Amsterdam, Netherlands
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Museumplein, Amsterdam
Nublado
O Museumplein num dia só, sem correrias. A manhã é para o Rijksmuseum, com a Ronda da Noite e as salas de Vermeer na Galeria de Honra. Depois de almoço vem o Van Gogh, que se percorre por ordem cronológica e acaba nos girassóis. A meio da tarde o Vondelpark serve de intervalo, e o jantar fica a um quarteirão da praça.
Compra os bilhetes dos dois museus online, com hora marcada, e escolhe a primeira entrada da manhã para o Rijksmuseum. O Van Gogh não vende bilhete à porta. Calçado confortável, porque são muitos quilómetros de sala. Se contas ver mais de três ou quatro museus na estadia, compara os passes de museu antes de comprar bilhete a bilhete. Agosto em Amesterdão muda de ideias a meio do dia, por isso leva um casaco fino na mochila.
Tudo o que está aqui se faz a pé. Do Rijksmuseum ao Van Gogh são menos de cinco minutos pela praça, e o Vondelpark começa logo a seguir. Há elétricos a parar junto ao Rijksmuseum e na Van Baerlestraat, para o caso de as pernas pedirem tréguas ao fim do dia. Do parque ao restaurante são dez minutos a pé.
Amesterdão pertence às bicicletas antes de pertencer aos peões. As faixas vermelhas são via de circulação, não passeio, e ninguém abranda por turista distraído. A gorjeta não é obrigatória, arredonda-se a conta ou deixam-se uns cinco por cento se o serviço agradou. Quase tudo se paga com cartão e há sítios que já nem aceitam dinheiro. E o biefstuk do Loetje vem mesmo a nadar no molho, não é engano da cozinha.
CT Coffee & Coconuts
Café de pequenos-almoços e brunch instalado numa antiga sala de cinema dos anos 1920, com patamares de madeira em vez de salas separadas.
Rijksmuseum
É o museu nacional dos Países Baixos, dedicado à arte e à história do país, e guarda a maior coleção de pintura do Século de Ouro neerlandês.
Café Loetje
Café de bairro do Museum Quarter, conhecido em toda a cidade por um bife servido a nadar no molho que largou.
Van Gogh Museum
Museu dedicado a Vincent van Gogh, com a maior coleção do mundo das suas pinturas, desenhos e cartas.
Vondelpark
O parque mais usado de Amesterdão, cerca de 47 hectares de relva, lagos e caminhos logo a seguir ao Museumplein.
The Seafood Bar
Marisqueira de balcão azulejado a um quarteirão do Museumplein, com o peixe exposto em gelo à entrada, ao jeito de peixaria.
Jordaan, Amsterdam
O Jordaan cedo, antes de as ruas encherem. Começa-se com tarte de maçã na esquina do Noordermarkt, segue-se a Casa de Anne Frank logo à abertura e sobram duas horas soltas pelas Nove Ruinhas e pelos canais em redor da Westerkerk. À tarde troca-se o empedrado pela água. A noite acaba num prato fundo de stamppot, com meia cidade de fotografias de mães na parede.
O bilhete da Casa de Anne Frank compra-se online, com data e hora, e esgota semanas antes. Não há venda à porta e não há guarda-volumes para malas grandes. As escadas do Anexo são estreitas e muito inclinadas. Para o cruzeiro, prefere um barco pequeno de cabina aberta às frotas grandes, e o fim da tarde tem melhor luz. Reserva o Moeders com antecedência, a sala é minúscula.
O dia inteiro cabe num raio de quinze minutos a pé. Do Noordermarkt à Prinsengracht 263 são cerca de dez minutos ao longo do canal, e as Nove Ruinhas ficam do outro lado da ponte. Há embarcadouros de cruzeiro espalhados pelo cinturão, um deles ao lado da Westerkerk, portanto não é preciso apanhar transporte nenhum. Atenção às pontes, o empedrado é irregular e as bicicletas passam rentes.
As casas do cinturão são estreitas porque o imposto se pagava pela largura da fachada. Daí os corredores apertados, as escadas quase verticais e o gancho de ferro no topo do telhado, que ainda hoje serve para içar mobília pela janela. Reparar nos ganchos e nas empenas é metade do passeio. No Jordaan mora muita gente e ao domingo de manhã fala-se baixo. Ao jantar, stamppot é puré de batata misturado com legumes e servido com salsicha fumada, comida de inverno que aqui se faz o ano inteiro.
Winkel 43
Café de esquina no Noordermarkt, no Jordaan, mais conhecido pela tarte de maçã do que por tudo o resto que serve.
Anne Frank House
A casa da Prinsengracht 263 onde Anne Frank e mais sete pessoas se esconderam durante a ocupação alemã, hoje museu.
Jordaan canals
O emaranhado de canais estreitos do Jordaan e o cinturão logo a sul, com fachadas de empena, pontes baixas e barcos-casa amarrados.
The Pancake Bakery
Casa de pannenkoeken instalada na cave de um armazém de canal do século XVII, a poucos passos da Casa de Anne Frank.
Canal cruise
Um percurso de barco pelo cinturão de canais do século XVII e por um troço do rio Amstel.
Moeders
Restaurante de cozinha caseira neerlandesa no Jordaan, com as paredes cobertas de fotografias das mães dos clientes.
De Pijp, Amsterdam
Manhã no centro antigo, tarde em De Pijp. Do pequeno-almoço num beco sai-se para o Begijnhof, um pátio medieval onde a cidade baixa de repente o volume, e daí para as bancas de flores sobre a água do Singel. O Albert Cuyp é o contrário disso, ruidoso e cheio de fritos, e serve de almoço demorado. Ao fim da tarde há a antiga fábrica da Heineken e depois uma mesa farta debaixo de um teto de igreja.
Leva algum dinheiro para o mercado, nem todas as bancas passam cartão. Se levares bolbos de tulipa para casa, confirma que a embalagem traz certificado fitossanitário, é o que evita chatices na fronteira fora da UE. O bilhete da Heineken Experience sai mais barato online e com hora marcada. O Albert Cuyp fecha ao domingo. E come o arenque como se come aqui, ao balcão, com cebola crua e pickles.
Do Begijnhof ao Bloemenmarkt são cinco minutos a pé pelo Spui. Dali até ao Albert Cuyp são uns vinte a pé pela Vijzelstraat, ou poucos minutos de metro na linha Norte-Sul, que tem estação em De Pijp à saída da Ferdinand Bolstraat. A Heineken fica a cinco minutos do mercado e o restaurante da noite é na mesma rua das bancas, portanto o fim do dia não obriga a andar.
De Pijp foi bairro operário do fim do século XIX e continua a ser o mais misturado da cidade, com cozinha surinamesa, turca e marroquina lado a lado na mesma rua. No mercado não há fila formal, atende-se por ordem de chegada e quem hesita perde a vez. No Begijnhof vive gente, por isso entra-se em silêncio e não se fotografa para dentro das janelas.
Gartine
Casa de pequenos-almoços e chá da tarde num beco do centro antigo, com a cozinha assente no que a própria horta produz.
Begijnhof
Pátio interior de casas baixas junto ao Spui, fundado para as beguinas, mulheres que viviam em comunidade religiosa sem serem freiras.
Bloemenmarkt
Mercado de flores do Singel, com as bancas montadas sobre plataformas assentes na água.
Albert Cuyp Market
O maior mercado de rua dos Países Baixos, com centenas de bancas ao longo da Albert Cuypstraat, em De Pijp.
Heineken Experience
A antiga fábrica da Heineken na Stadhouderskade, hoje uma visita autoguiada sobre a história da marca e o fabrico da cerveja.
Bazar Amsterdam
Restaurante de cozinha do Médio Oriente e do Norte de África instalado numa antiga igreja da Albert Cuypstraat.
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