Reykjavik, Iceland
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Reykjavik, Iceland
Reykjavík é pequena e quase tudo se resolve a pé. A manhã começa na Laugavegur, sobe até a Hallgrímskirkja para a vista do alto da torre e depois desce na direção do mar, passando pelo Sólfar e pelo Harpa até o porto velho. À tarde sobra tempo para as lojas de lã e para o lago Tjörnin, e a noite termina numa mesa reservada no centro. É o dia mais leve dos três de propósito, porque amanhã o carro toma conta.
Vento é a regra, não a exceção. Um corta-vento impermeável com uma camada de lã por baixo funciona melhor que um casaco grosso, e guarda-chuva não serve para nada aqui. Em agosto a luz se estende até quase meia-noite, então dá para esticar a caminhada sem olhar o relógio. Reserve o jantar do Grillmarkaðurinn com antecedência. A torre da igreja tem ingresso à parte e a fila é curta antes das 10h. Cartão funciona em qualquer lugar, inclusive nos ônibus (bilhete pelo app Klappið), e ninguém espera gorjeta.
Nenhuma parada do roteiro fica a mais de 20 minutos de caminhada da anterior. Da Hallgrímskirkja até o Sólfar são uns 15 minutos ladeira abaixo, e do Sólfar até o Harpa mais 10 pela orla. Táxi é caro e economiza pouco tempo. Se a chuva apertar, os ônibus amarelos da Strætó cobrem o centro inteiro, e o mesmo bilhete vale por 75 minutos com baldeação.
A água da torneira é gelada e ótima, comprar garrafinha é dinheiro jogado fora. O cheiro de enxofre na água quente do chuveiro é normal, ela vem direto do subsolo. Islandês se trata pelo primeiro nome em qualquer situação, inclusive na lista telefônica, porque o sobrenome é o nome do pai e não da família. E os preços altos não são armadilha para turista, é o custo de vida do país. A sopa com refil no almoço é justamente o que equilibra a conta do jantar.
Sandholt Bakery
Padaria e cafeteria na Laugavegur, a rua de compras de Reykjavík, com pães de fermentação natural, viennoiserie e pratos de café da manhã.
Hallgrimskirkja
Igreja luterana no alto da colina Skólavörðuholt, com cerca de 74 metros de altura e uma torre com elevador aberta a visitantes.
Sun Voyager
Escultura de aço em forma de barco, instalada na orla da avenida Sæbraut, voltada para o mar e para o monte Esja.
Harpa and the Old Harbour
Sala de concertos e centro de convenções à beira do porto velho de Reykjavík, com fachada de vidro montada em módulos geométricos.
Icelandic Street Food
Casa pequena e informal no centro, especializada em sopa de cordeiro e ensopado de peixe servidos em tigela ou dentro de um pão.
Grillmarkadurinn
Restaurante de grelhados no centro de Reykjavík, com carvão e lenha na cozinha e foco em ingredientes islandeses.
Golden Circle, Iceland
Três paradas famosas, duas paradas de comida e uma cratera para fechar, num anel de mais ou menos 250 km que sai de Reykjavík e volta. Thingvellir de manhã, com a caminhada pela fenda de Almannagjá. O campo de Geysir no meio do dia, quando o Strokkur dispara a cada poucos minutos. Gullfoss logo depois, com o vapor subindo da garganta. Entre elas entram o sorvete da fazenda Efstidalur II e o almoço entre os pés de tomate de Friðheimar. Kerið é a última e a mais curta.
Leve calçado de sola firme, porque as trilhas de Thingvellir e a borda de Kerið são de cascalho solto. Capa de chuva mesmo com previsão boa, já que a névoa de Gullfoss encharca em poucos minutos. Reserve a mesa de Friðheimar com dias de antecedência, o salão é pequeno e vive cheio. O estacionamento de Thingvellir se paga por app ou nas máquinas (P1 é o de cima, mais perto do mirante) e a fiscalização é por câmera. Kerið cobra uma entrada baixa na guarita. Abasteça em Reykjavík ou em Selfoss antes de seguir, os postos ficam espaçados.
O dia inteiro é de carro e cada trecho leva de 20 a 50 minutos. As pistas são asfaltadas e bem sinalizadas, com limite de 90 km/h no asfalto e 80 no cascalho. Farol aceso é obrigatório 24 horas por dia. Em pontes de pista única, quem chega primeiro passa, e vale reduzir bem antes. Segure a porta ao abrir o carro em local aberto, o vento arranca dobradiça com facilidade e isso não entra no seguro básico. De Kerið de volta a Reykjavík é cerca de uma hora.
As cordas em Geysir marcam onde a crosta é fina, e a água ali passa dos 80 graus. Em Thingvellir, sair da trilha destrói musgo que leva décadas para voltar, e boa parte do parque é área restrita para drones. Ninguém joga moeda nas fontes termais, isso contamina a água. Uma última: os islandeses chamam a volta de Gullni hringurinn, e muitos deles a fazem no domingo à tarde como programa de família, então espere companhia nos estacionamentos.
Thingvellir National Park
Parque nacional num vale de rift, onde funcionava o Alþingi, a assembleia ao ar livre que reunia os chefes islandeses.
Efstidalur II farm
Fazenda leiteira em atividade na Rota 37, com café, sorveteria e restaurante instalados no antigo estábulo.
Geysir geothermal field
Campo geotérmico no vale de Haukadalur, com fontes fervendo, poças de lama e dois gêiseres principais, o Geysir e o Strokkur.
Gullfoss
Cachoeira em dois patamares no rio Hvítá, alimentado pela geleira Langjökull, que despenca dentro de uma garganta estreita.
Fridheimar tomato farm
Estufa de tomates aquecida por energia geotérmica em Reykholt, com um restaurante montado entre as fileiras de pés.
Kerid crater
Cratera vulcânica de paredes vermelhas com um lago verde-azulado no fundo, na região de Grímsnes.
South Coast, Iceland
A Rota 1 corre para leste ao pé de um antigo penhasco marinho, e as cachoeiras aparecem uma atrás da outra. Seljalandsfoss primeiro, com a trilha que passa por trás da água, depois Skógafoss e a escada até o mirante de cima. Ao meio-dia o cenário muda para promontório, arco de rocha e areia vulcânica em Dyrhólaey e Reynisfjara. Almoço em Vík, e então duas horas e meia de volta até um banho quente à beira do mar em Kópavogur.
Roupa impermeável de verdade, não corta-vento leve, porque você vai ficar molhado em pelo menos duas paradas. Calçado com boa aderência para a passarela atrás de Seljalandsfoss e para as pedras de Reynisfjara. Uma muda de meia seca no carro faz diferença real. Traje de banho e uma garrafa de água separados numa sacola de acesso fácil, para não revirar a mala à noite. Reserve o horário do Sky Lagoon com antecedência, a entrada é por faixa de horário. Os estacionamentos das cachoeiras são pagos por app ou máquina.
São cerca de 190 km só na ida até Vík, e o dia soma umas quatro horas de direção. O trecho é bonito e por isso mesmo perigoso, com gente parando no acostamento para fotografar. Nunca pare fora de área sinalizada. Ventos laterais fortes surgem sem aviso perto de Dyrhólaey e nas pontes, e a recomendação local é reduzir em vez de corrigir no volante. Confira road.is antes de sair, o site do órgão de estradas mostra fechamentos e alertas de vento em tempo real.
O mar de Reynisfjara é o ponto mais perigoso do roteiro inteiro. As ondas surpresa sobem muito além da linha molhada da areia, a água tem 6 graus e a corrente puxa para fora. Há semáforo de risco no estacionamento e existe um motivo para ele estar lá. Vík fica bem abaixo da geleira Mýrdalsjökull, que cobre o vulcão Katla, e o ponto de encontro da vila em caso de erupção é a igreja no alto do morro. Já no Sky Lagoon, o banho de sabão sem roupa antes de entrar não é sugestão, é regra em toda piscina islandesa, e é por isso que a água precisa de tão pouco cloro.
Seljalandsfoss
Queda de cerca de 60 metros que desce de um antigo penhasco costeiro, com uma trilha que passa por trás da cortina de água.
Skogafoss
Cachoeira de cerca de 60 metros de altura e 25 de largura, no rio Skógá, com uma escada lateral que leva ao topo.
Dyrholaey
Promontório de cerca de 120 metros no ponto mais ao sul da Islândia continental, com um arco de rocha no mar e um farol no alto.
Reynisfjara black sand beach
Praia de areia preta vulcânica com colunas de basalto, uma caverna baixa e os rochedos de Reynisdrangar no mar.
Halldorskaffi
Restaurante em Vík í Mýrdal, instalado no Brydebúð, uma das construções mais antigas da vila, com cordeiro, peixe, sopas e pizza.
Sky Lagoon
Lagoa geotérmica em Kársnes, Kópavogur, com borda infinita voltada para a baía de Faxaflói e um ritual de sete etapas entre calor e frio.
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