Travolp.
Viagem partilhada· partilhada 9/8/2026

Kyoto in Momiji,
Season.

Kyoto, Japan

Preço da viagem Preço sob consulta
11/19/2026 → 11/23/20262 adultos
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↓ A viagem
Dias
5 dias
Paragens
32 paragens
Destinos
1 destino
Viajantes
2 adultos
Interesses

temples, autumn leaves, kaiseki, tea houses

Itinerário

5 capítulos
Dia 111/19/2026

Higashiyama sul, de Fushimi Inari a Gion

Higashiyama, Kyoto

Previsão
11°4°

Chuvisco

40%9 km/h
Leva um guarda-chuva
Começas nos torii vermelhos de Fushimi Inari e acabas debaixo das lanternas de Gion, com paragens de chá pelas ruas de pedra abaixo do Kiyomizu. É o dia com mais degraus de toda a viagem.

O desenho do dia

Sobes o flanco sul da cidade, do vermelho de Fushimi Inari até às ladeiras de pedra por baixo do Kiyomizu-dera. A subida entre os torii até ao miradouro de Yotsutsuji leva cerca de meia hora e é aí que a maior parte das pessoas dá meia volta, o que te deixa o resto do monte quase vazio. Ao meio-dia o registo muda, com o palco de madeira do Kiyomizu, um almoço demorado de tofu num jardim e chá verde a meio da encosta. Ao fim da tarde acendem-se as lanternas de Gion e o dia acaba a uma bancada de teppan.

Antes de sair

Calçado de caminhada, sem discussão, porque são muitos degraus e pedra irregular. Leva camadas: as manhãs no monte são frias e à tarde aquece. Traz dinheiro vivo, que resolve o que o cartão não resolve em casas pequenas e em algumas bilheteiras de templos. Ao fim de semana, reserva o almoço no Okutan com antecedência. Fushimi Inari não fecha nem cobra entrada, por isso a hora é escolha tua. Antes das nove há silêncio, depois das dez há fila para a fotografia dos torii.

Entre paragens

Da estação de Quioto, a linha JR Nara deixa-te em Inari em cinco minutos. Para o Kiyomizu, apanha a linha Keihan em Fushimi Inari até Kiyomizu-Gojo e sobe a pé uns quinze minutos, que é mais previsível do que o autocarro no meio do trânsito. Do templo até Gion faz-se tudo a pé pelas ladeiras de Sannenzaka e Ninenzaka, meia hora com paragens pelo meio. Um cartão ICOCA ou Suica poupa-te bilhetes em cada validação.

Maneiras da casa

Nos santuários xintoístas caminha-se ao lado do eixo central do caminho, reservado aos kami, e lavam-se as mãos no temizuya antes de chegar ao altar. Em Gion, as vielas privadas têm proibição de fotografia sinalizada e com coima. As geiko e maiko que passam apressadas vão a caminho do trabalho e não são uma atração, por isso não as pares nem lhes toques. Ao balcão do teppan, come-se diretamente da chapa com a espátula pequena e não se mexe no que o cozinheiro está a virar.

  1. 01

    Fushimi Inari Taisha

    68 Fukakusa Yabunouchicho

    08:30 · 120m
    Chega antes das nove e sobe direto pelo corredor de torii. Depois do miradouro de Yotsutsuji, a cerca de meia hora de subida, o caminho esvazia-se. A volta completa pelo cume leva umas duas horas e não é obrigatória. Entrada livre, portões sempre abertos, e há água e máquinas a meio da subida.
    Sobre este local

    Santuário xintoísta dedicado a Inari, kami do arroz, das colheitas e da prosperidade, com milhares de torii vermelhos a cobrir os trilhos que sobem o monte Inari.

    História
    A fundação remonta ao século VIII e o santuário instalou-se nesta encosta no início do período Heian. Os portões não são obra de um mecenas único, foram sendo oferecidos ao longo dos séculos por comerciantes e empresas em agradecimento por negócios que correram bem.
    Porque é famoso
    É a casa-mãe de milhares de santuários Inari espalhados pelo Japão, e o túnel de portões do Senbon Torii tornou-se uma das imagens mais reconhecíveis do país.
    Sabias que
    Cada portão tem, na face virada para a descida, o nome de quem o ofereceu e a data em que foi erguido. Subir é uma parede de vermelho, descer é ler uma lista de doadores.
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  2. 🚶walk· 8 min· 600 m↗ Directions
  3. 02

    Vermillion Espresso Bar & Info

    10:45 · 30m
    Bar de café minúsculo a dois minutos do santuário, com meia dúzia de lugares e um banco à porta. Um flat white aqui às dez e meia sabe melhor do que a lata da máquina na estação. Se estiver cheio, bebe-se de pé sem cerimónia. Fecha ao início da tarde, por isso não deixes para depois do Kiyomizu.
    Sobre este local

    Bar de café de especialidade junto a Fushimi Inari, de estilo australiano, com torra clara e leite bem trabalhado.

    História
    Nasceu da vaga de cafés de especialidade que chegou a Quioto na década de 2010, quando os bairros dos templos começaram a ganhar torrefações pequenas e balcões de duas ou três mesas.
    Porque é famoso
    Ficou conhecido entre quem visita Fushimi Inari por ser dos poucos sítios naquela zona onde se bebe um café sério sem entrar numa cadeia.
    Sabias que
    Vermillion é o nome inglês do vermelhão, o pigmento que dá cor aos torii e aos edifícios dos santuários e que tradicionalmente se obtinha do cinábrio, um minério de mercúrio.
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  4. 🚗drive· 15 min· 4.7 km↗ Directions
  5. 03

    Kiyomizu-dera

    1-294 Kiyomizu

    12:00 · 90m
    A luz do fim da manhã é a melhor para o palco de madeira. Desce depois até à cascata Otowa e escolhe um dos três fios de água, bebe-se só de um. A subida da ladeira demora mais do que parece no mapa e a entrada é paga. Uma hora e meia chega para o circuito completo sem correr.
    Sobre este local

    Templo budista na encosta de Higashiyama, conhecido pelo palco de madeira suspenso sobre a vertente e pela nascente que lhe deu o nome, água pura.

    História
    Foi fundado no final do século VIII à volta da cascata de Otowa. O edifício principal que hoje se visita é uma reconstrução da década de 1630, mandada erguer pelo shogun Tokugawa Iemitsu depois de mais um incêndio.
    Porque é famoso
    O palco a mais de dez metros do chão, assente numa armação de pilares encaixados sem um único prego, e a vista sobre Quioto ao fim da tarde. Integra o conjunto de monumentos de Quioto classificado pela UNESCO.
    Sabias que
    Existe em japonês a expressão saltar do palco do Kiyomizu, que significa tomar uma decisão arriscada. No período Edo houve mesmo quem saltasse, e os registos do templo mostram que a maioria sobreviveu à queda.
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  6. 🚶walk· 6 min· 400 m↗ Directions
  7. 04

    Okutan Kiyomizu

    13:45 · 75m
    Casa de yudofu com jardim, em menu fixo à volta do tofu cozido em caldo de kombu. Reserva ao fim de semana e, se puderes escolher, fica na sala de tatami virada para o musgo. Come-se devagar por definição, conta hora e meia. É quase tudo vegetariano, mas confirma o caldo se isso te importar.
    Sobre este local

    Restaurante de yudofu junto ao Kiyomizu-dera, com salas de tatami sobre um jardim de musgo e menus de tofu quente servidos em panela de barro.

    História
    O yudofu saiu da cozinha dos mosteiros, a shojin ryori sem carne nem peixe, e as casas em redor dos grandes templos de Quioto especializaram-se em servi-lo a quem vinha em peregrinação. Esta é uma delas e continua a fazer uma coisa só.
    Porque é famoso
    É das casas mais antigas e conhecidas do género na cidade, e o tofu de Quioto tem reputação própria dentro do Japão.
    Sabias que
    A fama do tofu de Quioto vem da água. Os lençóis subterrâneos da bacia da cidade dão água macia, que é também o que explica a tradição do sake em Fushimi e a do chá na região.
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  8. 🚶walk· 4 min· 200 m↗ Directions
  9. 05

    Sannenzaka tea house

    15:15 · 45m
    Matcha e warabimochi a meio da ladeira, quarenta minutos com os pés a agradecer. Pede um lugar no primeiro andar para veres a escadaria de pedra por cima das telhas. Se houver fila, a Ninenzaka logo abaixo tem casas parecidas e costuma estar mais calma à mesma hora.
    Sobre este local

    Casa de chá nas escadas de Sannenzaka, a ladeira de pedra que liga a zona do Kiyomizu-dera ao resto de Higashiyama.

    História
    A ladeira faz parte de um caminho antigo de peregrinação ao templo. As casas de madeira que a ladeiam estão numa zona de proteção do património, com regras apertadas sobre fachadas, cabos e reclamos, e é por isso que a rua parece parada no tempo.
    Porque é famoso
    É provavelmente a rua mais fotografada de Quioto, com as machiya em degrau e o pagode do Yasaka a aparecer ao fundo.
    Sabias que
    Sannenzaka quer dizer ladeira dos três anos e a superstição local diz que quem lá cai apanha três anos de azar. Daí ver-se tanta gente a descer devagar e de olhos no chão.
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  10. 🚶walk· 18 min· 1.3 km↗ Directions
  11. 06

    Gion evening stroll

    18:00 · 75m
    Hanamikoji ganha outra vida quando as lanternas acendem, por volta das seis. Fica pela rua principal e pela margem do Shirakawa, porque as vielas privadas têm proibição de fotografia com coima. Uma hora chega. Vale mais depois de escurecer do que ainda com luz de dia.
    Sobre este local

    O bairro histórico das casas de chá de Quioto, entre o santuário Yasaka e o rio Kamo, onde ainda trabalham geiko e maiko.

    História
    Cresceu a partir das casas de repouso para quem ia ao santuário Yasaka e tornou-se, entre os séculos XVIII e XIX, o maior bairro de diversão da cidade. Boa parte das machiya de madeira que restam está hoje classificada.
    Porque é famoso
    É onde ainda se cruza uma maiko a caminho de um compromisso e onde ficam algumas das ochaya mais antigas, casas fechadas a quem não é apresentado por um cliente habitual.
    Sabias que
    Em Quioto não se diz geisha, diz-se geiko, e a aprendiza chama-se maiko. Em 2024, os moradores fecharam várias vielas privadas a visitantes por causa do assédio fotográfico.
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  12. 🚶walk· 3 min· 200 m↗ Directions
  13. 07

    Gion Tanto

    19:30 · 90m
    Okonomiyaki à moda antiga, feito na chapa à tua frente. O negiyaki, carregado de cebolinho, é a especialidade da casa. Vai cedo ou conta esperar na rua, que a sala é pequena. Come-se diretamente da chapa com a espátula, sem passar para o prato, e a cerveja resolve o resto.
    Sobre este local

    Casa pequena de okonomiyaki e teppanyaki em Gion, com bancada em volta da chapa e menu curto.

    História
    O okonomiyaki que hoje se conhece firmou-se no pós-guerra, quando a farinha era o que havia barato e o recheio variava conforme o dia. As casas de bairro como esta mantiveram esse formato de balcão e poucas escolhas.
    Porque é famoso
    É conhecida sobretudo pelo negiyaki, a versão mais fina e cheia de cebolinho, num bairro onde quase tudo o resto é caro e formal.
    Sabias que
    Okonomi significa ao teu gosto e yaki é grelhado, ou seja, o nome do prato quer dizer literalmente grelha o que te apetecer.
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Dia 211/20/2026

Arashiyama ao amanhecer e o Pavilhão Dourado

Arashiyama, Kyoto

Previsão
12°-1°

Nublado

20%11 km/h
Bambus quase vazios às oito da manhã, o jardim do Tenryu-ji a seguir e soba com vista para a ponte Togetsukyo. À tarde o Kinkaku-ji brilha do outro lado da cidade e o dia fecha a petiscar no Nishiki.

Como corre o dia

O dia inteiro assenta na hora a que sais da cama. O bambuzal não fecha nem cobra entrada e antes das oito é um corredor verde silencioso, o mesmo sítio que às dez tem centenas de pessoas de costas para ti. O Tenryu-ji abre às oito e meia e o jardim do lago vale mais do que os edifícios. Depois vem o café à beira-rio, o almoço de soba com a ponte à janela e a travessia da cidade até ao Kinkaku-ji, que é curto de visitar mas fica melhor com a luz do meio da tarde. O Nishiki fecha ao início da noite, por isso deixa-o para as quatro e meia.

Preparação

A manhã junto ao rio é bastante mais fria do que o resto do dia, leva um casaco que possas tirar. Dinheiro vivo para o Nishiki, onde muitas bancas ainda não aceitam cartão. No Tenryu-ji, o bilhete do jardim e o dos edifícios são separados, e para a maioria das pessoas o jardim chega. O Kinkaku-ji faz-se num sentido único, sem voltar atrás, por isso não passes o pavilhão sem tirares a fotografia que querias.

De um sítio ao outro

A linha JR Sagano leva-te da estação de Quioto a Saga-Arashiyama em cerca de quinze minutos, e o elétrico Randen, mais lento, entra no bairro pela rua. De Arashiyama ao Kinkaku-ji não há ligação direta simpática: conta perto de três quartos de hora entre elétrico e autocarro, ou um táxi em menos de meia hora se forem dois a dividir. Do Kinkaku-ji ao centro, o autocarro 12 ou 205 deixa-te à porta do Nishiki.

Notas de Quioto

O bambuzal é uma plantação em uso, não um cenário, e há canas com nomes gravados por visitantes que os moradores detestam. No Nishiki, a regra tácita é comer junto à banca onde compraste e não andar a passear com comida na mão. O Kinkaku-ji continua a ser um templo em funcionamento, com monges a trabalhar ali ao lado, o que explica o pedido de silêncio nos avisos à entrada.

  1. 01

    Arashiyama Bamboo Grove

    07:45 · 60m
    Chega antes das oito e tens o corredor quase para ti, com luz baixa a passar entre as canas. O troço principal é curto, uns dez minutos a andar devagar. Se quiseres esticar, o jardim da villa Okochi Sanso fica na ponta e o bilhete inclui chá com vista sobre a cidade.
    Sobre este local

    Caminho estreito entre canas de bambu altas, junto ao Tenryu-ji, na encosta oeste de Quioto.

    História
    Arashiyama foi zona de retiro da aristocracia de Heian e os bambuzais em redor sempre foram plantações em uso, cortadas para construção, cestaria e utensílios. O caminho atual é o resultado de séculos de gestão dessas canas, não de um jardim desenhado.
    Porque é famoso
    É o corredor verde que aparece em quase todas as fotografias de Quioto no outono e na primavera, e é gratuito e sem portão.
    Sabias que
    O som do vento nas canas está incluído na lista dos cem sons a preservar no Japão, elaborada pelo ministério do Ambiente nos anos 1990. Vale a pena parar trinta segundos só a ouvir.
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  2. 🚶walk· 5 min· 400 m↗ Directions
  3. 02

    Tenryu-ji garden

    09:00 · 75m
    Entra pelo portão norte, ao lado do bambuzal. O bilhete do jardim é separado do dos edifícios e, se tiveres de escolher, escolhe o jardim. O lago Sogenchi está desenhado para usar as montanhas de Arashiyama como fundo, por isso vale a pena dar a volta toda em vez de ficar pelo primeiro miradouro.
    Sobre este local

    Templo zen em Arashiyama, primeiro na hierarquia dos cinco grandes templos zen de Quioto, com um jardim de lago que se mantém tal como foi desenhado.

    História
    Foi fundado em 1339 por Ashikaga Takauji em memória do imperador Go-Daigo, com quem tinha estado em guerra. O jardim é obra do monge Muso Soseki. Os edifícios arderam várias vezes ao longo dos séculos e quase todos são reconstruções do final do século XIX.
    Porque é famoso
    O jardim Sogenchi é dos mais antigos do Japão a chegar aos nossos dias com o traçado original, e o conjunto está classificado pela UNESCO.
    Sabias que
    Para pagar a construção do templo, o governo militar organizou expedições comerciais à China num navio que ficou conhecido como o barco do Tenryu-ji. O templo financiou-se com comércio externo.
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  4. 🚶walk· 9 min· 700 m↗ Directions
  5. 03

    % Arabica Kyoto Arashiyama

    10:30 · 30m
    É a loja à beira-rio, com a ponte Togetsukyo em frente e um balcão de pé. A fila parece longa mas anda depressa, porque quase toda a gente pede a mesma coisa. Leva o café para o passeio junto à água em vez de esperares por lugar. Vinte minutos e segues viagem.
    Sobre este local

    Loja à beira do rio Katsura de uma marca de café nascida em Quioto, com paredes brancas, torra clara e vista para a ponte Togetsukyo.

    História
    A marca abriu em Quioto em meados da década de 2010, primeiro em Higashiyama e logo depois em Arashiyama, e cresceu daí para outras cidades da Ásia e para o Médio Oriente.
    Porque é famoso
    Pelo símbolo de percentagem, pelas lojas com vista escolhida a régua e por ter tornado o café de especialidade parte do roteiro turístico de Quioto.
    Sabias que
    O fundador comprou uma plantação de café no Havai antes de abrir a primeira loja, para controlar o grão desde a origem. É raro numa marca deste tamanho.
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  6. 🚶walk· 2 min· 200 m↗ Directions
  7. 04

    Arashiyama Yoshimura

    11:15 · 75m
    Soba feita à mão com janela larga sobre o rio e a ponte. Pede mesa no primeiro andar e junta o conjunto de tempura. Não aceita reserva à hora de almoço, escreve o nome na lista à entrada e espera dez a vinte minutos. No fim pedem-te se queres a água de cozedura, aceita.
    Sobre este local

    Casa de soba em Arashiyama, virada para o rio Katsura e para a ponte Togetsukyo, com massa de trigo sarraceno feita na casa.

    História
    A soba fixou-se como comida de todos os dias no período Edo, quando as casas de massa se multiplicaram nas cidades. Em Quioto, os restaurantes junto aos pontos de peregrinação adaptaram-na a menus de almoço para quem vinha de fora.
    Porque é famoso
    Pela combinação de massa feita ali e da melhor janela de Arashiyama, o que raramente acontece ao mesmo tempo.
    Sabias que
    A água turva em que a soba foi cozida chama-se soba-yu e bebe-se no fim, misturada com o molho que sobrou na tigela. Leva a proteína e o sabor que ficaram na água.
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  8. 🚗drive· 20 min· 7.8 km↗ Directions
  9. 05

    Kinkaku-ji (Golden Pavilion)

    13:30 · 60m
    O percurso é de sentido único e não dá para voltar atrás, por isso tira as fotografias na margem mais próxima logo à entrada, que é onde o pavilhão se reflete. Uma hora chega e sobra. À saída há uma casa de chá com matcha e um doce, que é a parte calma da visita.
    Sobre este local

    Pavilhão de três andares coberto a folha de ouro nos dois pisos superiores, à beira de um lago, no noroeste de Quioto. O nome oficial do templo é Rokuon-ji.

    História
    Começou por ser a casa de retiro do shogun Ashikaga Yoshimitsu, no final do século XIV, e passou a templo zen por vontade dele depois da sua morte, em 1408. Cada andar segue um estilo de arquitetura diferente, do aristocrático ao templo zen.
    Porque é famoso
    Pelo ouro refletido na água parada, provavelmente a imagem mais reproduzida do Japão a seguir ao monte Fuji, e pela classificação da UNESCO.
    Sabias que
    O pavilhão que vês é de 1955. Um jovem monge incendiou o original em 1950, episódio que Yukio Mishima transformou no romance O Templo do Pavilhão Dourado.
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  10. 🚗drive· 23 min· 6.6 km↗ Directions
  11. 06

    Nishiki Market

    16:30 · 90m
    Petisca ao longo da rua coberta, sem plano: espetadas de tako-tamago, sonhos de leite de soja, picles e tempura de peixe. Leva dinheiro vivo, que muitas bancas não têm cartão. Come junto à banca onde compraste, andar a comer pela rua é malvisto. Fecha ao início da noite.
    Sobre este local

    Rua coberta de cerca de quatrocentos metros no centro de Quioto, com mais de uma centena de bancas de peixe, picles, doces e utensílios de cozinha.

    História
    Há registo de comércio de peixe nesta rua desde o século XIV. O sítio não foi escolhido por acaso, havia água subterrânea fria em abundância, que era a única forma de manter o peixe fresco antes da refrigeração.
    Porque é famoso
    É conhecida como a cozinha de Quioto e é onde os restaurantes da cidade se abasteciam de tsukemono, tofu, yuba e peixe.
    Sabias que
    Os poços que deram origem ao mercado ainda existem debaixo de algumas lojas. A mesma água macia da bacia de Quioto explica o mercado, o tofu e os picles da cidade.
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Dia 311/21/2026

Áceres do norte, do Ginkaku-ji ao Eikan-do

Northern Kyoto

Previsão
15°3°

Nublado

20%13 km/h
O dia dos momiji. Do cone de areia do Ginkaku-ji segues o canal do Caminho do Filósofo até ao Nanzen-ji, com o vermelho do Eikan-do ao fim da tarde e um jantar kaiseki em Pontocho, junto ao Kamo.

O percurso

É um dia quase todo a pé e quase todo em jardins. Abres no Ginkaku-ji, com o cone de areia e o musgo, sobes ao caminho da encosta para ver os telhados por cima das árvores e desces até ao canal. O Caminho do Filósofo são dois quilómetros de água parada, cerejeiras nuas em novembro e áceres a compensar. Depois há café numa machiya recuperada, tofu quente com vista de jardim e o aqueduto de tijolo do Nanzen-ji, que não parece nada estar onde está. O Eikan-do fica para o fim da tarde, quando a luz baixa entra nas folhas.

Conselhos práticos

Na época dos áceres, o Eikan-do vende bilhete de dia e bilhete de iluminação noturna em separado, com fila considerável à entrada da noite. Se quiseres as duas coisas, come alguma coisa pelo meio. Vais descalçar-te várias vezes ao longo do dia, entre templos e restaurantes, por isso escolhe meias que não te envergonhem. O jantar kaiseki reserva-se com dias de antecedência, tem preço fechado por menu e agradece que avises alergias na marcação, não à mesa.

Como te moves

Da estação de Quioto, os autocarros 5, 17 e 100 sobem até Ginkakuji-michi em pouco mais de meia hora, e vão cheios. O troço do meio faz-se todo a pé, do Ginkaku-ji ao Nanzen-ji, com meia hora de caminho e várias desculpas para parar. Ao fim do dia, do Eikan-do até Pontocho, o metro da linha Tozai apanha-se em Keage e deixa-te em Sanjo Keihan, a cinco minutos da viela.

Contexto local

O Caminho do Filósofo deve o nome a Nishida Kitaro, o filósofo que o percorria a pé a caminho da universidade, e as cerejeiras que o marcam foram oferta de uma família de artistas do bairro nos anos 1920. No Eikan-do, a estátua principal de Amida olha por cima do ombro esquerdo, o que a torna diferente de todas as outras que vais ver em Quioto. Em Pontocho, as varandas sobre o rio funcionam do final da primavera ao início do outono, fora disso janta-se dentro, de preferência à janela.

  1. 01

    Ginkaku-ji (Silver Pavilion)

    08:45 · 75m
    O cone de areia e o mar de areia riscada estão logo à entrada e ficam melhores com luz rasante da manhã. Segue o caminho que sobe a encosta, é curto e devolve-te a vista sobre os telhados e a cidade. Circuito de sentido único, hora e pouco. Chega às oito e meia e evitas os grupos.
    Sobre este local

    Templo zen no sopé das colinas do leste, com um pavilhão de madeira escura, um jardim de musgo e duas esculturas de areia branca. O nome oficial é Jisho-ji.

    História
    Foi construído em 1482 como casa de retiro do shogun Ashikaga Yoshimasa, que se inspirou na villa dourada do avô. Tornou-se templo depois da sua morte. Foi aqui que se firmou a chamada cultura Higashiyama, com a cerimónia do chá, o arranjo floral e a arquitetura de estudo.
    Porque é famoso
    Pelo contraste entre a areia branca desenhada e o musgo, e por ser um dos jardins mais influentes do Japão.
    Sabias que
    Apesar do nome Pavilhão de Prata, nunca foi coberto de prata. O nome apareceu séculos depois, por comparação com o Pavilhão Dourado.
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  2. 🚶walk· 7 min· 500 m↗ Directions
  3. 02

    Philosopher's Path

    10:15 · 60m
    São dois quilómetros ao longo do canal, meia hora sem paragens e o dobro com elas. Começa no Ginkaku-ji e deixa-te levar para sul, na direção do Nanzen-ji. Há lojas pequenas e casas de café pelo caminho, e vale mais parar numa lateral do que na primeira à beira da água.
    Sobre este local

    Caminho pedonal de dois quilómetros ao longo de um canal, entre o Ginkaku-ji e a zona do Nanzen-ji, no sopé das colinas do leste.

    História
    O canal faz parte do sistema que trouxe água do lago Biwa para Quioto no final do século XIX, uma obra pensada para relançar a cidade depois de a corte se mudar para Tóquio. O passeio ao lado ganhou nome mais tarde.
    Porque é famoso
    Pelas cerejeiras que o cobrem em abril e pelo silêncio fora de época. No outono, os áceres tomam conta da parte sul do percurso.
    Sabias que
    O nome vem de Nishida Kitaro, filósofo da Universidade de Quioto que fazia este caminho a pé todos os dias a pensar. As cerejeiras foram oferta de uma família de artistas do bairro, nos anos 1920.
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  4. 🚗drive· 8 min· 2.4 km↗ Directions
  5. 03

    Blue Bottle Coffee Kyoto

    11:40 · 30m
    Machiya recuperada perto do Nanzen-ji, com pátio e bancos ao ar livre. Pede um filtrado e senta-te lá fora, que é a parte boa. Meia hora chega. À hora de almoço enche de gente que vem dos templos, por isso ou vais antes das onze e meia ou contas com fila à porta.
    Sobre este local

    Casa de café numa machiya de madeira com mais de um século, recuperada, junto ao Nanzen-ji, com pátio interior e serviço de filtrados.

    História
    A marca nasceu em Oakland, na Califórnia, e chegou ao Japão em 2015. Esta loja abriu em 2018 e a obra manteve a estrutura de madeira e o jardim da casa original em vez de a substituir.
    Porque é famoso
    Tanto pelo edifício como pelo café. É das reconversões de machiya mais citadas de Quioto e mostra o que se pode fazer com uma casa antiga sem a desfigurar.
    Sabias que
    A ideia do balcão de filtrados chávena a chávena que a marca levou para o mundo veio precisamente dos kissaten japoneses, as casas de café lentas que já faziam isso há décadas.
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  6. 🚶walk· 7 min· 500 m↗ Directions
  7. 04

    Junsei

    12:20 · 75m
    Menu de yudofu com vista de jardim, servido em salas de tatami num terreno grande e arborizado. Reserva, sobretudo em época de áceres. Hora e meia à mesa, sem pressa nenhuma. Se estiver frio, pede o conjunto com tempura de legumes, que equilibra o tofu.
    Sobre este local

    Casa de yudofu junto ao Nanzen-ji, com várias salas de tatami espalhadas por um jardim com lago.

    História
    No jardim está um edifício de madeira de 1839 que foi construído como escola de medicina de influência ocidental e mais tarde passou a fazer parte do restaurante. O tofu cozido que aqui se serve vem da cozinha vegetariana dos mosteiros vizinhos.
    Porque é famoso
    A zona do Nanzen-ji é o berço do yudofu de Quioto e esta é uma das casas que fixou o formato de menu à volta da panela de tofu.
    Sabias que
    O caldo é apenas água e alga kombu. Tudo o que dá sabor ao prato está no tofu, no molho e nos condimentos que vêm à parte, o que faz dele um teste direto à qualidade da soja.
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  8. 🚶walk· 3 min· 200 m↗ Directions
  9. 05

    Nanzen-ji aqueduct

    13:50 · 60m
    O aqueduto de tijolo fica por trás do templo e a entrada no recinto é livre, é só continuar para o fundo. Sobe ao portão Sanmon, que se paga à parte e dá a melhor vista sobre os telhados. Uma hora resolve os dois. Ao fim da tarde a luz entra por baixo dos arcos.
    Sobre este local

    Aqueduto de tijolo com arcos que atravessa o recinto do templo zen Nanzen-ji, mais parecido com uma obra romana do que com algo japonês.

    História
    Foi construído no final da década de 1880 como parte do canal do lago Biwa, o grande projeto de engenharia com que Quioto tentou reerguer-se depois de perder a corte para Tóquio. O canal trouxe água, transporte de barcaças e energia.
    Porque é famoso
    Pelo choque visual entre os arcos de tijolo do século XIX e a madeira escura do templo, que é a fotografia que ninguém espera trazer de Quioto.
    Sabias que
    A água deste canal alimentou a primeira central hidroelétrica comercial do Japão, que por sua vez pôs a andar os primeiros elétricos do país, aqui em Quioto.
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  10. 🚶walk· 8 min· 600 m↗ Directions
  11. 06

    Eikan-do Zenrin-ji

    15:05 · 70m
    O vermelho costuma estar no auge em meados de novembro. A luz do fim da tarde é a melhor do dia, e a iluminação noturna vende bilhete à parte, com fila a partir do fim da tarde. Sobe ao pagode Tahoto pelo caminho da encosta. Guarda a estátua de Amida para o fim do percurso interior.
    Sobre este local

    Templo budista da escola da Terra Pura no sopé das colinas do leste, conhecido pelos áceres e por uma estátua de Amida pouco habitual. O nome oficial é Zenrin-ji.

    História
    A origem remonta ao século IX. O nome pelo qual toda a gente o trata vem do monge Eikan, que no século XI instalou aqui apoio a doentes e pobres e distribuiu comida do terreno do templo.
    Porque é famoso
    Há séculos que é o templo dos áceres de Quioto, e a expressão os momiji do Eikan-do já era usada na poesia clássica.
    Sabias que
    A estátua principal de Amida olha por cima do ombro esquerdo, em vez de olhar em frente. A tradição do templo diz que se virou para trás para chamar Eikan, que ia distraído e ficara para trás.
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  12. 🚗drive· 14 min· 3.7 km↗ Directions
  13. 07

    Pontocho kaiseki dinner

    19:00 · 120m
    Reserva com dias de antecedência e avisa alergias na marcação, não à mesa. Menu fixo, ritmo definido pela cozinha, duas horas. Pede lugar à janela sobre o Kamo. As varandas suspensas sobre o rio só estão montadas do final da primavera ao início do outono, fora disso janta-se dentro.
    Sobre este local

    Viela estreita entre as ruas Shijo e Sanjo, paralela ao rio Kamo, cheia de restaurantes pequenos, casas de chá e bares, muitos deles com sala virada para a água.

    História
    Cresceu no século XVII em terreno ganho à margem do rio e tornou-se um dos bairros de diversão de Quioto, com casas de chá e teatro. Continua a ser uma rua sem carros, com pouco mais de dois metros de largura em alguns troços.
    Porque é famoso
    Pelas lanternas ao anoitecer e pelas varandas de verão sobre o rio, chamadas kawayuka, que os restaurantes montam todos os anos.
    Sabias que
    A origem do nome não é japonesa. A explicação mais citada é que Ponto vem do português ponte, herança do contacto com os comerciantes portugueses no século XVI.
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Dia 411/22/2026

Nara, veados e o Grande Buda

Nara

Previsão
15°6°

Parcialmente nublado

10%6 km/h
Um dia a sul, onde os veados andam à solta entre templos enormes. Do Buda de bronze do Todai-ji às lanternas do Kasuga Taisha, com sushi embrulhado em folha de diospireiro em Naramachi.

O plano do dia

Nara faz-se bem num dia porque quase tudo está dentro do mesmo parque. Sais cedo de Quioto, subes da estação até ao Kofuku-ji, atravessas para o Todai-ji e ficas com o Buda de bronze de quinze metros à frente, dentro de um dos maiores edifícios de madeira do mundo. Ao meio-dia estás no meio dos veados, à tarde sobes o caminho de lanternas de pedra até ao Kasuga Taisha e ainda tens fim de tarde para as ruas baixas de Naramachi antes do comboio de volta.

Antes de apanhares o comboio

O expresso da Kintetsu chega a Nara em cerca de trinta e cinco minutos com lugar marcado e suplemento, e o rápido da JR demora um pouco mais mas está incluído no JR Pass. A estação da Kintetsu fica mais perto do parque, o que poupa quinze minutos de caminho no fim de um dia longo. Compra as bolachas dos veados só aos vendedores licenciados do parque e guarda mapas, bilhetes e sacos de papel fora do alcance deles, porque comem tudo o que seja papel.

Distâncias

Dentro de Nara não precisas de transportes. Da estação ao Kofuku-ji são dez minutos a subir, do Kofuku-ji ao Todai-ji uns vinte pelo parque, e do Todai-ji ao Kasuga Taisha outros vinte por um caminho de floresta com lanternas cobertas de musgo. É a parte mais bonita do percurso e a mais fácil de cortar por engano se seguires a estrada. Ao todo, conta com oito a dez quilómetros de caminho ao longo do dia.

Costumes e veados

Os veados de Nara são animais selvagens protegidos, não são mansos por natureza. Fazem uma vénia para pedir comida, aprenderam a fazê-la porque funciona, e dão marradas a quem os provoca com a bolacha na mão durante demasiado tempo. Mostra as mãos vazias quando acabares. Nos santuários, atira a moeda, faz duas vénias, bate duas palmas e faz mais uma vénia, que é a ordem que toda a gente à tua volta vai seguir.

  1. 01

    Kyoto Station → Nara

    08:00 · 45m
    O expresso da Kintetsu faz Quioto a Nara em cerca de trinta e cinco minutos, com lugar marcado e suplemento. O rápido da JR demora um pouco mais e está incluído no JR Pass. Se puderes escolher, vai de Kintetsu: a estação fica muito mais perto do parque e poupas quinze minutos de caminho.
    Sobre este local

    Duas linhas ligam Quioto a Nara, a privada Kintetsu e a JR Nara. Correm quase em paralelo e terminam em pontos diferentes da cidade.

    História
    A ligação ferroviária a Nara é do final do século XIX e nasceu do interesse turístico e religioso pela antiga capital, que fica a menos de cinquenta quilómetros de Quioto.
    Porque é famoso
    Nara foi a primeira capital permanente do Japão, no século VIII, antes de a corte se mudar para Quioto. Por isso os templos aqui são mais antigos do que quase tudo o que vais ver na viagem.
    Sabias que
    O comboio rápido da JR chama-se Miyakoji, que significa caminho da capital. É o nome antigo da estrada que ligava as duas cidades muito antes de haver carris.
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  2. 🚗drive· 50 min· 43.7 km↗ Directions
  3. 02

    Kofuku-ji

    09:15 · 45m
    Fica a dez minutos a subir da estação. A pagoda de cinco andares tem estado sujeita a obras de restauro prolongadas, por isso confirma antes de contares com a fotografia. O museu de tesouros nacionais, ali ao lado, vale meia hora só pela estátua de Ashura. O reflexo apanha-se no lago Sarusawa.
    Sobre este local

    Templo no alto de Nara, com uma pagoda de cinco andares de cerca de cinquenta metros e um museu com algumas das esculturas budistas mais importantes do Japão.

    História
    Foi fundado em 669 pela família Fujiwara e mudou-se para Nara em 710, quando a capital se instalou aqui. Durante séculos foi um dos templos mais poderosos do país, com monges armados capazes de pressionar a corte.
    Porque é famoso
    Pela pagoda, das mais altas do Japão, e pela estátua de Ashura, uma figura de três caras e seis braços em laca seca do século VIII com uma expressão estranhamente humana.
    Sabias que
    No início da era Meiji, quando o Estado separou o budismo do xintoísmo e retirou apoio aos templos, a pagoda esteve a ponto de ser vendida para aproveitamento dos materiais.
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  4. 🚶walk· 19 min· 1.4 km↗ Directions
  5. 03

    Todai-ji Great Buddha

    10:15 · 90m
    Entra pelo portão Nandaimon e repara nos dois guardiões de madeira antes do pavilhão. O Buda tem quinze metros e o edifício é dos maiores em madeira do mundo. Uma hora e meia com calma. Se tiveres pernas, sobe mais quinze minutos até ao Nigatsu-do, que é gratuito e tem a vista sobre Nara.
    Sobre este local

    Templo budista com um Buda de bronze de quinze metros sentado dentro de um pavilhão de madeira de proporções difíceis de julgar em fotografia.

    História
    O imperador Shomu mandou fundi-lo no século VIII como centro de uma rede de templos do Estado, e a cerimónia de abertura dos olhos da estátua foi em 752. O pavilhão ardeu duas vezes em guerras. O atual é de 1709 e tem cerca de dois terços da largura do original.
    Porque é famoso
    Pela escala. É a maior estátua de bronze de Buda do Japão e o edifício de madeira que a abriga esteve durante séculos entre os maiores do mundo.
    Sabias que
    Num dos pilares do fundo há um buraco com o tamanho da narina do Buda. Diz-se que dá sorte a quem passa por ele, o que na prática significa crianças a passar e adultos a ficar presos a meio.
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  6. 🚶walk· 9 min· 700 m↗ Directions
  7. 04

    Nara deer park

    12:00 · 45m
    Faz uma vénia e a maioria dos veados responde antes de pedir a bolacha. Compra as shika-senbei apenas aos vendedores licenciados e guarda o resto dos teus snacks, mapas e bilhetes, que eles comem papel. Quando acabares, mostra as mãos vazias. São animais selvagens e dão marradas a quem os provoca.
    Sobre este local

    Parque enorme no centro de Nara onde vivem à solta mais de mil veados sika, entre os templos, os relvados e a floresta.

    História
    Os veados são considerados mensageiros dos deuses desde a fundação do santuário Kasuga, no século VIII. Durante séculos, matar um era crime grave. Hoje são protegidos como monumento natural do Japão.
    Porque é famoso
    Pela vénia. Os veados de Nara aprenderam a inclinar a cabeça para pedir comida, comportamento que não existe nas manadas fora do parque.
    Sabias que
    As bolachas são feitas de farelo de arroz e farinha, sem açúcar, e a venda é licenciada. Parte do que se paga vai para a fundação que trata dos animais feridos.
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  8. 🚶walk· 15 min· 1.1 km↗ Directions
  9. 05

    Shizuka kamameshi

    13:00 · 75m
    O kamameshi é cozido ao momento em panela de ferro individual, por isso conta vinte minutos só de espera depois de pedires. Vai na de sete ingredientes. À hora de almoço há fila, chega antes da uma. No fim, raspa a crosta tostada do fundo da panela, que é a melhor parte.
    Sobre este local

    Casa de kamameshi em Nara, arroz cozinhado e servido na própria panela de ferro, com peixe, legumes e cogumelos por cima.

    História
    O kamameshi individual popularizou-se no Japão do século XX, muito por via dos bentos vendidos nas estações de comboio, que serviam o arroz na panela de barro para o cliente levar.
    Porque é famoso
    É uma referência antiga em Nara para este prato e uma das paragens habituais de quem passa o dia no parque.
    Sabias que
    A crosta tostada que fica agarrada ao fundo chama-se okoge. Antigamente era o que sobrava e ninguém queria, hoje é a parte que os clientes habituais raspam primeiro.
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  10. 🚶walk· 23 min· 1.7 km↗ Directions
  11. 06

    Kasuga Taisha

    14:30 · 75m
    Sobe pelo caminho de floresta com as lanternas de pedra cobertas de musgo em vez de ir pela estrada, é o melhor do percurso. A zona interior paga entrada e inclui um corredor às escuras com as lanternas de bronze acesas, que é onde percebes o efeito. Hora e meia com a subida incluída.
    Sobre este local

    Santuário xintoísta de madeira pintada de vermelhão à entrada da floresta de Kasugayama, rodeado por milhares de lanternas de pedra e de bronze.

    História
    Foi fundado em 768 pela família Fujiwara para proteger a nova capital. Durante séculos os edifícios principais foram reconstruídos de raiz mais ou menos de vinte em vinte anos, mantendo sempre a mesma forma.
    Porque é famoso
    Pelas filas de lanternas, oferecidas ao longo dos séculos por fiéis, e pela floresta primária atrás, onde é proibido cortar árvores desde o século IX.
    Sabias que
    As lanternas só são todas acesas duas vezes por ano, no início de fevereiro e em meados de agosto. No resto do ano, o corredor interior é a única forma de as ver com fogo.
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  12. 🚗drive· 8 min· 2.4 km↗ Directions
  13. 07

    Hiraso Naramachi

    17:00 · 75m
    Kakinoha-zushi, sarda e salmão curados e prensados dentro de folhas de diospireiro. Come na sala de cima ou leva uma caixa para o comboio, que é o que fazem os locais. A folha é embrulho e não se come. Duas ou três peças por pessoa chegam se já almoçaste bem.
    Sobre este local

    Casa antiga de kakinoha-zushi em Naramachi, o bairro de casas de comerciantes de Nara, com loja em baixo e sala de refeições em cima.

    História
    Este sushi nasceu nas aldeias de montanha de Nara e Yoshino, longe do mar. O peixe chegava salgado do litoral e era prensado com arroz dentro de folhas de diospireiro, que o conservavam durante dias sem frio.
    Porque é famoso
    É a especialidade de Nara por excelência e esta é uma das casas de referência para a provar sem sair do centro.
    Sabias que
    A folha de diospireiro tem propriedades antibacterianas e era essa a razão prática do embrulho, muito antes de alguém pensar que ficava bonito na caixa.
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Dia 511/23/2026

Última manhã, To-ji e ramen antes do comboio

Central Kyoto

Previsão
16°3°

Nublado

20%7 km/h
Uma manhã sem pressa, com café de especialidade perto do Nishiki, a pagoda do To-ji refletida no lago e uma tigela de ramen ao lado da estação antes do Shinkansen.

Como é o dia

É uma manhã curta e bem arrumada, toda a menos de vinte minutos da estação. Abres com um café tirado ao balcão numa torrefação escondida atrás de um parque de estacionamento, segues para o To-ji, onde a pagoda de madeira mais alta do Japão aparece espelhada no lago logo à entrada, e paras no Higashi Hongan-ji, que é enorme, gratuito e estranhamente silencioso para quem está a dez minutos da estação. Ramen ao almoço e ficas com tempo folgado antes de apanhar o comboio.

Antes da partida

Os cacifos da estação de Quioto esgotam cedo, principalmente os grandes. Deixa a mala no balcão de depósito ou envia-a de véspera por takkyubin para o hotel seguinte ou para o aeroporto, que é barato e chega no dia seguinte. Se viajas com JR Pass, o Nozomi não está incluído sem suplemento, por isso apanha o Hikari e perdes uns quinze minutos, não mais. Compra o ekiben antes de passar as portas, que a escolha lá dentro é menor.

Entre paragens

Do centro ao To-ji são quinze minutos a pé para sudoeste da estação, ou uma paragem na linha Kintetsu até Toji. Do To-ji ao Higashi Hongan-ji conta vinte minutos a pé pelas ruas paralelas à via férrea. Depois é tudo ali: a casa de ramen fica à esquina da estação e os cais do Tokaido Shinkansen estão no piso de cima, com controlo próprio. Chega vinte minutos antes se tiveres lugar marcado.

Detalhes locais

O To-ji tem mercado de velharias no dia 21 de cada mês, um dos maiores da cidade, e se o teu último dia calhar nessa data muda o plano da manhã para lá. No Higashi Hongan-ji estão expostas cordas trançadas com cabelo doado por fiéis, usadas para içar as vigas do telhado quando as cordas de cânhamo partiam. E se apanhares o Shinkansen para Tóquio, senta-te do lado direito, que é o do monte Fuji.

  1. 01

    Weekenders Coffee Tominokoji

    08:15 · 45m
    Torrefação minúscula ao fundo de um parque de estacionamento, perto do Nishiki. Não há mesas, bebe-se de pé no pátio. Pede o filtrado de origem única e leva também um pacote de grão para casa. Abre cedo, mas confirma o dia de encerramento antes de fazeres a viagem.
    Sobre este local

    Micro torrefação e balcão de café numa casa de madeira escondida atrás de um parque de estacionamento, a poucos minutos do mercado Nishiki.

    História
    Foi das primeiras torrefações de especialidade de Quioto, ainda antes de a onda chegar à cidade em força, e cresceu com clientes locais e restaurantes antes de aparecer nos guias.
    Porque é famoso
    Tanto pelo café como pelo sítio improvável em que está, um pátio de madeira entre carros no meio do centro comercial da cidade.
    Sabias que
    Quioto aparece regularmente no topo das cidades japonesas em consumo de café por agregado familiar. A cidade dos templos e do chá bebe mais café do que Tóquio.
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  2. 🚗drive· 16 min· 4.6 km↗ Directions
  3. 02

    To-ji pagoda

    09:30 · 60m
    A pagoda tem quase cinquenta e cinco metros e é a mais alta em madeira do Japão. Chega à abertura para a apanhar refletida no lago antes de a luz endurecer. Uma hora chega para o recinto e o salão principal. Se calhar dia 21, o mercado mensal toma conta do terreno e muda tudo.
    Sobre este local

    Templo budista a sudoeste da estação de Quioto, sede da escola Shingon, com uma pagoda de cinco andares que se vê do Shinkansen.

    História
    Foi fundado em 796, logo depois de a capital se mudar para Quioto, como um dos dois templos que guardavam a entrada sul da cidade. Em 823 passou para as mãos do monge Kukai, que fez dele o centro do budismo esotérico japonês.
    Porque é famoso
    A pagoda é o edifício de madeira mais alto do país e uma das silhuetas mais reconhecíveis da cidade. O conjunto está classificado pela UNESCO.
    Sabias que
    A pagoda ardeu quatro vezes ao longo dos séculos, sempre por raio ou incêndio, nunca por terramoto. A que hoje se vê é de 1644 e foi reconstruída por ordem do shogun Tokugawa Iemitsu.
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  4. 🚗drive· 12 min· 3.4 km↗ Directions
  5. 03

    Higashi Hongan-ji

    10:50 · 40m
    Dez minutos a pé da estação e entrada livre, o que faz dele a última paragem óbvia antes do comboio. Descalças-te à entrada do Goeido, por isso conta com o chão frio. Trinta a quarenta minutos chegam. Procura as cordas de cabelo expostas na galeria lateral, é o objeto mais curioso do templo.
    Sobre este local

    Templo budista de grandes dimensões a norte da estação de Quioto, sede do ramo Otani da escola Jodo Shinshu, com dois pavilhões de madeira enormes e entrada gratuita.

    História
    Foi criado em 1602, quando Tokugawa Ieyasu dividiu em dois o poderoso Hongan-ji para lhe reduzir a força política. Os edifícios atuais são do final do século XIX, depois de uma série de incêndios ter destruído os anteriores.
    Porque é famoso
    O Goeido está entre as maiores estruturas de madeira de Quioto e o contraste com o movimento da estação, ali ao lado, é imediato.
    Sabias que
    Na reconstrução, as cordas de cânhamo partiam com o peso das vigas. Fiéis de todo o país cortaram e doaram o cabelo para se trançarem cordas mais resistentes, e algumas estão expostas no templo.
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  6. 🚗drive· 9 min· 1.9 km↗ Directions
  7. 04

    Honke Daiichi-Asahi

    11:45 · 60m
    Casa de ramen antiga à esquina da estação, com caldo de soja escuro, montanha de cebolinho e chashu. A fila costuma andar depressa e há rotatividade rápida nos lugares. Abre muito antes da hora de almoço, o que ajuda se tiveres comboio cedo. Confirma o dia de folga antes de ires.
    Sobre este local

    Casa de ramen ao lado da estação de Quioto, com caldo de soja e frango, cebolinho em quantidade e fatias de porco assado.

    História
    O ramen de Quioto ganhou forma no pós-guerra, junto às estações e às zonas de trabalhadores, com caldos mais pesados do que a imagem delicada da cozinha da cidade faz supor. Esta casa é uma das antigas dessa geração.
    Porque é famoso
    Pela fila à porta a horas improváveis e por ser das poucas paragens sérias mesmo em cima da estação.
    Sabias que
    Quioto tem fama de cozinha subtil, mas é também das cidades japonesas com mais casas de ramen por habitante, e o estilo local é dos mais gordos do país.
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  8. 🚶walk· 6 min· 500 m↗ Directions
  9. 05

    Kyoto Station, Shinkansen out

    13:15 · 30m
    Os cais do Tokaido Shinkansen ficam no lado sul da estação, com controlo próprio, por isso conta dez minutos extra se vens do outro lado. Compra o ekiben antes de passar as portas. Para Tóquio, o Nozomi leva pouco mais de duas horas. Com JR Pass, apanha o Hikari e senta-te do lado direito, o do Fuji.
    Sobre este local

    Estação principal de Quioto, com o edifício de vidro e aço de 1997 e os cais do Tokaido Shinkansen no lado sul.

    História
    A linha Tokaido Shinkansen abriu em 1964, dias antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio, e foi o primeiro comboio de alta velocidade do mundo. O edifício atual da estação é o quarto, e a escala e o estilo dividiram a cidade quando foi inaugurado.
    Porque é famoso
    Pelo átrio gigantesco com a escadaria iluminada e pelo contraste que faz com o resto da cidade baixa, de madeira e telha.
    Sabias que
    O atraso médio dos comboios da linha Tokaido mede-se em segundos por serviço, incluindo os dias em que há tufões e sismos. Vale a pena estar no cais à hora certa.
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