Travolp.
Viagem partilhada· partilhada 7/27/2026

Three Days in,
Amsterdam.

Amsterdam, Netherlands

Preço da viagem Preço sob consulta
8/9/2026 → 8/11/20262 adultos
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↓ A viagem
Dias
3 dias
Paragens
18 paragens
Destinos
1 destino
Viajantes
2 adultos
Interesses

canals, museums, bikes, markets

Itinerário

3 capítulos
Dia 18/9/2026

Bairro dos museus

Museumplein, Amsterdam

Previsão
0°0°

Nublado

0%0 km/h
Agasalha-te bem
Os Rembrandts e os Van Goghs de manhã e de tarde, com uma hora lenta no Vondelpark pelo meio. O jantar é de marisco, a um quarteirão da praça dos museus.

O dia

O Museumplein num dia só, sem correrias. A manhã é para o Rijksmuseum, com a Ronda da Noite e as salas de Vermeer na Galeria de Honra. Depois de almoço vem o Van Gogh, que se percorre por ordem cronológica e acaba nos girassóis. A meio da tarde o Vondelpark serve de intervalo, e o jantar fica a um quarteirão da praça.

Dicas práticas

Compra os bilhetes dos dois museus online, com hora marcada, e escolhe a primeira entrada da manhã para o Rijksmuseum. O Van Gogh não vende bilhete à porta. Calçado confortável, porque são muitos quilómetros de sala. Se contas ver mais de três ou quatro museus na estadia, compara os passes de museu antes de comprar bilhete a bilhete. Agosto em Amesterdão muda de ideias a meio do dia, por isso leva um casaco fino na mochila.

Como circular

Tudo o que está aqui se faz a pé. Do Rijksmuseum ao Van Gogh são menos de cinco minutos pela praça, e o Vondelpark começa logo a seguir. Há elétricos a parar junto ao Rijksmuseum e na Van Baerlestraat, para o caso de as pernas pedirem tréguas ao fim do dia. Do parque ao restaurante são dez minutos a pé.

Notas locais

Amesterdão pertence às bicicletas antes de pertencer aos peões. As faixas vermelhas são via de circulação, não passeio, e ninguém abranda por turista distraído. A gorjeta não é obrigatória, arredonda-se a conta ou deixam-se uns cinco por cento se o serviço agradou. Quase tudo se paga com cartão e há sítios que já nem aceitam dinheiro. E o biefstuk do Loetje vem mesmo a nadar no molho, não é engano da cozinha.

  1. 01

    CT Coffee & Coconuts

    08:30 · 60m
    Chega antes das nove se não quiseres apanhar fila de brunch. Panquecas de coco e flat white nos patamares de madeira do antigo cinema, de preferência num lugar do piso de cima. O pequeno-almoço demora, a cozinha não tem pressa nenhuma.
    Sobre este local

    Café de pequenos-almoços e brunch instalado numa antiga sala de cinema dos anos 1920, com patamares de madeira em vez de salas separadas.

    História
    O edifício foi construído como cinema de bairro. A conversão em café manteve o pé-direito original e acrescentou plataformas soltas por dentro, em vez de dividir o espaço em pisos fechados.
    Porque é famoso
    Ficou conhecido pelo interior, que se percorre quase como uma escadaria aberta, e pelas panquecas de coco que dão nome à casa.
    Sabias que
    O coco não é enfeite de menu. Atravessa quase toda a carta, do leite no café ao doce do pequeno-almoço.
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  2. 🚶walk· 18 min· 1.3 km↗ Directions
  3. 02

    Rijksmuseum

    09:45 · 150m
    Entra logo à abertura e sobe direto ao piso da Galeria de Honra, ainda vazia. É aí que estão a Ronda da Noite e os Vermeer. Duas horas e meia dão para o essencial sem tentar ver tudo, e a biblioteca antiga vale o desvio.
    Sobre este local

    É o museu nacional dos Países Baixos, dedicado à arte e à história do país, e guarda a maior coleção de pintura do Século de Ouro neerlandês.

    História
    A coleção nasceu em 1800, na Haia, e mudou-se para Amesterdão poucos anos depois. O edifício atual, de tijolo e vitral, é de Pierre Cuypers e abriu em 1885. Esteve cerca de dez anos em obras e voltou a abrir em 2013.
    Porque é famoso
    Pela Ronda da Noite de Rembrandt e por um punhado de quadros de Vermeer, entre eles a Leiteira.
    Sabias que
    Uma ciclovia pública atravessa o túnel por baixo do museu. Quando as obras puseram a passagem em causa, os ciclistas da cidade impuseram-se e ela manteve-se aberta.
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  4. 🚶walk· 10 min· 700 m↗ Directions
  5. 03

    Café Loetje

    12:30 · 75m
    Pede o biefstuk mal passado e guarda o pão, porque o bife vem no próprio molho e o molho é para limpar. Os acompanhamentos pedem-se à parte. A esplanada do jardim é o melhor lugar da casa e não se reserva, portanto convém chegar cedo.
    Sobre este local

    Café de bairro do Museum Quarter, conhecido em toda a cidade por um bife servido a nadar no molho que largou.

    História
    Começou como um café de rua residencial, longe da praça dos museus, e a fama do bife foi crescendo pelo boca a boca. Com o tempo abriram casas com o mesmo nome noutros pontos do país, mas a original continua onde sempre esteve.
    Porque é famoso
    Pelo biefstuk. Os neerlandeses vêm cá por causa dele e por pouco mais.
    Sabias que
    O prato chega quase nu, sem guarnição. A batata frita, a salada e o resto são pedidos separados, e o pão que vem antes existe para o molho do fim.
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  6. 🚶walk· 8 min· 600 m↗ Directions
  7. 04

    Van Gogh Museum

    14:00 · 90m
    Só se entra com hora marcada e o início da tarde é a faixa mais respirável. Percorre a coleção pela ordem dos anos, dos Comedores de Batatas escuros até aos girassóis. Hora e meia chega bem. A ala elíptica em baixo tem as exposições temporárias.
    Sobre este local

    Museu dedicado a Vincent van Gogh, com a maior coleção do mundo das suas pinturas, desenhos e cartas.

    História
    As obras ficaram na família depois da morte do pintor, herdadas pelo irmão Theo e depois pelo sobrinho. O Estado neerlandês acabou por assumir a coleção e o museu abriu em 1973, num edifício de Gerrit Rietveld. A ala de Kisho Kurokawa juntou-se em 1999.
    Porque é famoso
    Porque conta a obra inteira por ordem, ano a ano, incluindo os Girassóis, o Quarto em Arles e a Amendoeira em Flor.
    Sabias que
    As cartas ao irmão Theo fazem parte da coleção. É por causa delas que se sabe tanto sobre o que o pintor pensava de cada quadro enquanto o pintava.
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  8. 🚶walk· 14 min· 1 km↗ Directions
  9. 05

    Vondelpark

    15:45 · 60m
    Uma hora dá para o circuito principal. Entra pelo lado do Museumplein, passa pelo roseiral e para no Blauwe Theehuis, o pavilhão redondo dos anos trinta, para beber qualquer coisa no terraço de cima. No verão há espetáculos no teatro ao ar livre.
    Sobre este local

    O parque mais usado de Amesterdão, cerca de 47 hectares de relva, lagos e caminhos logo a seguir ao Museumplein.

    História
    Abriu em 1865 como parque privado, pago por um grupo de moradores abastados que queria um passeio fora da cidade velha. O desenho é de Jan David Zocher, no estilo paisagista inglês. Só em 1953 passou para a cidade.
    Porque é famoso
    É onde a cidade inteira vai parar quando há sol, entre corredores, piqueniques e o teatro ao ar livre de verão.
    Sabias que
    O nome vem de Joost van den Vondel, poeta do século XVII. A estátua dele ficou no parque e acabou por batizar tudo o resto.
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  10. 🚶walk· 13 min· 900 m↗ Directions
  11. 06

    The Seafood Bar

    18:30 · 90m
    Sem reserva à hora de jantar arriscas esperar, a sala é pequena. O prato de marisco para dois é a escolha óbvia, com ostras da Zelândia à parte. Se preferires simples, o peixe do dia frito com molho tártaro resolve o jantar.
    Sobre este local

    Marisqueira de balcão azulejado a um quarteirão do Museumplein, com o peixe exposto em gelo à entrada, ao jeito de peixaria.

    História
    Nasceu do comércio de peixe e não da restauração. A ideia foi passar o peixe do balcão da peixaria diretamente para a mesa, e a primeira casa abriu perto do Museumplein antes de a marca crescer para outras moradas.
    Porque é famoso
    Pelo marisco servido sem cerimónia e pelas ostras da Zelândia, que é de onde vem quase toda a ostra neerlandesa.
    Sabias que
    A Zelândia, no sudoeste do país, cria ostras e mexilhões em águas salobras desde o século XIX. É dali que sai o mexilhão que os neerlandeses comem no fim do verão.
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Dia 28/10/2026

Jordaan e o cinturão de canais

Jordaan, Amsterdam

As manhãs do Jordaan sabem a tarte de maçã e a canais com fachadas de empena. A tarde passa-se dentro de água e o dia fecha com comida caseira neerlandesa.

O dia

O Jordaan cedo, antes de as ruas encherem. Começa-se com tarte de maçã na esquina do Noordermarkt, segue-se a Casa de Anne Frank logo à abertura e sobram duas horas soltas pelas Nove Ruinhas e pelos canais em redor da Westerkerk. À tarde troca-se o empedrado pela água. A noite acaba num prato fundo de stamppot, com meia cidade de fotografias de mães na parede.

Dicas práticas

O bilhete da Casa de Anne Frank compra-se online, com data e hora, e esgota semanas antes. Não há venda à porta e não há guarda-volumes para malas grandes. As escadas do Anexo são estreitas e muito inclinadas. Para o cruzeiro, prefere um barco pequeno de cabina aberta às frotas grandes, e o fim da tarde tem melhor luz. Reserva o Moeders com antecedência, a sala é minúscula.

Como circular

O dia inteiro cabe num raio de quinze minutos a pé. Do Noordermarkt à Prinsengracht 263 são cerca de dez minutos ao longo do canal, e as Nove Ruinhas ficam do outro lado da ponte. Há embarcadouros de cruzeiro espalhados pelo cinturão, um deles ao lado da Westerkerk, portanto não é preciso apanhar transporte nenhum. Atenção às pontes, o empedrado é irregular e as bicicletas passam rentes.

Notas locais

As casas do cinturão são estreitas porque o imposto se pagava pela largura da fachada. Daí os corredores apertados, as escadas quase verticais e o gancho de ferro no topo do telhado, que ainda hoje serve para içar mobília pela janela. Reparar nos ganchos e nas empenas é metade do passeio. No Jordaan mora muita gente e ao domingo de manhã fala-se baixo. Ao jantar, stamppot é puré de batata misturado com legumes e servido com salsicha fumada, comida de inverno que aqui se faz o ano inteiro.

  1. 01

    Winkel 43

    08:15 · 45m
    Ao sábado o mercado biológico do Noordermarkt monta-se à porta e a esplanada enche às nove. A tarte de maçã é alta, vem com chantilly e uma fatia dá para duas pessoas. Se as mesas estiverem tomadas, pede ao balcão e come de pé lá fora.
    Sobre este local

    Café de esquina no Noordermarkt, no Jordaan, mais conhecido pela tarte de maçã do que por tudo o resto que serve.

    História
    É um café de bairro de toda a vida, na esquina da Westerstraat com a praça da Noorderkerk. A fama da tarte foi crescendo à sombra dos mercados que se montam ali ao lado, e há muito que a fila à porta faz parte da paisagem.
    Porque é famoso
    Pela appeltaart, que muita gente em Amesterdão considera a melhor da cidade, de massa grossa e maçã aos pedaços em vez de puré.
    Sabias que
    A praça funciona a dois ritmos. Segunda de manhã é feira de velharias e roupa em segunda mão, sábado é mercado de produtores biológicos.
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  2. 🚶walk· 5 min· 400 m↗ Directions
  3. 02

    Anne Frank House

    09:00 · 90m
    Bilhete online, com data e hora, comprado semanas antes. Não se vende nada à porta. As escadas são estreitas e muito inclinadas e não há guarda-volumes para malas grandes. Hora e meia entre o Anexo e a exposição do edifício novo, em silêncio.
    Sobre este local

    A casa da Prinsengracht 263 onde Anne Frank e mais sete pessoas se esconderam durante a ocupação alemã, hoje museu.

    História
    O prédio era a sede da empresa do pai, Otto Frank. As traseiras, o Achterhuis, foram fechadas atrás de uma estante giratória em 1942 e serviram de esconderijo durante mais de dois anos, até à denúncia e à detenção de todos, em agosto de 1944. Otto Frank foi o único sobrevivente e publicou o diário da filha em 1947.
    Porque é famoso
    Porque o diário é o texto que deu ao Holocausto um nome e uma voz, e é lido em dezenas de línguas.
    Sabias que
    As divisões do Anexo estão vazias de mobília por decisão do próprio Otto Frank, que quis mantê-las tal como as encontrou depois da guerra.
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  4. 🚶walk· 5 min· 300 m↗ Directions
  5. 03

    Jordaan canals

    10:45 · 90m
    Sobe a Prinsengracht e corta pelas pontes do Bloemgracht, que é onde a fotografia sai melhor. As Nove Ruinhas ficam do outro lado do canal e são para lojas pequenas, não para compras a sério. Hora e meia sem pressa, e ao domingo está tudo mais calmo.
    Sobre este local

    O emaranhado de canais estreitos do Jordaan e o cinturão logo a sul, com fachadas de empena, pontes baixas e barcos-casa amarrados.

    História
    O Jordaan foi construído no início do século XVII, ao mesmo tempo que os grandes canais, mas para artesãos e operários e não para mercadores. Daí as ruas mais apertadas e as casas mais pequenas do que na Herengracht ao lado.
    Porque é famoso
    Pela Westerkerk e pela torre da coroa dourada, e por ser o bairro que aparece na cabeça de quem imagina Amesterdão.
    Sabias que
    A coroa no topo da Westertoren é a coroa imperial de Maximiliano da Áustria, que a cidade recebeu o direito de usar nas suas armas há mais de quinhentos anos.
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  6. 🚶walk· 5 min· 400 m↗ Directions
  7. 04

    The Pancake Bakery

    12:30 · 75m
    As panquecas são do tamanho do prato, uma por pessoa chega e sobra. A de maçã com bacon é o clássico salgado com doce. Fica em cave de armazém, com pé-direito baixo, e ao almoço enche com quem acaba de sair da Casa de Anne Frank.
    Sobre este local

    Casa de pannenkoeken instalada na cave de um armazém de canal do século XVII, a poucos passos da Casa de Anne Frank.

    História
    O edifício foi armazém de mercadorias na Prinsengracht, no tempo em que os barcos descarregavam à porta. A cave abobadada foi convertida em restaurante nos anos setenta e desde então serve pouco mais do que panquecas.
    Porque é famoso
    Por servir a versão completa da panqueca neerlandesa, salgada e doce, numa carta longa em que muitas receitas têm nomes de países.
    Sabias que
    A pannenkoek neerlandesa não é crepe nem panqueca americana. É fina mas larga e come-se como refeição, muitas vezes regada com stroop, o xarope escuro feito de beterraba sacarina.
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  8. 🚶walk· 23 min· 1.7 km↗ Directions
  9. 05

    Canal cruise

    14:00 · 75m
    Uma hora chega. Escolhe um barco pequeno de cabina aberta em vez das frotas grandes e senta-te atrás, para ver as fachadas sem vidro pelo meio. Ao fim da tarde a luz é melhor e há menos trânsito no canal. Leva um casaco se fores em cabina aberta.
    Sobre este local

    Um percurso de barco pelo cinturão de canais do século XVII e por um troço do rio Amstel.

    História
    Os quatro canais principais, Singel, Herengracht, Keizersgracht e Prinsengracht, foram abertos a partir de 1613, num plano de expansão em semicírculo à volta da cidade medieval. Serviam para transporte, drenagem e defesa, e os terrenos ao longo deles foram vendidos a mercadores.
    Porque é famoso
    O cinturão de canais é Património Mundial da UNESCO desde 2010 e continua a ser a forma mais direta de perceber como a cidade foi desenhada.
    Sabias que
    Há pontes tão baixas que alguns barcos passam com centímetros de folga por cima da cabine. É por isso que se pede que ninguém se levante a meio da travessia.
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  10. 🚶walk· 25 min· 1.8 km↗ Directions
  11. 06

    Moeders

    19:00 · 120m
    Reserva, a sala é pequena e enche todas as noites. Pede stamppot ou o prato de degustação para dois, que traz um pouco de tudo o que é cozinha caseira daqui. Se levares uma fotografia da tua mãe, entra para a parede.
    Sobre este local

    Restaurante de cozinha caseira neerlandesa no Jordaan, com as paredes cobertas de fotografias das mães dos clientes.

    História
    Abriu em 1990, no Dia da Mãe. Como não havia loiça suficiente, pediu-se a cada convidado que trouxesse um prato e talheres de casa, e é por isso que nada combina até hoje. A parede das fotografias começou pelo mesmo caminho.
    Porque é famoso
    Pela parede das mães e por continuar a servir stamppot, hutspot e outros pratos de inverno que a maior parte dos restaurantes da cidade já não faz.
    Sabias que
    Nenhum prato ou talher da casa é igual ao do lado, porque a loiça toda começou por ser doada pelos clientes da noite de abertura.
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Dia 38/11/2026

Centro antigo e mercados

De Pijp, Amsterdam

Do silêncio de um pátio de beguinas ao alarido do Albert Cuyp, com arenque e stroopwafels comidos de pé entre as bancas.

O dia

Manhã no centro antigo, tarde em De Pijp. Do pequeno-almoço num beco sai-se para o Begijnhof, um pátio medieval onde a cidade baixa de repente o volume, e daí para as bancas de flores sobre a água do Singel. O Albert Cuyp é o contrário disso, ruidoso e cheio de fritos, e serve de almoço demorado. Ao fim da tarde há a antiga fábrica da Heineken e depois uma mesa farta debaixo de um teto de igreja.

Dicas práticas

Leva algum dinheiro para o mercado, nem todas as bancas passam cartão. Se levares bolbos de tulipa para casa, confirma que a embalagem traz certificado fitossanitário, é o que evita chatices na fronteira fora da UE. O bilhete da Heineken Experience sai mais barato online e com hora marcada. O Albert Cuyp fecha ao domingo. E come o arenque como se come aqui, ao balcão, com cebola crua e pickles.

Como circular

Do Begijnhof ao Bloemenmarkt são cinco minutos a pé pelo Spui. Dali até ao Albert Cuyp são uns vinte a pé pela Vijzelstraat, ou poucos minutos de metro na linha Norte-Sul, que tem estação em De Pijp à saída da Ferdinand Bolstraat. A Heineken fica a cinco minutos do mercado e o restaurante da noite é na mesma rua das bancas, portanto o fim do dia não obriga a andar.

Notas locais

De Pijp foi bairro operário do fim do século XIX e continua a ser o mais misturado da cidade, com cozinha surinamesa, turca e marroquina lado a lado na mesma rua. No mercado não há fila formal, atende-se por ordem de chegada e quem hesita perde a vez. No Begijnhof vive gente, por isso entra-se em silêncio e não se fotografa para dentro das janelas.

  1. 01

    Gartine

    08:45 · 60m
    Beco estreito a dois passos da Kalverstraat, sala minúscula e serviço sem pressa. Os ovos, o pão e as compotas são de produção própria, da horta e da estufa da casa. Conta com uma hora e confirma o horário antes de ir, não abre todos os dias.
    Sobre este local

    Casa de pequenos-almoços e chá da tarde num beco do centro antigo, com a cozinha assente no que a própria horta produz.

    História
    Foi montada por um casal com experiência de cozinha que decidiu abrir uma sala pequena fora do circuito das ruas comerciais. Os legumes, as ervas e a fruta vêm de uma horta e de uma estufa próprias, fora da cidade.
    Porque é famoso
    Pelo chá da tarde servido em loiça antiga e pelas compotas feitas na casa, num centro onde quase tudo o resto é pensado para volume.
    Sabias que
    Fica na Taksteeg, um beco de poucos metros entre lojas, o tipo de passagem por onde toda a gente passa sem reparar.
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  2. 🚶walk· 2 min· 200 m↗ Directions
  3. 02

    Begijnhof

    10:00 · 45m
    Entra em silêncio, isto continua a ser habitação. O portão fica do lado do Spui e fecha ao fim do dia. Repara na casa de madeira escura, uma das mais antigas da cidade, e nas duas capelas frente a frente. Meia hora chega e não se paga entrada.
    Sobre este local

    Pátio interior de casas baixas junto ao Spui, fundado para as beguinas, mulheres que viviam em comunidade religiosa sem serem freiras.

    História
    A comunidade existe desde o século XIV. As beguinas faziam voto de castidade mas não de pobreza, podiam trabalhar e sair, o que as separava de um convento. Depois da Reforma, a igreja do pátio passou para uma congregação protestante de língua inglesa e as católicas ficaram com uma capela discreta do outro lado do pátio.
    Porque é famoso
    Por ser o lugar mais silencioso do centro e por guardar o Houten Huys, uma das duas casas de madeira que sobraram em Amesterdão.
    Sabias que
    A última beguina do pátio morreu em 1971. As casas continuam habitadas, hoje por mulheres escolhidas pela fundação que as administra.
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  4. 🚶walk· 7 min· 500 m↗ Directions
  5. 03

    Bloemenmarkt

    11:00 · 45m
    Quinze a quarenta e cinco minutos, é curto por natureza. Se levares bolbos, confirma que a embalagem traz certificado, é o que interessa para passar a fronteira fora da UE. Muitas bancas viraram loja de recordações, portanto compara antes de comprar.
    Sobre este local

    Mercado de flores do Singel, com as bancas montadas sobre plataformas assentes na água.

    História
    Existe desde 1862, quando os produtores traziam as flores de barco pelo Amstel e vendiam diretamente da embarcação. As bancas ficaram sobre a água mesmo depois de o abastecimento ter passado para camião.
    Porque é famoso
    É o único mercado de flores do mundo montado sobre a água, e as caixas de bolbos de tulipa acabaram por virar imagem da cidade.
    Sabias que
    A tulipa não é neerlandesa de origem. Chegou da Turquia otomana no século XVI e em 1637 provocou uma bolha especulativa em que um bolbo raro valeu mais do que uma casa de canal.
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  6. 🚶walk· 21 min· 1.5 km↗ Directions
  7. 04

    Albert Cuyp Market

    12:15 · 90m
    Vai com fome e leva algum dinheiro, nem todas as bancas passam cartão. Come arenque ao balcão com cebola e pickles, um stroopwafel acabado de prensar e um pão do lado surinamês. Fecha ao domingo. Hora e meia dá para percorrer tudo e comer bem.
    Sobre este local

    O maior mercado de rua dos Países Baixos, com centenas de bancas ao longo da Albert Cuypstraat, em De Pijp.

    História
    Começou em 1905, quando a câmara autorizou a venda ambulante nesta rua para organizar os vendedores que já andavam pelo bairro. Cresceu com a imigração, primeiro surinamesa e depois turca e marroquina, e a comida do mercado mudou com ela.
    Porque é famoso
    Pela mistura de bancas de peixe, roupa, especiarias e comida de rua num bairro que continua popular e não apenas turístico.
    Sabias que
    O nome vem de Albert Cuyp, pintor de paisagens do Século de Ouro. Várias ruas de De Pijp têm nomes de pintores do mesmo período.
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  8. 🚶walk· 5 min· 400 m↗ Directions
  9. 05

    Heineken Experience

    15:00 · 90m
    Compra online, sai mais barato e evita fila. A visita é livre, demora cerca de hora e meia e acaba com duas cervejas incluídas. Não é fábrica em funcionamento, é museu de marca, por isso vale sobretudo pelo edifício antigo e pelas caldeiras de cobre.
    Sobre este local

    A antiga fábrica da Heineken na Stadhouderskade, hoje uma visita autoguiada sobre a história da marca e o fabrico da cerveja.

    História
    Gerard Heineken comprou uma cervejaria em Amesterdão em 1864 e o edifício desta rua entrou ao serviço em 1867. Produziu cerveja durante mais de um século, até fechar como fábrica em 1988, quando a produção passou para unidades maiores fora da cidade. O espaço voltou a abrir depois como centro de visitas.
    Porque é famoso
    É a casa original da cerveja neerlandesa mais exportada do mundo, e a visita tornou-se uma das mais procuradas da cidade.
    Sabias que
    A cervejaria teve cavalos de tiro para as entregas dentro da cidade e as antigas cavalariças ainda fazem parte do percurso.
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  10. 🚶walk· 7 min· 500 m↗ Directions
  11. 06

    Bazar Amsterdam

    19:00 · 120m
    Mesa comprida, porções generosas e conta modesta para o que se come. Pede um conjunto de mezze para partilhar e borrego grelhado, e guarda espaço para o chá de menta. Reserva ao fim de semana. Fica na própria Albert Cuypstraat, logo depois do mercado.
    Sobre este local

    Restaurante de cozinha do Médio Oriente e do Norte de África instalado numa antiga igreja da Albert Cuypstraat.

    História
    O edifício foi construído como igreja no fim do século XIX, durante o crescimento de De Pijp, e perdeu o uso religioso quando o bairro mudou de população. A conversão em restaurante manteve a nave aberta e a galeria em altura, e acrescentou toda a pintura e a decoração dourada.
    Porque é famoso
    Pelo contraste entre o interior de igreja e a mesa de mezze, e por servir bem e barato numa rua onde quase tudo é para turista de passagem.
    Sabias que
    De Pijp recebeu uma grande vaga de imigração turca e marroquina a partir dos anos sessenta, e a cozinha desta casa é uma das leituras mais visíveis dessa mudança no bairro.
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