louvre são cinco minutos pela Passage Richelieu, e a entrada do Carrousel du Louvre, na galeria subterrânea, costuma ter menos gente do que a pirâmide. O Café Marly fica dentro da própria ala Richelieu e as Tuileries começam à saída. No fundo do jardim atravessa-se para a margem esquerda pela passerelle Léopold-Sédar-Senghor, mesmo em frente ao Orsay. Até Saint-Germain-des-Prés são uns quinze minutos a pé pelas ruas dos antiquários.

Notas locais

Em agosto metade dos parisienses está fora e muitos cafés de bairro fecham semanas seguidas, embora os museus e as casas grandes se mantenham abertos. Nos restaurantes o serviço já vem incluído na conta, deixar uns euros em cima da mesa é simpatia e não obrigação. E mantém o hábito francês de dizer bonjour ao entrar em qualquer sítio antes de pedir seja o que for, muda o tom da conversa toda.

  1. 01

    Cafe Kitsune Palais Royal

    08:00 · 45m
    Matcha ou espresso nas arcadas do Palais Royal antes de o Louvre abrir. É pequeno e tem poucos lugares sentados, por isso conta com beber de pé ou levar. Aproveita para dar a volta às colunas listadas de Buren no pátio ao lado, a essa hora ainda estão vazias.
    Sobre este local

    Um café da Maison Kitsuné instalado nas galerias do Palais Royal, conhecido pelo matcha latte e pelo logótipo da raposa.

    História
    A Maison Kitsuné nasceu em Paris no início dos anos 2000, criada por Gildas Loaëc, que trabalhava com os Daft Punk, e pelo arquiteto Masaya Kuroki. Começou por ser editora discográfica e marca de roupa, e só mais tarde abriu cafés.
    Porque é famoso
    É uma das moradas de café mais fotografadas de Paris, tanto pela decoração como pelo enquadramento nas arcadas do Palais Royal.
    Sabias que
    Kitsuné quer dizer raposa em japonês. A marca continua a editar música, o que explica a playlist da casa e as compilações com o mesmo nome.
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  2. 🚶walk· 12 min· 800 m↗ Directions
  3. 02

    Louvre Museum

    09:00 · 150m
    Entra pelo Carrousel du Louvre, a galeria subterrânea, quase sempre com menos fila do que a pirâmide. Vai direto à ala Denon para a Mona Lisa e a Vénus de Milo e só depois anda ao acaso. Duas horas e meia chegam para uma primeira visita, não tentes ver tudo.
    Sobre este local

    O maior museu do mundo, num antigo palácio real à beira do Sena, com dezenas de milhares de obras expostas.

    História
    Começou por ser uma fortaleza medieval mandada erguer por Filipe Augusto no final do século XII e passou depois a palácio dos reis de França. Abriu ao público como museu em 1793, durante a Revolução, e a pirâmide de vidro de Ieoh Ming Pei chegou no final dos anos 80.
    Porque é famoso
    Tem a Mona Lisa, a Vénus de Milo e a Vitória de Samotrácia, e é o museu mais visitado do mundo.
    Sabias que
    As muralhas da fortaleza original ainda estão de pé na cave e podes andar entre elas dentro do próprio percurso do museu.
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  4. 🚶walk· 3 min· 300 m↗ Directions
  5. 03

    Cafe Marly

    12:00 · 75m
    Almoço demorado na esplanada sob as arcadas, com a pirâmide mesmo à frente. Pede mesa junto ao gradeamento, é a diferença entre almoçar no Louvre e almoçar a olhar para o Louvre. Preços de sítio com vista, mas a esplanada compensa. Reserva ou chega antes das 12h30.
    Sobre este local

    Um restaurante e café instalado nas arcadas da ala Richelieu do Louvre, com esplanada virada para o pátio da pirâmide.

    História
    Abriu nos anos 90, depois das obras do Grand Louvre que reorganizaram o palácio, e faz parte do grupo dos irmãos Costes, conhecido por transformar cafés parisienses em salas de decoração forte.
    Porque é famoso
    Pela vista. É dos poucos sítios onde se almoça literalmente dentro do palácio, com a pirâmide de Pei ao nível dos olhos.
    Sabias que
    Fica aberto muito depois de o museu fechar, o que faz da esplanada um dos melhores lugares para ver a pirâmide iluminada à noite.
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  6. 🚶walk· 9 min· 700 m↗ Directions
  7. 04

    Tuileries Garden

    13:30 · 60m
    Puxa uma cadeira verde de metal para a beira de um dos tanques redondos e fica a ver os barquinhos à vela. As cadeiras são gratuitas e podes movê-las para onde quiseres. No verão costuma haver feira popular do lado da Rue de Rivoli. Até à Concorde são vinte minutos de aleia.
    Sobre este local

    O jardim formal entre o Louvre e a Place de la Concorde, com aleias de saibro, tanques redondos e esculturas ao ar livre.

    História
    Catarina de Médicis mandou desenhá-lo em 1564, ao lado do palácio das Tuileries. André Le Nôtre, o jardineiro de Versalhes, deu-lhe a simetria que ainda hoje tem. O palácio ardeu durante a Comuna de Paris, em 1871, e o jardim ficou sozinho.
    Porque é famoso
    É o jardim público mais antigo de Paris e o eixo que liga o Louvre à Concorde e aos Campos Elísios.
    Sabias que
    O nome vem das fábricas de telha que ocupavam o terreno antes do palácio, tuile é telha em francês.
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  8. 🚶walk· 9 min· 700 m↗ Directions
  9. 05

    Musee d'Orsay

    14:45 · 120m
    Sobe primeiro ao último piso, é onde estão Monet, Renoir e Van Gogh e onde fica o relógio gigante virado ao Sena. Fecha às segundas e à quinta-feira tem horário alargado. Com bilhete de hora marcada entras por uma fila bem mais curta do que quem compra à porta.
    Sobre este local

    Um museu de arte do século XIX instalado numa antiga estação de comboios, com a maior coleção de pintura impressionista do mundo.

    História
    A Gare d'Orsay foi construída para a Exposição Universal de 1900, com projeto de Victor Laloux. Ficou pequena quando os comboios passaram a ser mais longos, esteve décadas quase sem uso e reabriu como museu em 1986.
    Porque é famoso
    Pelos impressionistas do último piso e pelo próprio edifício, com a nave da estação intacta e os relógios de vidro sobre o rio.
    Sabias que
    Antes de ser museu esteve tão vazia que Orson Welles filmou lá dentro O Processo, a adaptação de Kafka, no início dos anos 60.
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  10. 🚶walk· 15 min· 1.1 km↗ Directions
  11. 06

    Les Deux Magots

    19:30 · 120m
    Um jantar que vale mais pela casa do que pela cozinha. A omelete, os ovos mexidos ou uma dúzia de ostras são apostas seguras, e o chocolate quente é feito à moda antiga. A esplanada enche à noite, mas há rotação constante. Preços altos, fica-te pelo essencial.
    Sobre este local

    Um café histórico de Saint-Germain-des-Prés, na esquina em frente à igreja, aberto desde o final do século XIX.

    História
    O nome vem da loja de sedas e novidades que ocupava o espaço antes, com duas figuras chinesas de madeira, os magots, à entrada. O café abriu em 1885 e as estátuas ficaram lá dentro.
    Porque é famoso
    Foi mesa de trabalho de Sartre e de Simone de Beauvoir e ponto de encontro de escritores e artistas, de Hemingway a Picasso.
    Sabias que
    A casa atribui desde 1933 o seu próprio prémio literário, o Prix des Deux Magots, criado como alternativa ao Goncourt.
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Dia 28/7/2026

Da Rue Cler à Torre Eiffel

7th arrondissement, Paris

Croissant e café numa esquina da Rue Cler, a subida à torre e um piquenique na relva do Champ de Mars. À tarde, o jardim de roseiras do Museu Rodin e um passeio pelos cais do Sena com a luz a baixar.

O dia

Depois de um dia inteiro de museus, hoje passa-se quase todo ao ar livre. A Rue Cler acorda devagar, entre bancas de fruta e queijarias, e é aí que se compra o almoço antes de seguir para a torre. O piquenique é na relva do Champ de Mars, com a estrutura de ferro a tapar meio céu. À tarde o ritmo baixa outra vez no jardim do Museu Rodin, com as esculturas entre roseiras e quase ninguém à porta. O fim do dia é para os cais do Sena e para um jantar de bistrô que vale a pena esticar, porque amanhã há subida a Montmartre.

Dicas práticas

  • Bilhete para o topo da torre comprado online e com hora marcada. No verão esgota com semanas de antecedência, e sem bilhete a alternativa é subir a pé ao segundo piso.
  • Compra o pão, o queijo e a fruta na Rue Cler logo a seguir ao pequeno-almoço, antes de as lojas encherem.
  • O Museu Rodin vende bilhete só para o jardim, bem mais barato, e é no jardim que estão O Pensador e As Portas do Inferno.
  • O Café Constant não aceita reservas. Chegar às 19h45 costuma resolver.

Leva um casaco leve para o passeio junto ao rio. Mesmo em agosto, o vento na água muda a temperatura assim que o sol baixa. E sapatos que aguentem o dia todo, hoje fazem-se uns bons oito quilómetros.

Deslocações

Não é preciso metro. Do Café du Marché à Torre Eiffel são dezasseis minutos a pé, e mais nove até ao sítio do piquenique no Champ de Mars. A parte mais longa é a caminhada até ao Museu Rodin, cerca de vinte e seis minutos, por isso não deixes o almoço arrastar-se. Do museu ao rio são catorze minutos, e o Café Constant fica a quatro minutos de onde o passeio acaba.

Notas locais

Nas bancas da Rue Cler diz-se bonjour antes de apontar para o que quer que seja, e não se mexe na fruta, aponta-se e o vendedor serve. À volta da torre há vendedores insistentes com bugigangas e jogos de rua, um não obrigado basta e não vale a pena parar para ouvir. Fazer piquenique no Champ de Mars é perfeitamente normal desde que leves o teu lixo, e ao fim da tarde os cais do Sena enchem-se de parisienses a fazer exatamente o mesmo passeio.

  1. 01

    Cafe du Marche

    08:00 · 45m
    Croissant e café creme numa esquina da Rue Cler, com as bancas do mercado a abrir à volta. Não aceita reservas e o serviço é rápido mesmo com a casa cheia. Ementa em ardósia, doses generosas e preços moderados para a zona. Senta-te lá fora se houver mesa, é metade da graça.
    Sobre este local

    Um bistrô de esquina na Rue Cler, a rua-mercado pedonal do 7.º arrondissement, cheio a qualquer hora do dia.

    História
    A Rue Cler é uma rua comercial de bairro desde o século XIX, com talhos, queijarias e bancas de fruta. O café acompanha esse ritmo, servindo o pequeno-almoço a quem vai ao mercado e o almoço a quem trabalha ali.
    Porque é famoso
    É o ponto de encontro informal da Rue Cler e uma das esplanadas mais concorridas de um bairro feito de embaixadas e escritórios.
    Sabias que
    A Rue Cler é pedonal em quase toda a extensão, coisa rara em Paris, e por isso as mesas ocupam a rua e não o passeio.
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  2. 🚶walk· 16 min· 1.1 km↗ Directions
  3. 02

    Eiffel Tower

    09:30 · 120m
    Compra o bilhete para o topo online assim que tiveres data, no verão esgota com semanas de antecedência. Sem bilhete, sobe a pé ao segundo piso, a fila das escadas anda muito mais depressa. Chega uns quinze minutos antes da hora marcada, há revista de mochilas à entrada do perímetro.
    Sobre este local

    A torre de ferro de cerca de 330 metros no Champ de Mars, com três pisos visitáveis e o miradouro mais alto de Paris.

    História
    Foi construída entre 1887 e 1889 para a Exposição Universal que assinalava o centenário da Revolução Francesa. O projeto saiu da empresa de Gustave Eiffel, desenhado pelos engenheiros Maurice Koechlin e Émile Nouguier, e estava previsto ser desmontada ao fim de vinte anos.
    Porque é famoso
    Tornou-se o símbolo de Paris e é o monumento pago mais visitado do mundo.
    Sabias que
    Escapou à demolição por ser útil como antena de rádio. E como é de ferro, dilata com o calor, no verão fica alguns centímetros mais alta do que no inverno.
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  4. 🚶walk· 9 min· 600 m↗ Directions
  5. 03

    Champ de Mars picnic

    12:00 · 75m
    Baguete, queijo e fruta comprados na Rue Cler chegam para um almoço na relva. Há relvados fechados à circulação, estão sinalizados, escolhe os que estão abertos. Leva um saco para o lixo, os caixotes enchem depressa nos dias de sol. Evita garrafas de vidro grandes.
    Sobre este local

    O grande relvado em frente à Torre Eiffel, entre o rio e a École Militaire, hoje usado como parque público.

    História
    Nasceu no século XVIII como campo de manobras da École Militaire, e daí o nome, uma referência a Marte, o deus romano da guerra. Recebeu várias Exposições Universais, incluindo a de 1889, para a qual a torre foi construída.
    Porque é famoso
    É o sítio de onde se vê a torre inteira de baixo para cima, e o palco dos concertos e do fogo de artifício de 14 de julho.
    Sabias que
    Foi daqui que subiu, em 1783, o primeiro balão de hidrogénio de Jacques Charles, ainda sem ninguém a bordo.
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  6. 🚶walk· 26 min· 1.8 km↗ Directions
  7. 04

    Rodin Museum

    14:00 · 90m
    Com bom tempo, o jardim é a razão para vir, com O Pensador e As Portas do Inferno ao ar livre entre roseiras. Há bilhete só para o jardim, mais barato, se não quiseres entrar na casa. Hora e meia dá para os dois sem pressa. O café do fundo do jardim é simples e sossegado.
    Sobre este local

    O museu dedicado a Auguste Rodin, instalado no Hôtel Biron, um palacete do século XVIII com um jardim de vários hectares.

    História
    Rodin alugou salas no Hôtel Biron a partir de 1908, quando o edifício estava devoluto e servia de ateliê a vários artistas. Doou ao Estado francês as suas obras com a condição de a casa se tornar museu, o que aconteceu em 1919.
    Porque é famoso
    Reúne as esculturas mais conhecidas de Rodin, incluindo O Pensador, O Beijo e As Portas do Inferno, muitas delas ao ar livre.
    Sabias que
    Antes de ser museu, o Hôtel Biron teve como inquilinos Matisse, Jean Cocteau e o poeta Rainer Maria Rilke, que chegou a ser secretário de Rodin.
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  8. 🚶walk· 14 min· 1 km↗ Directions
  9. 05

    Seine evening walk

    18:00 · 90m
    Desce ao cais na margem esquerda por volta das seis e caminha no sentido do Orsay. Em agosto, a luz das oito da noite é a melhor do dia para fotografias. Leva um casaco leve, junto à água levanta-se vento. O troço em frente ao Musée d'Orsay tem bancos e pouco trânsito.
    Sobre este local

    O passeio ribeirinho entre as pontes do centro de Paris, com cais ao nível da água e a passerelle Léopold-Sédar-Senghor em frente ao Musée d'Orsay.

    História
    Os cais foram durante séculos porto de mercadorias e só nas últimas décadas passaram a espaço de lazer, com vários troços fechados ao trânsito automóvel.
    Porque é famoso
    As margens do Sena no centro de Paris estão classificadas como Património Mundial da UNESCO desde 1991.
    Sabias que
    A ponte pedonal em frente ao Orsay chamava-se Solférino. Foi reconstruída em 1999 e mudou de nome em 2006, em homenagem ao poeta e presidente senegalês Léopold Sédar Senghor.
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  10. 🚶walk· 4 min· 300 m↗ Directions
  11. 06

    Cafe Constant

    20:00 · 120m
    Bistrô sem reservas, por isso chega antes das 19h45 se queres mesa às oito. Cozinha francesa direta, frango assado, peixe do dia e profiteroles. O rés do chão é apertado e barulhento, faz parte. Se a espera for longa, o mesmo chef tem outras casas na mesma rua.
    Sobre este local

    Um bistrô de bairro na Rue Saint-Dominique, criado pelo chef Christian Constant, com cozinha francesa clássica a preço de bistrô.

    História
    Christian Constant passou pela cozinha do Hôtel de Crillon antes de abrir casa própria na Rue Saint-Dominique, onde acabou por juntar várias moradas com registos diferentes, do bistrô simples ao restaurante de mesa posta.
    Porque é famoso
    Pela relação entre o nível da cozinha e o preço, e por ter sido escola de uma geração de chefs parisienses.
    Sabias que
    Nunca aceitou reservas, uma decisão pouco comum em Paris que explica a fila à porta às horas de ponta.
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Dia 38/8/2026

Montmartre e o Marais

Montmartre, Paris

De manhã sobes à colina de Montmartre, entre a cúpula branca e os retratistas da Place du Tertre. À tarde desces ao Marais, para as arcadas da Place des Vosges e um jantar sem hora para acabar.

O dia

Montmartre de manhã cedo é outra coisa. As escadarias ainda estão vazias, a esquina da Maison Rose dá para fotografar sem fila e do adro do Sacré-Coeur vê-se a cidade antes de o calor levantar a neblina. Depois de dar a volta às ruas da antiga aldeia, vinha da Rue des Saules incluída, o almoço é numa casa que já servia os pintores da colina. À tarde muda tudo. Desces para o Marais, para as arcadas da Place des Vosges e para um bairro que se vive ao nível da rua, e a viagem acaba num bistrô provençal a dois passos da praça.

Dicas práticas

Sobe cedo. A partir das onze, a Place du Tertre e as escadas do Sacré-Coeur ficam difíceis de atravessar. A entrada na basílica é gratuita e só a cúpula se paga, com cerca de trezentos degraus estreitos pelo meio. Como é uma igreja em funcionamento, leva os ombros cobertos e o silêncio a sério. Na Place du Tertre, se aceitares um retrato, combina o preço antes de o pintor começar o desenho. E reserva o Chez Janou com dias de antecedência, a casa é pequena e enche todas as noites.

Deslocações

O funicular de Montmartre aceita o bilhete normal de metro e poupa-te a escadaria da frente. A estação de Abbesses, na linha 12, é a mais funda de Paris e o elevador costuma ter fila, conta com isso. De Montmartre para o Marais, apanha a linha 12 em Abbesses até Concorde e muda para a linha 1 até Saint-Paul, cerca de meia hora ao todo. De Saint-Paul à Place des Vosges são cinco minutos a pé pela Rue de Birague.

Notas locais

Montmartre continua a ser um bairro residencial, com gente a viver por cima das lojas, por isso as ruas estreitas pedem voz baixa ao fim da noite. Nas escadas do Sacré-Coeur há quem se ofereça para atar uma pulseira de fios ao pulso e depois cobre, não pares e segue. Em agosto muitos restaurantes de bairro fecham para férias, confirma antes de contares com uma casa em concreto. Ao jantar, o serviço já vem incluído na conta, arredondar chega e sobra.

  1. 01

    La Maison Rose

    08:30 · 45m
    Café na casa cor-de-rosa que Utrillo pintou, na esquina da Rue de l'Abreuvoir. Chega antes das nove, a partir daí a esquina enche-se de gente à espera da fotografia. A cozinha é simples e vive muito do sítio, fica-te pelo café e por uma torrada.
    Sobre este local

    Uma casa rosa numa esquina de Montmartre, hoje café e restaurante, tornada famosa pela pintura.

    História
    Funciona como taberna desde o início do século XX, quando a colina ainda era um bairro de artistas com rendas baratas. Ficou rosa por decisão da dona da altura, ligada ao meio artístico da zona.
    Porque é famoso
    Maurice Utrillo pintou-a várias vezes, e essas telas fizeram dela uma das esquinas mais reproduzidas de Montmartre.
    Sabias que
    A rua ao lado, a Rue de l'Abreuvoir, deve o nome ao bebedouro de animais que existia ali quando Montmartre ainda era uma aldeia fora de Paris.
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  2. 🚶walk· 6 min· 400 m↗ Directions
  3. 02

    Sacre-Coeur

    09:30 · 90m
    A entrada na basílica é gratuita, subir à cúpula paga-se e são cerca de trezentos degraus sem elevador. Ombros cobertos e silêncio lá dentro, é uma igreja em funcionamento. O funicular aceita o bilhete normal de metro e poupa-te a escadaria da frente.
    Sobre este local

    A basílica branca no ponto mais alto de Paris, no topo da colina de Montmartre, com vista aberta sobre toda a cidade.

    História
    Foi decidida depois da derrota na guerra franco-prussiana e da Comuna de 1871, como voto nacional. A construção arrancou em 1875 com projeto de Paul Abadie, em estilo romano-bizantino, e a consagração só aconteceu em 1919.
    Porque é famoso
    Pela cúpula branca visível de meia Paris e pelo miradouro das escadarias, um dos pontos de encontro mais populares da cidade.
    Sabias que
    A pedra vem de Château-Landon e liberta calcite quando apanha chuva, o que faz a basílica branquear sozinha em vez de escurecer com o tempo.
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  4. 🚶walk· 7 min· 500 m↗ Directions
  5. 03

    Montmartre lanes

    11:15 · 75m
    Da Place du Tertre segue pela Rue des Saules até à vinha, são cinco minutos e o ambiente muda por completo. Na praça, os retratistas abordam quem passa, um não obrigado basta, e se quiseres o retrato combina o preço antes. Calçada inclinada, nada de solas lisas.
    Sobre este local

    O conjunto de ruas estreitas no topo da colina, entre a Place du Tertre e a vinha da Rue des Saules, o que sobra da antiga aldeia de Montmartre.

    História
    Montmartre só foi anexada a Paris em 1860. Por estar fora da cidade, o vinho não pagava o imposto municipal, o que encheu a colina de cabarés e atraiu pintores em busca de rendas baixas, de Renoir a Picasso.
    Porque é famoso
    Pela Place du Tertre e os seus retratistas, pelo Moulin Rouge lá em baixo e pela ideia de Paris boémia que ficou dos anos em que os pintores viveram aqui.
    Sabias que
    A vinha do Clos Montmartre foi plantada em 1933 e ainda produz, poucas centenas de garrafas por ano, vendidas em leilão durante a festa das vindimas em outubro.
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  6. 🚶walk· 2 min· 100 m↗ Directions
  7. 04

    La Bonne Franquette

    12:45 · 75m
    Almoço demorado de cozinha francesa clássica, com terraço ajardinado nos dias quentes. O menu do dia costuma ficar bem mais em conta do que a carta. Reserva, sobretudo ao fim de semana, é uma casa muito procurada por grupos.
    Sobre este local

    Uma antiga taberna de Montmartre na esquina da Rue des Saules com a Rue Saint-Rustique, hoje restaurante com jardim.

    História
    Serve comida desde o século XIX, quando se chamava Aux Billards en Bois e era frequentada pelos pintores que viviam na colina.
    Porque é famoso
    Pela ligação aos impressionistas. Van Gogh pintou o jardim desta casa em 1886, no quadro conhecido como La Guinguette à Montmartre.
    Sabias que
    A Rue Saint-Rustique, mesmo ao lado, é uma das ruas mais antigas de Paris e ainda tem a valeta ao meio, como se fazia antes de existirem passeios.
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  8. 🚗drive· 26 min· 5.6 km↗ Directions
  9. 05

    Place des Vosges

    16:00 · 75m
    Entra pelas galerias cobertas e dá a volta ao quadrado por dentro das arcadas. A Casa de Victor Hugo, na esquina sudeste, tem entrada gratuita na coleção permanente. O relvado central é dos poucos de Paris onde te podes sentar. Boa paragem antes do jantar.
    Sobre este local

    A praça quadrada mais antiga de Paris, no Marais, com trinta e seis pavilhões de tijolo e pedra assentes sobre arcadas.

    História
    Henrique IV mandou construí-la entre 1605 e 1612, com o nome de Place Royale, e a inauguração coincidiu com as festas do casamento de Luís XIII. Passou a chamar-se Place des Vosges em 1800, por ter sido o departamento dos Vosges o primeiro a pagar um novo imposto.
    Porque é famoso
    Pela arquitetura uniforme, rara em Paris, e por ter sido morada de Victor Hugo, cuja casa é hoje museu.
    Sabias que
    O terreno tinha sido o palácio das Tournelles, demolido por ordem de Catarina de Médicis depois de Henrique II ter morrido ali de um ferimento sofrido num torneio.
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  10. 🚶walk· 2 min· 100 m↗ Directions
  11. 06

    Chez Janou

    19:30 · 120m
    Bistrô provençal cheio e barulhento a dois passos da Place des Vosges. Reserva com dias de antecedência. Deixa espaço para a mousse de chocolate, que chega à mesa numa taça enorme para servires à vontade. Se gostas de pastis, a lista da casa é das maiores da cidade.
    Sobre este local

    Um bistrô de cozinha do sul de França numa esquina sossegada atrás da Place des Vosges, com esplanada e salas apertadas.

    História
    Abriu como bistrô de bairro no Marais e manteve o registo provençal, com pratos como o tian de legumes, a tapenade e o borrego, num quarteirão que entretanto se encheu de lojas de autor.
    Porque é famoso
    Pela mousse de chocolate servida numa taça comum, à discrição, que se tornou a assinatura da casa.
    Sabias que
    A casa tem uma seleção de pastis fora do comum, com dezenas de referências, o que é raro mesmo no sul de França.
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