Paris, France
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1st arrondissement, Paris
Um dia inteiro no 1º arrondissement, com dois museus grandes e um jardim no meio para descansar as pernas. Você toma o café nas arcadas do Palais Royal, entra no Louvre assim que ele abre e vai direto para a ala Denon, enquanto as salas ainda estão vazias. O almoço é longo, de frente para a pirâmide. Depois o ritmo cai de vez, com uma cadeira verde ao lado dos tanques das Tulherias e a travessia do Sena até o Musée d'Orsay, onde os impressionistas ocupam o último andar. O jantar em Saint-Germain-des-Prés fecha o dia sem pressa nenhuma.
Reserve o horário do Louvre pelo site com antecedência e chegue uns dez minutos antes do seu slot. O museu fecha às terças e o Orsay fecha às segundas, então confira o dia da sua visita antes de sair do hotel. Se os dois entrarem no plano, vale comparar com o preço do Paris Museum Pass.
Tudo aqui se faz a pé. Do Palais Royal até a entrada do Carrousel são cinco minutos, e o Café Marly fica dentro do próprio palácio do Louvre. As Tulherias começam na saída oeste do museu e seguem em linha reta até a Place de la Concorde. Do jardim, atravesse o Sena pela Passerelle Léopold-Sédar-Senghor e o Orsay está do outro lado, uns quinze minutos no total. De lá até Les Deux Magots são mais quinze minutos pelo Boulevard Saint-Germain. Se as pernas pedirem, a linha 12 resolve em duas estações, de Solférino a Saint-Germain-des-Prés.
Diga bonjour ao entrar em qualquer café e madame ou monsieur ao pedir a conta. Isso muda o atendimento em Paris mais do que qualquer outra coisa. No balcão o café sai mais barato do que na mesa, e os dois preços aparecem no cardápio afixado na parede. As cadeiras verdes das Tulherias são de uso livre, dá para arrastar até a beira do tanque. Agosto é mês de férias na França, então muitos endereços de bairro fecham por duas ou três semanas. Os museus e as casas grandes de Saint-Germain seguem abertos.
Cafe Kitsune Palais Royal
Um café da marca franco-japonesa Maison Kitsuné instalado nas arcadas do Palais Royal, conhecido pelo matcha e pelo espresso rápido.
Louvre Museum
O maior museu de arte do mundo, dentro de um antigo palácio real na margem direita do Sena.
Cafe Marly
Restaurante e café instalado sob as arcadas do próprio palácio do Louvre, com terraço voltado para a pirâmide de vidro.
Tuileries Garden
O jardim formal que liga o Louvre à Place de la Concorde, com aleias de saibro, estátuas e dois grandes tanques de água.
Musee d'Orsay
Museu da arte francesa de 1848 a 1914, com a maior coleção de impressionistas do mundo, dentro de uma antiga estação de trem.
Les Deux Magots
Café histórico de Saint-Germain-des-Prés, com terraço voltado para a igreja mais antiga de Paris.
7th arrondissement, Paris
Depois da maratona de museus de ontem, hoje é dia de ar livre e de um marco muito alto. A manhã começa na Rue Cler, rua de mercado que acorda devagar, e segue a pé até a Torre Eiffel para a primeira vista grande da viagem. Do mirante você desce direto para o gramado do Champ de Mars, com a torre em cima da sua cabeça e a comida comprada na rua. A tarde é mais silenciosa no Museu Rodin, onde o jardim conta metade da história. À noite, a luz de fim de agosto sobre o Sena até a passarela do Musée d'Orsay, e clássicos de bistrô no Café Constant. Amanhã tem subida cedo para Montmartre, mas hoje o jantar pode demorar.
O dia inteiro se faz a pé, sem metrô. Do Café du Marché até a Torre Eiffel são 16 minutos, e mais 9 até o ponto do piquenique no Champ de Mars. Até o Museu Rodin são cerca de 26 minutos, o trecho mais longo do dia, então saia do gramado com folga. De lá até a beira do Sena são 14 minutos, e o Café Constant fica a 4 minutos do fim da caminhada.
Nas barracas da Rue Cler, um bonjour antes de apontar para o pão muda o tom da conversa. Não escolha a fruta com a mão, peça e deixe o vendedor servir. Na torre, a revista de bolsas na segurança pede alguns minutos de antecedência em relação ao horário do ingresso. Piquenique no Champ de Mars é normal e esperado, só leve seu lixo de volta, porque as lixeiras enchem rápido em dia de sol. No fim da tarde os cais ficam cheios de parisienses fazendo o mesmo passeio, e boa parte do programa é olhar as pessoas.
Cafe du Marche
Bistrô de esquina na Rue Cler, rua de mercado fechada para carros no 7º arrondissement, cheio do café da manhã ao jantar.
Eiffel Tower
A torre de ferro de cerca de 330 metros na beira do Sena, com três níveis abertos ao público.
Champ de Mars picnic
O grande gramado retangular entre a Torre Eiffel e a École Militaire, aberto e usado como parque público.
Rodin Museum
Museu dedicado a Auguste Rodin, dentro do Hôtel Biron, casarão do século 18 com um jardim de vários hectares.
Seine evening walk
A caminhada pelos cais do Sena entre a Torre Eiffel e o Musée d'Orsay, parte na calçada alta, parte na margem baixa.
Cafe Constant
Bistrô de dois andares na Rue Saint-Dominique, sem toalha de mesa e sem cerimônia, com cozinha francesa clássica.
Montmartre, Paris
O último dia junta dois bairros de personalidade oposta. De manhã, Montmartre ainda funciona como vilarejo, com ruas estreitas, escadarias e a cúpula branca do Sacré-Coeur no ponto mais alto de Paris. Você toma café na esquina rosa que Utrillo pintou, sobe até a basílica antes dos ônibus de excursão, passa pelos retratistas da Place du Tertre e almoça sem pressa numa antiga auberge. À tarde a viagem muda de tom no Marais, com as arcadas de tijolo da Place des Vosges e as galerias cobertas onde dá para andar na sombra. O jantar é provençal, a poucos passos da praça.
Chegue em Montmartre cedo. Depois das 11h, a Place du Tertre e a escadaria da basílica ficam cheias, e o mesmo passeio rende metade.
Montmartre se faz a pé, mas é ladeira de verdade, com calçamento irregular. Da Maison Rose até o Sacré-Coeur são uns 7 minutos de subida, e a Place du Tertre fica logo atrás da basílica. Para descer ao Marais, pegue a linha 12 em Abbesses até Madeleine e troque para a linha 8 até Chemin Vert, que deixa você a dois quarteirões da Place des Vosges. São cerca de 35 minutos com a baldeação. A estação Abbesses é a mais funda do metrô parisiense, então use o elevador em vez da escada em caracol. Do Chez Janou até a praça são 3 minutos a pé.
Montmartre é bairro residencial, com gente morando atrás das fachadas mais fotografadas. Fale baixo nas ruelas de manhã e não bloqueie a porta de ninguém para a foto. Nos cafés da colina, ficar horas com um único pedido é aceito, ninguém vai apressar a sua saída. No Marais, muitas lojas abrem no domingo, o que é exceção em Paris, e várias casas do bairro judaico fecham no sábado. O serviço já vem incluído na conta em toda a França, arredondar alguns euros é gentileza, não obrigação.
La Maison Rose
Casa de fachada rosa e persianas verdes na esquina da Rue de l'Abreuvoir com a Rue des Saules, hoje restaurante e café.
Sacre-Coeur
Basílica de pedra branca no alto da colina de Montmartre, o ponto natural mais alto de Paris.
Montmartre lanes
O conjunto de ruelas em volta da Place du Tertre, com a praça dos retratistas, casas baixas e uma vinha em plena cidade.
La Bonne Franquette
Auberge histórica na esquina da Rue des Saules com a Rue Saint-Rustique, com salão de época e um pátio-jardim nos fundos.
Place des Vosges
A praça quadrada mais antiga de Paris, cercada por 36 pavilhões de tijolo e pedra sobre galerias cobertas, no Marais.
Chez Janou
Bistrô provençal numa esquina tranquila atrás da Place des Vosges, com terraço na calçada e salão apertado.
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