Paris, France
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1st arrondissement, Paris
O maior museu do mundo logo a abrir, quando ainda dá para ver a Mona Lisa sem cotovelos pelo caminho. Depois do Louvre, o almoço é ali mesmo, sob as arcadas do Café Marly, com a pirâmide à frente. As Tuileries servem para abrandar, cadeira verde puxada para a beira do tanque, antes de atravessar o Sena e entrar no Orsay, onde os impressionistas estão todos no último piso. O jantar fecha em Saint-Germain, num café que foi durante décadas a sala de estar de meia literatura francesa.
O Louvre fecha às terças e o Orsay às segundas, por isso este dia não encaixa nesses dias da semana. Compra os bilhetes online com hora marcada, é o que te tira da fila grande. Se tens menos de 26 anos e resides na União Europeia, a entrada nos museus nacionais franceses é gratuita, leva o cartão de cidadão. Calçado confortável e uma garrafa vazia para encher nas fontes públicas, dois museus grandes no mesmo dia dão muitos quilómetros de parquet.
Tudo se faz a pé. Do Palais Royal ao Louvre são cinco minutos pela Passage Richelieu, e a entrada do Carrousel du Louvre, na galeria subterrânea, costuma ter menos gente do que a pirâmide. O Café Marly fica dentro da própria ala Richelieu e as Tuileries começam à saída. No fundo do jardim atravessa-se para a margem esquerda pela passerelle Léopold-Sédar-Senghor, mesmo em frente ao Orsay. Até Saint-Germain-des-Prés são uns quinze minutos a pé pelas ruas dos antiquários.
Em agosto metade dos parisienses está fora e muitos cafés de bairro fecham semanas seguidas, embora os museus e as casas grandes se mantenham abertos. Nos restaurantes o serviço já vem incluído na conta, deixar uns euros em cima da mesa é simpatia e não obrigação. E mantém o hábito francês de dizer bonjour ao entrar em qualquer sítio antes de pedir seja o que for, muda o tom da conversa toda.
Cafe Kitsune Palais Royal
Um café da Maison Kitsuné instalado nas galerias do Palais Royal, conhecido pelo matcha latte e pelo logótipo da raposa.
Louvre Museum
O maior museu do mundo, num antigo palácio real à beira do Sena, com dezenas de milhares de obras expostas.
Cafe Marly
Um restaurante e café instalado nas arcadas da ala Richelieu do Louvre, com esplanada virada para o pátio da pirâmide.
Tuileries Garden
O jardim formal entre o Louvre e a Place de la Concorde, com aleias de saibro, tanques redondos e esculturas ao ar livre.
Musee d'Orsay
Um museu de arte do século XIX instalado numa antiga estação de comboios, com a maior coleção de pintura impressionista do mundo.
Les Deux Magots
Um café histórico de Saint-Germain-des-Prés, na esquina em frente à igreja, aberto desde o final do século XIX.
7th arrondissement, Paris
Depois de um dia inteiro de museus, hoje passa-se quase todo ao ar livre. A Rue Cler acorda devagar, entre bancas de fruta e queijarias, e é aí que se compra o almoço antes de seguir para a torre. O piquenique é na relva do Champ de Mars, com a estrutura de ferro a tapar meio céu. À tarde o ritmo baixa outra vez no jardim do Museu Rodin, com as esculturas entre roseiras e quase ninguém à porta. O fim do dia é para os cais do Sena e para um jantar de bistrô que vale a pena esticar, porque amanhã há subida a Montmartre.
Leva um casaco leve para o passeio junto ao rio. Mesmo em agosto, o vento na água muda a temperatura assim que o sol baixa. E sapatos que aguentem o dia todo, hoje fazem-se uns bons oito quilómetros.
Não é preciso metro. Do Café du Marché à Torre Eiffel são dezasseis minutos a pé, e mais nove até ao sítio do piquenique no Champ de Mars. A parte mais longa é a caminhada até ao Museu Rodin, cerca de vinte e seis minutos, por isso não deixes o almoço arrastar-se. Do museu ao rio são catorze minutos, e o Café Constant fica a quatro minutos de onde o passeio acaba.
Nas bancas da Rue Cler diz-se bonjour antes de apontar para o que quer que seja, e não se mexe na fruta, aponta-se e o vendedor serve. À volta da torre há vendedores insistentes com bugigangas e jogos de rua, um não obrigado basta e não vale a pena parar para ouvir. Fazer piquenique no Champ de Mars é perfeitamente normal desde que leves o teu lixo, e ao fim da tarde os cais do Sena enchem-se de parisienses a fazer exatamente o mesmo passeio.
Cafe du Marche
Um bistrô de esquina na Rue Cler, a rua-mercado pedonal do 7.º arrondissement, cheio a qualquer hora do dia.
Eiffel Tower
A torre de ferro de cerca de 330 metros no Champ de Mars, com três pisos visitáveis e o miradouro mais alto de Paris.
Champ de Mars picnic
O grande relvado em frente à Torre Eiffel, entre o rio e a École Militaire, hoje usado como parque público.
Rodin Museum
O museu dedicado a Auguste Rodin, instalado no Hôtel Biron, um palacete do século XVIII com um jardim de vários hectares.
Seine evening walk
O passeio ribeirinho entre as pontes do centro de Paris, com cais ao nível da água e a passerelle Léopold-Sédar-Senghor em frente ao Musée d'Orsay.
Cafe Constant
Um bistrô de bairro na Rue Saint-Dominique, criado pelo chef Christian Constant, com cozinha francesa clássica a preço de bistrô.
Montmartre, Paris
Montmartre de manhã cedo é outra coisa. As escadarias ainda estão vazias, a esquina da Maison Rose dá para fotografar sem fila e do adro do Sacré-Coeur vê-se a cidade antes de o calor levantar a neblina. Depois de dar a volta às ruas da antiga aldeia, vinha da Rue des Saules incluída, o almoço é numa casa que já servia os pintores da colina. À tarde muda tudo. Desces para o Marais, para as arcadas da Place des Vosges e para um bairro que se vive ao nível da rua, e a viagem acaba num bistrô provençal a dois passos da praça.
Sobe cedo. A partir das onze, a Place du Tertre e as escadas do Sacré-Coeur ficam difíceis de atravessar. A entrada na basílica é gratuita e só a cúpula se paga, com cerca de trezentos degraus estreitos pelo meio. Como é uma igreja em funcionamento, leva os ombros cobertos e o silêncio a sério. Na Place du Tertre, se aceitares um retrato, combina o preço antes de o pintor começar o desenho. E reserva o Chez Janou com dias de antecedência, a casa é pequena e enche todas as noites.
O funicular de Montmartre aceita o bilhete normal de metro e poupa-te a escadaria da frente. A estação de Abbesses, na linha 12, é a mais funda de Paris e o elevador costuma ter fila, conta com isso. De Montmartre para o Marais, apanha a linha 12 em Abbesses até Concorde e muda para a linha 1 até Saint-Paul, cerca de meia hora ao todo. De Saint-Paul à Place des Vosges são cinco minutos a pé pela Rue de Birague.
Montmartre continua a ser um bairro residencial, com gente a viver por cima das lojas, por isso as ruas estreitas pedem voz baixa ao fim da noite. Nas escadas do Sacré-Coeur há quem se ofereça para atar uma pulseira de fios ao pulso e depois cobre, não pares e segue. Em agosto muitos restaurantes de bairro fecham para férias, confirma antes de contares com uma casa em concreto. Ao jantar, o serviço já vem incluído na conta, arredondar chega e sobra.
La Maison Rose
Uma casa rosa numa esquina de Montmartre, hoje café e restaurante, tornada famosa pela pintura.
Sacre-Coeur
A basílica branca no ponto mais alto de Paris, no topo da colina de Montmartre, com vista aberta sobre toda a cidade.
Montmartre lanes
O conjunto de ruas estreitas no topo da colina, entre a Place du Tertre e a vinha da Rue des Saules, o que sobra da antiga aldeia de Montmartre.
La Bonne Franquette
Uma antiga taberna de Montmartre na esquina da Rue des Saules com a Rue Saint-Rustique, hoje restaurante com jardim.
Place des Vosges
A praça quadrada mais antiga de Paris, no Marais, com trinta e seis pavilhões de tijolo e pedra assentes sobre arcadas.
Chez Janou
Um bistrô de cozinha do sul de França numa esquina sossegada atrás da Place des Vosges, com esplanada e salas apertadas.
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