Travolp.
Viagem compartilhada· compartilhada 9/8/2026

Patagonia,
Trek.

Torres del Paine, Chile

Preço da viagem Preço sob consulta
8/30/2026 → 9/5/20262 adultos
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↓ A viagem
Dias
8 dias
Paradas
26 paradas
Destinos
1 destino
Viajantes
2 adultos
Interesses

hiking, glaciers, wildlife, big skies

Roteiro

8 capítulos
Dia 18/30/2026

Chegada em Puerto Natales

Puerto Natales

Previsão
7°-1°

Neve

39%7 km/h
Agasalhe-se
Quase o dia inteiro é estrada, três horas de pampa aberto subindo de Punta Arenas, com guanacos e ñandus na beira do caminho. À tarde, a palestra do Erratic Rock resolve a logística da trilha, e o dia fecha com uma caminhada pela Costanera enquanto o Seno Última Esperanza fica liso.

Visão geral

Hoje é dia de estrada e de acertar os últimos detalhes. O transfer de Punta Arenas leva cerca de três horas cruzando o pampa aberto, então vale ficar de olho na janela, porque guanacos aparecem quase sempre e de vez em quando passa um ñandu correndo. Depois que você desembarca em Puerto Natales, a tarde fica livre até as 15h, hora da palestra do Erratic Rock. Ela é gratuita, acontece todo dia e virou a orientação padrão de quem vai entrar no Torres del Paine, com informação sobre condição de trilha, pontos de água e como as reservas de acampamento funcionam na prática. Isso conta mais que qualquer guia impresso, já que a situação muda de uma semana para a outra. Ao lado, as lojas de aluguel resolvem o que faltar no equipamento. O fim de tarde pede a caminhada pela Costanera, com a luz caindo sobre o Seno Última Esperanza, e depois o Hotel Costaustralis, sua última cama macia antes da trilha. Amanhã cedo tem ônibus até Pudeto e catamarã até Paine Grande, então a noite é para arrumar a mochila e dormir.

Dicas práticas

  • Vá de roupa em camadas na viagem, o tempo no pampa vira rápido e o ônibus costuma ficar quente mesmo com frio lá fora.
  • A palestra do Erratic Rock não precisa de reserva, mas chegue uns minutos antes, porque os lugares acabam.
  • A Costanera fica melhor perto do pôr do sol, entre 18h30 e 19h nesta época do ano, quando a água está mais parada.
  • Comida liofilizada e cartuchos de gás saem bem mais baratos aqui do que dentro do parque, então compre tudo na cidade.
  • Peça na recepção do Costaustralis para guardar uma bolsa com roupa de cidade durante a trilha. Quase todo hotel de Natales faz isso de graça.

Como se locomover

Depois que o ônibus para, tudo se resolve a pé. Do Erratic Rock até a Costanera são uns 4 minutos de caminhada, e de lá até o hotel mais 14. Nada de táxi nem de ônibus urbano pelo resto do dia, só um calçado decente e a luz do dia, que no começo da primavera dura o suficiente para ninguém andar com pressa.

Cultura local

Puerto Natales vive no ritmo de quem trilha. Lojas, locadoras de equipamento e até alguns restaurantes ajustam o horário à palestra das 15h e aos ônibus do parque. Cartão passa na maioria dos lugares, mas quiosques pequenos e algumas locadoras ainda preferem dinheiro em pesos chilenos, então ande com algum. No extremo norte da Costanera fica o monumento ao milodón, uma prévia da Cueva del Milodón que você visita na saída da região, no dia 7.

  1. 01

    Bus from Punta Arenas

    09:00 · 180m
    O transfer do aeroporto leva umas três horas até Puerto Natales, quase tudo em pampa aberto. Vale ficar de olho na beira da estrada, onde guanacos aparecem em bando e às vezes passa um ñandu. Leve água e algo para comer, porque a parada no meio do caminho é curta e nem sempre acontece.
    Sobre este lugar

    A ligação por estrada entre Punta Arenas, a maior cidade da Patagônia chilena, e Puerto Natales, cerca de 250 quilômetros de estepe pela Ruta 9.

    História
    Punta Arenas nasceu em 1848 como posto avançado do Chile no Estreito de Magalhães. Puerto Natales veio bem depois, em 1911, para escoar a lã e a carne de carneiro das estâncias da região.
    Por que é famoso
    É o caminho de entrada de praticamente todo mundo que vai ao Torres del Paine, já que o aeroporto de Punta Arenas concentra os voos do extremo sul do Chile.
    Você sabia
    A riqueza que levantou os casarões de Punta Arenas veio da lã. No auge, as estâncias de Magallanes contavam ovelhas aos milhões, e a paisagem cercada que você vê da janela ainda é herança desse período.
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  2. 🚗drive· 178 min· 247.7 km↗ Directions
  3. 02

    Erratic Rock 3 p.m. trek talk

    15:00 · 60m
    A palestra é gratuita, começa às 15h em ponto e dura cerca de uma hora. Chegue uns dez minutos antes, porque os lugares acabam. Anote o que disserem sobre pontos de água e condição de trilha, é a informação mais atual que você vai conseguir. Ao lado tem loja de aluguel para fechar o que faltar de equipamento.
    Sobre este lugar

    Um hostel de Puerto Natales conhecido pela palestra diária e gratuita sobre o trekking no Torres del Paine, sempre às 15h.

    História
    Começou como conversa informal entre quem voltava da trilha e quem estava indo, e com o tempo virou sessão fixa, com mapa na parede e informação de quem acabou de descer do parque.
    Por que é famoso
    Virou a orientação padrão de quem faz o circuito W e o O, e muita gente organiza a chegada em Natales só para não perder o horário.
    Você sabia
    A palestra é aberta a qualquer pessoa, hospedada ali ou não, e boa parte do tempo é dedicada a regras de fogo e lixo, herança direta dos incêndios que queimaram grandes áreas do parque.
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  4. 🚶walk· 4 min· 300 m↗ Directions
  5. 03

    Costanera boardwalk, Seno Ultima Esperanza

    18:30 · 60m
    Melhor perto do pôr do sol, quando o vento cai e o Seno Última Esperanza fica liso. São uns 40 minutos de caminhada tranquila de ponta a ponta. No extremo norte fica o monumento ao milodón, bom aquecimento para a caverna do dia 7. Leve corta-vento, a beira da água esfria rápido.
    Sobre este lugar

    O calçadão à beira do Seno Última Esperanza, o braço de mar que liga Puerto Natales ao Pacífico pelos canais e serve de fachada da cidade.

    História
    O nome vem do navegador espanhol Juan Ladrillero, que no século XVI procurava por ali uma passagem para o Estreito de Magalhães e batizou o lugar de última esperança depois de muitas tentativas.
    Por que é famoso
    É onde a cidade caminha no fim da tarde, com os morros refletidos na água parada e as esculturas do calçadão, entre elas o monumento ao milodón.
    Você sabia
    Apesar da cara de lago, a água é salgada. O seno é um fiorde ligado ao mar, e por isso cormorões e cisnes-de-pescoço-preto dividem o mesmo espelho d'água.
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  6. 🚶walk· 14 min· 1 km↗ Directions
  7. 04

    Hotel Costaustralis

    20:00 · 60m
    Base confortável na beira da água para a última noite antes da trilha. Peça na recepção para guardar uma bolsa com roupa de cidade enquanto você estiver no parque, costuma ser gratuito e tira peso da mochila. Aproveite para carregar todos os aparelhos e deixar a mochila pronta antes de dormir.
    Sobre este lugar

    Um dos hotéis mais antigos de Puerto Natales com estrutura completa, na beira da água, reconhecível pelo telhado alto e pontudo.

    História
    Foi construído nos anos 1990, quando a cidade começou a trocar a economia da carne e da lã pelo turismo de trekking.
    Por que é famoso
    É um ponto de referência da Costanera e uma das bases mais usadas por quem entra ou sai do Torres del Paine.
    Você sabia
    A poucos quilômetros dali, o antigo frigorífico de Puerto Bories, que empregou boa parte da cidade por décadas, virou hotel e museu depois de fechar nos anos 1990.
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Dia 28/31/2026

Catamarã até o Glaciar Grey

Glaciar Grey

Previsão
4°1°

Neve

60%9 km/h
Leve um guarda-chuvaAgasalhe-se
Transfer cedo para dentro do parque e um catamarã turquesa cruzando o Lago Pehoé até o braço oeste do W. Depois, quase quatro horas de caminhada exposta até um glaciar que despenca gelo dentro do próprio lago.

Visão geral

O dia começa cedo, com o ônibus de Puerto Natales até o cais de Pudeto, cerca de duas horas de estrada. Perto da guarita de Laguna Amarga o maciço aparece inteiro do outro lado da planície, e é aí que a viagem muda de tom. Às 11h sai o catamarã que cruza o Lago Pehoé em uns 30 minutos e deixa você em Paine Grande, o refúgio da ponta oeste do W. Depois de encher as garrafas e tirar uma camada, começa a caminhada de cerca de 11 quilômetros até o Refugio Grey, quase sempre com vento de lado e sem sombra nenhuma. No meio do caminho, o Mirador Lago Grey mostra os primeiros icebergs encalhados na praia escura. O dia termina no refúgio pendurado acima da face leste do gelo.

Dicas práticas

A parte logística é o que costuma dar errado hoje, então resolva o que der antes de sair da cidade.

  • Compre a passagem do catamarã com antecedência na alta temporada, porque as saídas lotam e perder a travessia custa o dia inteiro.
  • Reserve o Refugio Grey com meses de antecedência, seja beliche, seja plataforma de barraca. É o menor abrigo do circuito.
  • Corta-vento de verdade e luvas finas fazem diferença no mirante, o vento vem direto do gelo.
  • Encha as garrafas em Paine Grande. Os córregos do caminho são bons, mas os trechos abertos não têm abrigo para parar.

Como se locomover

Nada de carro hoje. Ônibus até Pudeto, catamarã pelo Lago Pehoé e o resto por conta das suas pernas. São cerca de 11 quilômetros de Paine Grande até o Refugio Grey, entre três e quatro horas com mochila cheia, num sobe e desce de lombadas sem sombra. O Mirador Lago Grey fica mais ou menos no meio, boa desculpa para uma parada longa.

Cultura local

O parque é administrado pela CONAF, e os refúgios ficam com duas concessionárias diferentes, Vertice no oeste e Las Torres no leste. São sistemas de reserva separados, o que confunde quase todo mundo na primeira viagem. Fogo fora das cozinhas dos refúgios é proibido sem exceção, regra que ficou rígida depois dos incêndios que queimaram grandes áreas do parque em 2005 e no fim de 2011. Sinal de celular praticamente não existe daqui em diante, então avise quem precisa saber antes de entrar.

  1. 01

    Bus to Pudeto, Torres del Paine

    07:00 · 150m
    O ônibus da manhã chega ao cais de Pudeto em cerca de duas horas. Perto da guarita de Laguna Amarga o maciço aparece inteiro do outro lado da planície. Tenha a entrada do parque à mão, porque a conferência é feita na guarita e a fila anda bem mais rápido com o QR já aberto no celular.
    Sobre este lugar

    O trajeto matinal de Puerto Natales até o cais de Pudeto, dentro do Parque Nacional Torres del Paine, com parada na guarita de Laguna Amarga.

    História
    O parque foi criado em 1959 e ganhou o nome atual pouco depois. Em 1978 a UNESCO o incluiu na rede mundial de reservas da biosfera.
    Por que é famoso
    É a primeira visão do maciço Paine inteiro do outro lado da planície, e a estrada onde a maioria das pessoas vê guanaco pela primeira vez.
    Você sabia
    O ingresso passou a ser vendido pela internet e conferido por QR na guarita, o que acabou com as filas de pagamento em dinheiro que se formavam ali.
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  2. 🚗drive· 114 min· 131.7 km↗ Directions
  3. 02

    Pudeto to Paine Grande catamaran

    11:00 · 45m
    A travessia do Lago Pehoé leva uns 30 minutos e poupa uma caminhada longa e sem graça. Compre a passagem com antecedência na alta temporada, porque as saídas lotam. Enquanto espera, dá tempo de ir até o Salto Grande, uns 15 minutos a pé do cais. Fique no convés só se o vento permitir.
    Sobre este lugar

    A travessia de catamarã do Lago Pehoé, cerca de 30 minutos entre o cais de Pudeto e o refúgio Paine Grande.

    História
    O serviço de barco encurtou o acesso ao braço oeste do W, que antes exigia um longo contorno a pé pela margem do lago.
    Por que é famoso
    A cor do Pehoé, um turquesa forte, com os Cuernos del Paine ao fundo, é uma das imagens mais repetidas do parque.
    Você sabia
    A cor vem de partículas de rocha moídas pelo gelo, finas demais para afundar. A poucos minutos do cais de Pudeto fica o Salto Grande, a cachoeira que liga o Lago Nordenskjöld ao Pehoé.
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  4. 03

    Refugio Paine Grande

    11:50 · 40m
    Parada rápida antes do trecho aberto até o gelo. Encha as garrafas, tire uma camada e coma alguma coisa, porque depois daqui não há abrigo. O mercadinho tem preços de fim de mundo, então não conte com ele para resolver comida. O banheiro aqui é o último decente antes do Refugio Grey.
    Sobre este lugar

    O maior refúgio do parque, na margem do Lago Pehoé, aos pés do Cerro Paine Grande.

    História
    Cresceu junto com o circuito W e hoje é operado pela concessionária Vertice, que também administra o Grey e o Dickson.
    Por que é famoso
    Todo mundo passa por aqui, porque é o cruzamento entre o braço oeste, o Valle del Francés e a chegada do catamarã.
    Você sabia
    A altura do Cerro Paine Grande já foi publicada como 3.050 metros, mas medições mais recentes ficaram perto de 2.800. O pico mais alto do maciço ainda rende discussão.
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  5. 04

    Mirador Lago Grey

    14:00 · 60m
    Icebergs azuis encalham na praia de areia escura e mudam de posição a cada dia. A crista é exposta e o vento vem direto do gelo, então segure firme câmera e boné. Uma hora dá conta, mas com tempo limpo vale descer até a praia. Não tente chegar perto dos blocos na água, a temperatura fica perto de zero.
    Sobre este lugar

    Um mirante na crista acima do Lago Grey, de onde se veem os icebergs desprendidos do glaciar encalhados na praia de areia escura.

    História
    Os blocos vêm da frente do Glaciar Grey, que desce do Campo de Gelo Sul e termina dentro do próprio lago.
    Por que é famoso
    É o primeiro encontro com o gelo para quem faz o W de oeste para leste, e o azul dos icebergs contra a areia preta não se parece com mais nada no caminho.
    Você sabia
    O azul aparece porque o gelo comprimido absorve a luz vermelha e devolve a azul. Em 2017 um bloco gigantesco se soltou da frente do glaciar e virou notícia mundo afora.
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  6. 05

    Refugio Grey

    16:00 · 60m
    Pendurado acima da face leste do glaciar, é o menor refúgio do W, então reserve beliche ou plataforma de barraca com meses de antecedência. Jantar quente precisa ser contratado junto com a hospedagem. Confirme na recepção, ainda hoje, os horários do barco e do caiaque de amanhã.
    Sobre este lugar

    O menor dos refúgios do W, plantado acima da face leste do Glaciar Grey.

    História
    Começou como abrigo simples para quem cruzava o circuito O e foi crescendo conforme o trekking, sempre limitado pelo terreno apertado.
    Por que é famoso
    É a cama mais próxima do glaciar e o ponto de partida dos passeios de barco e caiaque entre os icebergs.
    Você sabia
    Ao norte daqui o circuito O sobe até o Paso John Gardner, de onde se abre a vista do Campo de Gelo Sul, a maior massa de gelo do hemisfério sul fora da Antártida.
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Dia 39/1/2026

Glaciar Grey a pé

Glaciar Grey

Previsão
2°-2°

Neve

91%6 km/h
Leve um guarda-chuvaAgasalhe-se
A manhã sobe forte até o Mirador Grey, com pontes suspensas balançando sobre a ravina e o gelo se abrindo ao norte. Depois do almoço no refúgio, sobram onze quilômetros de volta a Paine Grande com o vento da tarde na cara.

Visão geral

Você acorda praticamente em cima do glaciar. A subida ao norte do refúgio até o Mirador Grey leva cerca de uma hora puxada e passa por pontes suspensas que balançam de verdade e só aceitam uma pessoa por vez. Lá de cima o gelo aparece de ponta a ponta, sumindo para dentro do Campo de Gelo Sul. É daqui que o circuito O segue para o Paso John Gardner, enquanto o W dá meia-volta. O almoço no Refugio Grey é cedo de propósito. Se o vento deixar, dá tempo de um passeio de barco ou de caiaque entre os icebergs, na frente do glaciar. Depois vem a parte ingrata do dia, os mesmos 11 quilômetros de volta a Paine Grande, agora com o vento da tarde de frente.

Dicas práticas

  • Saia às 7h30 para pegar as pontes vazias, porque passa uma pessoa de cada vez e a fila se forma rápido.
  • Suba ao mirante só com água, lanche e corta-vento, e deixe o resto no refúgio.
  • Barco e caiaque saem em horário fixo e cancelam com vento forte. Confirme na recepção na noite anterior.
  • Bastões salvam os joelhos na volta, principalmente na crista aberta perto de Paine Grande.
  • Protetor solar e óculos escuros mesmo com céu fechado, porque a luz refletida no gelo queima.

Como se locomover

O dia inteiro é a pé. Do Refugio Grey até o mirante e as pontes é cerca de uma hora de subida, com ida e volta em torno de três horas contando as paradas. O retorno a Paine Grande repete os 11 quilômetros da véspera, de três a quatro horas, e o trecho final na crista aberta é onde o vento castiga mais.

Cultura local

O Glaciar Grey faz parte do Campo de Gelo Sul, a maior massa de gelo do hemisfério sul fora da Antártida. Ele vem recuando de forma bem documentada, e a equipe do refúgio costuma apontar onde a frente estava poucos anos atrás. Nos refúgios existe uma etiqueta que ninguém escreveu mas todo mundo segue: bota fora do dormitório, silêncio depois das 22h e nada de lixo deixado para trás. O que entra na trilha sai com você, inclusive o papel.

  1. 01

    Mirador Grey & suspension bridges

    07:30 · 180m
    Uma hora de subida firme ao norte do refúgio, com pontes suspensas que passam uma pessoa de cada vez. Saia às 7h30 para pegá-las vazias. Lá de cima o gelo se abre de ponta a ponta. Daqui o circuito O segue para o Paso John Gardner; quem faz o W dá meia-volta e volta pelo mesmo caminho.
    Sobre este lugar

    O mirante ao norte do Refugio Grey, alcançado por uma subida curta e por pontes suspensas penduradas sobre ravinas.

    História
    As pontes fazem parte do traçado do circuito O, que contorna todo o maciço, e substituíram travessias bem mais improvisadas.
    Por que é famoso
    Daqui o glaciar aparece inteiro, sumindo para dentro do Campo de Gelo Sul, e as pontes viraram foto obrigatória da travessia.
    Você sabia
    As pontes passam uma pessoa por vez e balançam bastante com vento. A frente do glaciar que você vê lá embaixo tem vários quilômetros de largura, o que engana quem olha de longe.
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  2. 02

    Refugio Grey

    11:00 · 45m
    De volta ao cais para um almoço cedo. Se o vento deixar, o barco ou o caiaque chega perto da frente do glaciar, uma hora e meia bem gasta. Cancelamento por vento é comum, então não conte com o passeio no planejamento. Encha as garrafas antes de sair, os 11 quilômetros de volta não têm onde comprar nada.
    Sobre este lugar

    O mesmo refúgio acima do glaciar, que durante o dia funciona como cais e cozinha para quem sobe ao mirante ou sai de barco.

    História
    A operação de barco e caiaque no Lago Grey nasceu do turismo de excursão que chega pelo lado sul do lago, de carro, e hoje atende também quem está na trilha.
    Por que é famoso
    É a única estrutura do circuito com acesso direto à frente do glaciar, seja a pé pelo mirante, seja pela água.
    Você sabia
    Os passeios dependem inteiramente do vento. O Lago Grey levanta ondas rápido, e cancelamento de última hora é rotina, não exceção.
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  3. 03

    Refugio Paine Grande

    16:00 · 60m
    Refazer os 11 quilômetros leva de três a quatro horas, com o vento da tarde batendo forte na crista aberta. Deixe os bastões à mão desde a saída. Chegando, garanta a cama, tome banho antes da fila crescer e jante cedo, porque amanhã o dia é longo até o Valle del Francés.
    Sobre este lugar

    O refúgio na margem do Pehoé onde a maioria dos trekkers dorme entre o braço do glaciar e o Valle del Francés.

    História
    O nome vem do Cerro Paine Grande, a montanha que fecha o horizonte a norte. O lugar foi ganhando dormitórios, camping e cozinha conforme o W virou rota de massa.
    Por que é famoso
    É o nó logístico do lado oeste do parque, com catamarã, área de barracas e o único mercadinho da região.
    Você sabia
    A crista aberta entre o Grey e o Paine Grande é um dos trechos mais ventosos da trilha. Rajadas acima de 100 km/h são registradas no parque na primavera.
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Dia 49/2/2026

Valle del Francés

Valle del Frances

Previsão
2°-9°

Neve

55%5 km/h
Leve um guarda-chuvaAgasalhe-se
O vale mais verde do maciço, onde as avalanches estouram no glaciar suspenso do outro lado da garganta e o fundo do vale abre um anfiteatro de granito. Dia longo, de subida pela manhã e travessia até a margem do Nordenskjöld no fim da tarde.

Visão geral

De Paine Grande até o Campamento Italiano são cerca de 7,5 quilômetros planos pela margem do Lago Skottsberg, um aquecimento antes do que interessa. No acampamento gratuito da CONAF, na boca do vale, você larga a mochila grande e sobe leve. O Mirador Francés chega em cerca de uma hora e pede paciência, porque o glaciar suspenso do outro lado da garganta solta avalanches com frequência e o estrondo chega alguns segundos depois de a neve começar a descer. Quem tem perna continua até o Mirador Británico, no fundo do vale, onde os Cuernos, a Aleta de Tiburón e o Cerro Paine Grande fecham um círculo quase completo. Depois é descer tudo, pegar a mochila e seguir para leste até o Refugio Los Cuernos, na margem do Nordenskjöld.

Dicas práticas

Hoje é o dia mais longo da trilha, e o relógio importa mais que as pernas.

  • Comece cedo. O vale costuma fechar com nuvem no meio da manhã, e o Británico só compensa com visibilidade.
  • A mochila grande fica no Italiano, mas leve corta-vento e comida, porque o tempo lá em cima muda em minutos.
  • Com vento muito forte, pare no Mirador Francés. Os guarda-parques fecham o trecho de cima com alguma frequência.
  • Reserve Los Cuernos com muita antecedência e inclua o jantar. Depois de dez horas de trilha ninguém quer cozinhar.

Como se locomover

Tudo a pé e sem atalho possível. São cerca de 7,5 quilômetros de Paine Grande até o Campamento Italiano, mais ou menos duas horas. Do Italiano ao Mirador Británico e de volta dá em torno de quatro horas, com subida contínua desde a boca do vale e pedra solta perto do topo. Depois, mais uns 5 quilômetros para leste até Los Cuernos. Somando tudo, são dez a onze horas de movimento, então trate os horários de parada como parte do plano.

Cultura local

Os nomes do vale vêm das expedições de escalada que usaram a região como base no século XX, e é por isso que os dois mirantes se chamam Francés e Británico. O Campamento Italiano é gratuito e administrado pela CONAF, mas a reserva continua obrigatória, mesmo sem pagar nada, e os guarda-parques conferem antes da subida. Guanaco não sobe até aqui, mas caracará ronda os acampamentos atrás de comida, então não deixe mochila aberta nem saco de lanche solto no chão.

  1. 01

    Campamento Italiano

    08:30 · 30m
    Deixe a mochila grande no acampamento gratuito da CONAF, na boca do vale, e suba só com água, lanche e corta-vento. Não há loja nem comida aqui, apenas banheiro simples e área de barracas. A reserva continua obrigatória mesmo sendo de graça, e os guarda-parques conferem antes de liberar a subida.
    Sobre este lugar

    Um acampamento básico e gratuito da CONAF na boca do Valle del Francés, onde o rio do vale encontra a trilha principal.

    História
    Nasceu como campo de apoio de expedições de escalada ao maciço, e o nome guarda a lembrança dos grupos italianos que subiram por ali.
    Por que é famoso
    É onde todo mundo larga a mochila grande antes de subir o vale, o que faz dele o depósito informal mais movimentado do parque.
    Você sabia
    Mesmo sem custar nada, exige reserva antecipada. Sem ela os guarda-parques não liberam a subida do vale.
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  2. 02

    Mirador Frances

    10:00 · 60m
    Sente e espere. As avalanches caem do glaciar suspenso do outro lado da garganta com boa frequência, e o estrondo chega alguns segundos depois de a neve começar a descer. Uma hora aqui costuma render duas ou três. Com vento muito forte, pare por aqui mesmo e não siga para o Británico.
    Sobre este lugar

    Um mirante voltado para o glaciar suspenso do Francés, do outro lado da garganta do vale.

    História
    O gelo pendurado na parede do Paine Grande se parte por gravidade, e o material que despenca alimenta o rio que desce o vale.
    Por que é famoso
    As avalanches são frequentes e visíveis a olho nu, coisa rara de assistir de perto e em segurança.
    Você sabia
    Você vê a neve descer antes de ouvir. O som leva alguns segundos para cruzar a garganta, o que dá a real noção da distância envolvida.
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  3. 03

    Mirador Britanico

    12:00 · 120m
    O fundo do vale abre um círculo quase completo de Cuernos, Aleta de Tiburón e Cerro Paine Grande. É o ponto de meia-volta do W clássico. Suba só com tempo aberto, porque com nuvem baixa não se vê nada e são duas horas extras de ida e volta. Leve casaco, o vento aqui não dá trégua.
    Sobre este lugar

    O ponto final do Valle del Francés, num circo de granito cercado por Cuernos, Aleta de Tiburón, Espada e Cerro Paine Grande.

    História
    O nome vem dos acampamentos de expedições britânicas que usaram o vale como base de escalada, assim como o mirante de baixo herdou o nome dos franceses.
    Por que é famoso
    É a meia-volta do braço central do W e a vista mais fechada de picos que a trilha oferece.
    Você sabia
    O topo escuro dos Cuernos é rocha sedimentar mais antiga apoiada sobre o granito claro que veio depois, de baixo. A ordem é o contrário do que quase todo mundo imagina ao olhar.
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  4. 04

    Refugio Los Cuernos

    17:00 · 60m
    Cabanas na margem do Nordenskjöld, debaixo dos Cuernos. Depois de dez horas de trilha, o chuveiro quente e o jantar pronto valem o preço. Reserve a refeição junto com a cama, porque não dá para contratar na hora. Estenda meias e camiseta no varal antes do jantar, secam com o vento da noite.
    Sobre este lugar

    Um conjunto de cabanas e dormitórios na margem norte do Lago Nordenskjöld, debaixo dos Cuernos del Paine.

    História
    Faz parte da concessão do setor leste, ligada à Estancia Cerro Paine, que administra também o Chileno e o setor Central.
    Por que é famoso
    A posição, entre a parede dos Cuernos e a água do Nordenskjöld, é a melhor entre as hospedagens da trilha.
    Você sabia
    Os refúgios do W pertencem a duas empresas diferentes, com sistemas de reserva separados. É isso que faz a logística parecer mais complicada do que a trilha em si.
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Dia 59/3/2026

Beira do Lago Nordenskjöld

Refugio Chileno

Previsão
3°-1°

Neve

57%14 km/h
Leve um guarda-chuvaAgasalhe-se
Dia mais leve, colado no azul leitoso do Nordenskjöld com os Cuernos subindo da outra margem. No fim da tarde, a virada para o vale do Ascencio deixa você dormindo alto e perto das torres.

Visão geral

Depois de dois dias duros, o corpo agradece. O caminho de Los Cuernos até o setor leste segue quase todo colado no Lago Nordenskjöld, e o mirante da manhã explica bem a cor da água, um turquesa opaco de pó de rocha em suspensão. Do outro lado, os Cuernos sobem em faixas de granito claro e sedimento escuro. No começo da tarde você chega ao centro de visitantes do Hotel Las Torres, que tem restaurante de verdade e serve a última comida quente sentada antes da subida. Daí em diante o terreno vira para cima, entrando no vale do Ascencio até o Refugio Chileno. Dormir aqui encurta bastante a madrugada de amanhã.

Dicas práticas

  • Reserve o Chileno assim que tiver as datas. É o refúgio mais disputado do parque, justamente por causa do nascer do sol.
  • Coma bem no almoço do Las Torres, porque o jantar no refúgio é simples e cedo.
  • A subida do Ascencio pega vento de funil no meio da tarde. Prenda o boné e feche bem a mochila.
  • Separe roupa quente e lanterna de cabeça no topo da mochila hoje à noite, já que amanhã você sai antes das 5h.
  • Se der para deixar a bagagem grande guardada no Las Torres, deixe. Você volta a este mesmo ponto amanhã.

Como se locomover

São cerca de 12 quilômetros de Los Cuernos até o setor Las Torres, de quatro a cinco horas de sobe e desce suave pela margem do lago. Do centro de visitantes até o Refugio Chileno são mais 4,5 quilômetros, com uma hora e meia a duas de subida firme pelo vale do Ascencio. Existe uma van interna ligando a portaria de Laguna Amarga ao hotel, útil para bagagem, mas ela não sobe para o Chileno. A partir do hotel, só a pé.

Cultura local

O lago leva o nome de Otto Nordenskjöld, geólogo sueco que explorou a Patagônia na virada do século XX. Boa parte do setor leste fica em terras da Estancia Cerro Paine, ainda tocada por uma família da região, e é por isso que a estrutura aqui lembra mais um hotel de campo do que um parque nacional. Você vai cruzar com cavalos carregando mantimentos para o Chileno, já que não existe estrada até lá. Saia da trilha, fique parado e deixe a tropa passar sem barulho.

  1. 01

    Mirador Lago Nordenskjold

    09:00 · 45m
    Parada rápida no meio da manhã, com o lago em azul leitoso e os Cuernos subindo da outra margem em faixas claras e escuras. Meia hora dá conta. A luz fica melhor com sol de lado, no começo do dia. É um bom lugar para o lanche antes do trecho mais longo até o setor Las Torres.
    Sobre este lugar

    Um mirante na trilha entre Los Cuernos e o setor Las Torres, aberto para o lago e para a parede dos Cuernos.

    História
    O lago leva o nome de Otto Nordenskjöld, geólogo sueco que explorou a Patagônia e a Antártida na virada do século XX.
    Por que é famoso
    A cor da água, um turquesa opaco, aparece em boa parte das fotos que representam o parque.
    Você sabia
    Esse tom vem da farinha glacial, pó de rocha moído pelo gelo. As partículas são finas demais para afundar e ficam em suspensão o ano inteiro.
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  2. 🚗drive· 53 min· 29.8 km↗ Directions
  3. 02

    Hotel Las Torres welcome center

    13:30 · 45m
    Restaurante de verdade, com almoço sentado e a última comida quente antes da subida. Encha as garrafas e use o banheiro aqui. Se quiser, deixe a bagagem grande guardada e suba leve para o Chileno, já que amanhã você volta a este mesmo ponto no fim da trilha.
    Sobre este lugar

    O centro de visitantes e hotel do setor leste do parque, na entrada do vale do Ascencio.

    História
    A área pertence à Estancia Cerro Paine, uma fazenda de ovelhas que foi se convertendo em operação de turismo à medida que o trekking cresceu.
    Por que é famoso
    É a largada e a chegada da caminhada até a Base Las Torres, a trilha mais percorrida do Chile.
    Você sabia
    Boa parte do setor leste é terra privada dentro do parque nacional, o que explica por que a estrutura aqui parece mais de hotel do que de área protegida.
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  4. 🚗drive· 3 min· 900 m↗ Directions
  5. 03

    Refugio Chileno

    16:30 · 60m
    Dormir alto no vale do Ascencio corta quase duas horas da subida de madrugada e coloca você na frente dos grupos de bate-volta. É o refúgio mais disputado do parque, então reserve assim que tiver as datas. Jante cedo, separe roupa quente e lanterna, e apague antes das 21h.
    Sobre este lugar

    O único refúgio dentro do vale do Ascencio, no caminho entre o setor Las Torres e o mirante das torres.

    História
    Ocupa uma clareira estreita ao lado do rio e passou por reformas para dar conta da demanda depois que o parque limitou o acampamento mais acima.
    Por que é famoso
    Dormir aqui é a forma mais confiável de chegar ao mirante no nascer do sol sem uma madrugada inteira de subida.
    Você sabia
    O antigo Campamento Torres, mais alto e mais perto do mirante, foi fechado. Hoje o Chileno é o ponto habitado mais próximo das torres.
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Dia 69/4/2026

Amanhecer na Base Las Torres

Mirador Las Torres

Previsão
2°-3°

Garoa

25%8 km/h
Leve um guarda-chuvaAgasalhe-se
A recompensa da trilha. Subida de lanterna pela morena para ver a primeira luz incendiar as três torres de granito sobre a lagoa, e depois a longa descida até o fim da caminhada.

Visão geral

Despertador às 4h e café rápido no Chileno. São cerca de 4 quilômetros até o mirante, e o último trecho é um campo de blocos que obriga todo mundo a ir devagar, procurando a marcação com a lanterna. Você chega no escuro, senta perto da lagoa e espera. O alpenglow dura pouco, uns vinte minutos entre o rosa e o vermelho forte nas três torres, e depois a luz vira comum de novo. Vale ficar mais um pouco, porque quando chegam os grupos de bate-volta o silêncio acaba. A descida é longa. Primeiro de volta ao Chileno, depois o vale do Ascencio inteiro até o Hotel Las Torres, onde a trilha termina de verdade.

Dicas práticas

  • Lanterna de cabeça com pilha nova e uma reserva. Campo de blocos no escuro não perdoa improviso.
  • Vista tudo o que você tem no mirante. Parado, esperando o sol, o frio chega rápido mesmo em dia bom.
  • Leve o café da manhã na mochila e coma no alto, depois da luz.
  • Com céu totalmente fechado, durma mais e suba às 8h. As torres sem sol continuam enormes e o caminho fica mais seguro.
  • Guarde um jogo de roupa limpa no Las Torres. Chuveiro quente e pisco sour combinam melhor com roupa seca.

Como se locomover

Tudo a pé. São cerca de 8 quilômetros ida e volta entre o Chileno e o mirante, com duas horas de subida e uma hora e meia de descida, se o joelho ajudar. Do Chileno até o Hotel Las Torres são mais 4,5 quilômetros, quase todos em descida. No total, seis a sete horas de trilha contando as paradas. Do hotel saem vans até a portaria de Laguna Amarga, onde param os ônibus para Puerto Natales.

Cultura local

As torres são de granito que esfriou por baixo de camadas de rocha sedimentar mais escura, depois levadas pela erosão. O topo escuro que sobrou em alguns picos vizinhos é o resto dessa capa antiga. A primeira subida à Torre Central foi em 1963, por uma dupla britânica, e as paredes daqui continuam sendo objetivo sério de escalada. No mirante, respeite a lagoa. Banho é proibido, a água fica perto de zero grau e resgate aqui em cima demora.

  1. 01

    Refugio Chileno

    04:30 · 30m
    Saia no escuro, com lanterna de cabeça e todas as camadas vestidas. O último quilômetro é campo de blocos e deixa todo mundo em ritmo lento, então some tempo à sua estimativa. Leve o café da manhã na mochila para comer no alto, depois da luz. O que não for usar fica no refúgio e você pega na volta.
    Sobre este lugar

    O refúgio do vale do Ascencio, ponto de partida da subida de madrugada até a Base Las Torres.

    História
    Todo o abastecimento sobe a cavalo por essa mesma trilha, porque não existe estrada até aqui.
    Por que é famoso
    É de onde saem, ainda no escuro, quase todas as lanternas que se veem subindo a morena antes do amanhecer.
    Você sabia
    A trilha final é sinalizada com estacas e tinta nas pedras, marcação fácil de perder no escuro. Por isso quase todo mundo sobe em fila, atrás de quem já conhece o caminho.
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  2. 02

    Mirador Las Torres

    06:45 · 120m
    Chegue antes do nascer do sol para o alpenglow que deixa as três torres vermelhas sobre a lagoa. A cor some em uns vinte minutos. Depois disso o lugar esvazia e volta a ficar bom por mais uma hora. Não desça até a água com pressa, as pedras da morena são soltas e escorregam.
    Sobre este lugar

    O mirante sobre a lagoa glacial aos pés das três torres de granito que dão nome ao parque.

    História
    A Torre Central teve sua primeira escalada em 1963, por uma dupla britânica, e desde então as paredes daqui entraram no calendário do alpinismo mundial.
    Por que é famoso
    As três torres com a luz do amanhecer viraram o cartão-postal do Chile.
    Você sabia
    O granito das torres tem cerca de 12 milhões de anos, jovem para uma cordilheira, e o corpo de rocha que as formou é um dos mais estudados por geólogos no mundo.
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  3. 03

    Hotel Las Torres

    13:30 · 90m
    Fim da trilha. Banho quente, pisco sour e as torres agora atrás de você. Se já tem transporte marcado, confirme na chegada o horário da van até a portaria de Laguna Amarga, porque as últimas saídas são no meio da tarde. Guarde tempo para trocar de roupa e comer antes de pegar a estrada.
    Sobre este lugar

    O hotel histórico do setor leste, onde a maioria das travessias do W começa ou termina.

    História
    Funcionava como casa de estância de criação de ovelhas antes de virar hospedagem, e a família proprietária continua tocando a operação.
    Por que é famoso
    É o fim natural da trilha, com chuveiro quente, restaurante e transporte para a portaria de Laguna Amarga.
    Você sabia
    Muitas famílias de Magallanes têm origem croata, resultado de uma imigração forte no fim do século XIX, e sobrenomes croatas aparecem em estâncias, restaurantes e ruas da região.
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Dia 79/5/2026

Cueva del Milodón e volta para casa

Puerto Natales

Previsão
8°-2°

Parcialmente nublado

0%14 km/h
Agasalhe-se
Saída lenta pela estepe, com parada na caverna onde acharam a pele de uma preguiça-gigante e um último almoço de centolla na beira do fiorde antes da estrada para Punta Arenas.

Visão geral

O último dia é de estrada e de despedida. Na saída pela portaria de Laguna Amarga, mantenha o olho na estepe, porque é ali que ficam os bandos de guanaco e onde os condores costumam circular no meio da manhã. A caminho de Puerto Natales, a Cueva del Milodón fica a poucos quilômetros da rota. É uma caverna enorme, aberta pela água em rocha de conglomerado, conhecida pelo pedaço de pele de milodón achado ali em 1895. Depois vem o almoço na Costanera, com centolla, o caranguejo-real que virou o prato da cidade, e às 15h30 o ônibus para Punta Arenas, três horas de volta pelo mesmo pampa da chegada.

Dicas práticas

O dia é curto e todo mundo tem voo, então o cuidado hoje é com margem de tempo.

  • Compre a passagem do ônibus para Punta Arenas na véspera, na rodoviária de Puerto Natales.
  • Marque o voo de PUQ para depois das 20h. Três horas de estrada mais o check-in não deixam folga.
  • A entrada da Cueva del Milodón se paga na hora e o valor muda entre alta e baixa temporada. Leve pesos em dinheiro por segurança.
  • Dentro da caverna faz frio e venta mesmo em dia de sol, então não guarde o casaco no fundo da mala.
  • Peça a centolla simples, com manteiga e limão, e desconfie das versões afogadas em creme.

Como se locomover

O trecho de hoje é todo motorizado. Da portaria de Laguna Amarga até Puerto Natales são cerca de duas horas. A Cueva del Milodón fica a uns 25 quilômetros da cidade, no caminho do parque, mas nem todo ônibus regular para lá, então acerte a parada antes de sair do hotel se estiver em transfer contratado. De Puerto Natales a Punta Arenas são cerca de 250 quilômetros pela Ruta 9, mais ou menos três horas com uma parada rápida.

Cultura local

O achado de 1895 mexeu com a Europa da época, porque o couro parecia fresco demais para ser antigo, e por um tempo houve gente convencida de que o bicho ainda vivia em algum canto da Patagônia. Não vivia. Hoje uma réplica em tamanho real do milodón fica logo na entrada da caverna e é o retrato de praxe de quem passa por ali. Em Puerto Natales o animal virou quase um mascote, aparece em placa, rótulo de cerveja e camiseta, e ninguém acha estranho.

  1. 01

    Laguna Amarga park exit

    09:00 · 90m
    Na saída, mantenha o olho na estepe, onde ficam os bandos de guanaco e onde os condores circulam no meio da manhã. A guarita marca o limite leste do parque e é onde os ônibus param. Tenha o comprovante à mão. Se aparecer puma na beira da estrada, fique dentro do veículo e não desça para fotografar.
    Sobre este lugar

    A guarita da CONAF no limite leste do parque, ao lado de uma laguna salobra onde a estepe começa.

    História
    É a entrada histórica pelo lado de Puerto Natales e parada obrigatória dos ônibus desde que o trekking virou rotina por aqui.
    Por que é famoso
    É a última visão do maciço inteiro para quem sai, e a área com maior concentração de guanaco do parque.
    Você sabia
    Onde há guanaco, há puma. A estepe em volta de Laguna Amarga virou um dos melhores lugares do mundo para ver puma selvagem, quase sempre no começo e no fim do dia.
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  2. 🚗drive· 72 min· 99.9 km↗ Directions
  3. 02

    Cueva del Milodon

    11:30 · 60m
    Uma caverna enorme, de cerca de 200 metros de profundidade, onde foi achada a pele de uma preguiça-gigante em 1895. Uma réplica em tamanho real do milodón fica logo na entrada. Uma hora dá conta, incluindo a trilha curta até o mirante. Faz frio e venta lá dentro mesmo em dia de sol, leve casaco.
    Sobre este lugar

    Uma caverna enorme escavada pela água em rocha de conglomerado, com cerca de 200 metros de profundidade, protegida como monumento natural.

    História
    Em 1895 o colono alemão Hermann Eberhard encontrou ali um pedaço de couro com pelos, depois identificado como de milodón, uma preguiça-gigante extinta. Escavações posteriores acharam ossos, fezes e vestígios de ocupação humana antiga.
    Por que é famoso
    A conservação do material era tão boa que levou naturalistas europeus a discutir se o animal ainda estaria vivo em algum ponto da Patagônia.
    Você sabia
    Bruce Chatwin abre o livro Na Patagônia com um pedaço dessa pele guardado no armário da avó, e foi essa lembrança de infância que o trouxe até aqui.
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  4. 🚗drive· 20 min· 24.6 km↗ Directions
  5. 03

    Costanera lunch, Puerto Natales

    13:30 · 75m
    Peça centolla, o caranguejo-real da região e o prato da cidade. Simples é melhor, com manteiga e limão, sem creme por cima. Pergunte se é fresca ou congelada, porque depende da época de pesca. Reserve mesa se for fim de semana e conte com uns 75 minutos, o serviço aqui não tem pressa.
    Sobre este lugar

    Os restaurantes da beira da água de Puerto Natales, onde o prato da casa é a centolla, o caranguejo-real do extremo sul.

    História
    A pesca artesanal de centolla nos canais de Magallanes sustenta parte da economia local desde muito antes do turismo, e boa parte da produção sempre foi para exportação.
    Por que é famoso
    A centolla de Magallanes tem fama no Chile inteiro, e Natales é um dos lugares onde ela sai mais fresca e por menos dinheiro.
    Você sabia
    A pesca tem período de veda definido por lei para proteger a reprodução, então a centolla realmente fresca depende da época do ano. Fora dela, o que chega à mesa costuma ser congelado.
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  6. 🚗drive· 176 min· 247.5 km↗ Directions
  7. 04

    Bus to Punta Arenas

    15:30 · 180m
    Três horas pela Ruta 9 até Punta Arenas, com chegada no fim da tarde. Compre a passagem na véspera, na rodoviária de Puerto Natales. Marque o voo de PUQ depois das 20h para ter folga. Se sobrar tempo na cidade, o cemitério municipal fica perto do centro e vale a caminhada.
    Sobre este lugar

    O retorno de três horas por estrada até Punta Arenas, na margem do Estreito de Magalhães, onde fica o aeroporto da região.

    História
    A cidade foi fundada em 1848 para garantir a soberania chilena sobre o estreito e cresceu como porto de abastecimento dos navios que davam a volta pelo extremo sul do continente.
    Por que é famoso
    O aeroporto de Punta Arenas concentra os voos para Santiago e para a Antártida, e é por onde quase todo mundo entra e sai da Patagônia chilena.
    Você sabia
    Até 1914, quando o Canal do Panamá abriu, o estreito era a passagem mais usada entre o Atlântico e o Pacífico. O movimento caiu rápido depois disso e a cidade teve que se reinventar.
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Dia 8

Dia 8

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