Travolp.
Viagem compartilhada· compartilhada 7/27/2026

Three Days in,
Paris.

Paris, France

Preço da viagem Preço sob consulta
8/6/2026 → 8/8/20262 adultos
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↓ A viagem
Dias
3 dias
Paradas
18 paradas
Destinos
1 destino
Viajantes
2 adultos
Interesses

museums, riverside walks, cafes, late-summer light

Roteiro

3 capítulos
Dia 18/6/2026

Louvre e o Jardim das Tulherias

1st arrondissement, Paris

Manhã sob a pirâmide de vidro, antes de as salas encherem, uma pausa nas aleias de saibro das Tulherias e a travessia do Sena para ver os impressionistas na luz do fim de tarde.

Visão geral

Um dia inteiro no 1º arrondissement, com dois museus grandes e um jardim no meio para descansar as pernas. Você toma o café nas arcadas do Palais Royal, entra no Louvre assim que ele abre e vai direto para a ala Denon, enquanto as salas ainda estão vazias. O almoço é longo, de frente para a pirâmide. Depois o ritmo cai de vez, com uma cadeira verde ao lado dos tanques das Tulherias e a travessia do Sena até o Musée d'Orsay, onde os impressionistas ocupam o último andar. O jantar em Saint-Germain-des-Prés fecha o dia sem pressa nenhuma.

Dicas práticas

Reserve o horário do Louvre pelo site com antecedência e chegue uns dez minutos antes do seu slot. O museu fecha às terças e o Orsay fecha às segundas, então confira o dia da sua visita antes de sair do hotel. Se os dois entrarem no plano, vale comparar com o preço do Paris Museum Pass.

  • Entre pelo Carrousel du Louvre, a galeria subterrânea que sai na Rue de Rivoli. A fila costuma ser bem menor que a da pirâmide.
  • Sapato confortável e garrafa de água. Fazendo as três alas, dá mais de 3 km de caminhada dentro do museu.
  • No Café Marly, peça uma mesa junto ao parapeito da arcada. É de onde a pirâmide aparece inteira.
  • Em agosto o sol das 15h castiga nas Tulherias. A sombra fica nas aleias laterais, não no eixo central.

Como se locomover

Tudo aqui se faz a pé. Do Palais Royal até a entrada do Carrousel são cinco minutos, e o Café Marly fica dentro do próprio palácio do Louvre. As Tulherias começam na saída oeste do museu e seguem em linha reta até a Place de la Concorde. Do jardim, atravesse o Sena pela Passerelle Léopold-Sédar-Senghor e o Orsay está do outro lado, uns quinze minutos no total. De lá até Les Deux Magots são mais quinze minutos pelo Boulevard Saint-Germain. Se as pernas pedirem, a linha 12 resolve em duas estações, de Solférino a Saint-Germain-des-Prés.

Costumes e cultura local

Diga bonjour ao entrar em qualquer café e madame ou monsieur ao pedir a conta. Isso muda o atendimento em Paris mais do que qualquer outra coisa. No balcão o café sai mais barato do que na mesa, e os dois preços aparecem no cardápio afixado na parede. As cadeiras verdes das Tulherias são de uso livre, dá para arrastar até a beira do tanque. Agosto é mês de férias na França, então muitos endereços de bairro fecham por duas ou três semanas. Os museus e as casas grandes de Saint-Germain seguem abertos.

  1. 01

    Cafe Kitsune Palais Royal

    08:00 · 45m
    Chegue perto das 8h, quando as arcadas ainda estão vazias. O matcha latte é o pedido da casa. Há pouca mesa, quase todo mundo toma em pé ou sentado no jardim. Antes de sair, dê a volta pelas colunas listradas de Buren, no pátio ao lado. Dali até a entrada do Carrousel são cinco minutos.
    Sobre este lugar

    Um café da marca franco-japonesa Maison Kitsuné instalado nas arcadas do Palais Royal, conhecido pelo matcha e pelo espresso rápido.

    História
    A Maison Kitsuné nasceu em Paris como selo de música e marca de roupas, criada por Gildas Loaëc e Masaya Kuroki. Os cafés vieram depois, e este ocupa uma das galerias que cercam o jardim do Palais Royal, construídas no fim do século 18.
    Por que é famoso
    É um dos cafés mais fotografados de Paris, tanto pela raposa do logotipo quanto pelo endereço, dentro de um jardim de palácio.
    Você sabia
    Kitsuné quer dizer raposa em japonês, e a marca começou lançando música eletrônica anos antes de servir o primeiro café.
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  2. 🚶walk· 12 min· 800 m↗ Directions
  3. 02

    Louvre Museum

    09:00 · 150m
    Reserve o horário online e entre pelo Carrousel. Duas horas e meia dão para a ala Denon com calma (Mona Lisa, Vitória de Samotrácia, Vênus de Milo). A sala da Mona Lisa fica cheia em qualquer horário, veja e siga adiante. Fecha às terças, e a última entrada é bem antes do fechamento.
    Sobre este lugar

    O maior museu de arte do mundo, dentro de um antigo palácio real na margem direita do Sena.

    História
    Começou como fortaleza medieval de Filipe Augusto, no fim do século 12, virou palácio dos reis da França e abriu como museu público em 1793, depois da Revolução. A pirâmide de vidro do arquiteto Ieoh Ming Pei foi inaugurada em 1989.
    Por que é famoso
    Guarda a Mona Lisa, a Vênus de Milo e a Vitória de Samotrácia, e recebe mais visitantes por ano do que qualquer outro museu.
    Você sabia
    As fundações e o fosso da fortaleza medieval continuam no subsolo, e você caminha entre eles na seção do Louvre Médiéval, incluída no mesmo ingresso.
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  4. 🚶walk· 3 min· 300 m↗ Directions
  5. 03

    Cafe Marly

    12:00 · 75m
    Terraço sob as arcadas da ala Richelieu, com a pirâmide logo à frente. Peça mesa junto ao parapeito. Os preços são de vista, não de cozinha, então entrada e taça de vinho seguram a conta. Serve o dia todo, sem fechar entre almoço e jantar, o que ajuda se o museu atrasar você.
    Sobre este lugar

    Restaurante e café instalado sob as arcadas do próprio palácio do Louvre, com terraço voltado para a pirâmide de vidro.

    História
    Ocupa a ala Richelieu desde a grande reforma do museu nos anos 1990 e é tocado pelos irmãos Costes, donos de uma série de endereços parisienses de decoração marcante.
    Por que é famoso
    A vista, basicamente. É o único terraço que olha a pirâmide de dentro do pátio, a poucos metros dos espelhos d'água.
    Você sabia
    Você não precisa de ingresso do museu para sentar aqui. A entrada do café é pelo pátio, fora do controle de acesso da pirâmide.
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  6. 🚶walk· 9 min· 700 m↗ Directions
  7. 04

    Tuileries Garden

    13:30 · 60m
    As cadeiras verdes são de uso livre, arraste uma para a beira do tanque redondo do lado do Louvre e fique olhando os barquinhos. Uma hora basta para atravessar o jardim até a Place de la Concorde. Em agosto costuma haver um parque de diversões no lado norte, fácil de contornar pelas aleias do sul.
    Sobre este lugar

    O jardim formal que liga o Louvre à Place de la Concorde, com aleias de saibro, estátuas e dois grandes tanques de água.

    História
    Catarina de Médici mandou abrir o jardim em 1564, ao lado do palácio das Tulherias. André Le Nôtre, o mesmo de Versalhes, redesenhou tudo em 1664 no estilo à francesa. O palácio queimou durante a Comuna de Paris, em 1871, e nunca foi reconstruído, o que abriu a perspectiva que existe hoje.
    Por que é famoso
    É o jardim público mais antigo de Paris e o trecho central do eixo que segue reto do Louvre até o Arco do Triunfo.
    Você sabia
    O nome vem das olarias que ocupavam o terreno antes do palácio, as tuileries, fábricas de telhas.
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  8. 🚶walk· 9 min· 700 m↗ Directions
  9. 05

    Musee d'Orsay

    14:45 · 120m
    Comece pelo andar de cima, onde estão Monet, Renoir e Van Gogh, e desça depois. A foto atrás do relógio gigante forma fila, então vá na primeira meia hora. Fecha às segundas e abre até mais tarde nas quintas. Duas horas dão conta do essencial sem correria.
    Sobre este lugar

    Museu da arte francesa de 1848 a 1914, com a maior coleção de impressionistas do mundo, dentro de uma antiga estação de trem.

    História
    A Gare d'Orsay foi construída para a Exposição Universal de 1900, com projeto de Victor Laloux. As plataformas ficaram curtas demais para os trens mais novos e a estação perdeu a função nos anos 1930. Depois de décadas de abandono e de um plano de demolição, o prédio virou museu em 1986.
    Por que é famoso
    Aqui estão o Baile no Moulin de la Galette de Renoir, o quarto de Arles de Van Gogh e as bailarinas de Degas, quase tudo no mesmo andar.
    Você sabia
    Os grandes relógios da fachada continuam funcionando, e de dentro você olha Paris através do vidro de um deles, com os ponteiros na frente.
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  10. 🚶walk· 15 min· 1.1 km↗ Directions
  11. 06

    Les Deux Magots

    19:30 · 120m
    Jantar tarde no terraço, de frente para a igreja de Saint-Germain-des-Prés. Omelete, ostras ou o chocolate quente servido no bule, que é o clássico da casa. A conta é de endereço histórico, então trate como programa, não como refeição de rotina. Se lotar, o Café de Flore fica na porta ao lado.
    Sobre este lugar

    Café histórico de Saint-Germain-des-Prés, com terraço voltado para a igreja mais antiga de Paris.

    História
    O endereço começou como loja de sedas e novidades em 1812 e virou café em 1885. Nos anos 1930 e 1940 era mesa fixa de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, e por ali passaram Hemingway e Picasso.
    Por que é famoso
    É o café dos existencialistas, o endereço mais citado quando se fala da vida literária parisiense do pós-guerra.
    Você sabia
    O nome vem das duas estátuas de figuras chinesas presas a uma coluna do salão, herança da antiga loja de tecidos. Desde 1933 a casa entrega um prêmio literário, o Prix des Deux Magots.
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Dia 28/7/2026

Da Rue Cler à Torre Eiffel

7th arrondissement, Paris

Croissant no meio das barracas da Rue Cler, a subida na Torre Eiffel e um piquenique no gramado do Champ de Mars. À tarde, o jardim de rosas do Museu Rodin e o Sena na luz dourada, com jantar de bistrô para terminar.

Visão geral

Depois da maratona de museus de ontem, hoje é dia de ar livre e de um marco muito alto. A manhã começa na Rue Cler, rua de mercado que acorda devagar, e segue a pé até a Torre Eiffel para a primeira vista grande da viagem. Do mirante você desce direto para o gramado do Champ de Mars, com a torre em cima da sua cabeça e a comida comprada na rua. A tarde é mais silenciosa no Museu Rodin, onde o jardim conta metade da história. À noite, a luz de fim de agosto sobre o Sena até a passarela do Musée d'Orsay, e clássicos de bistrô no Café Constant. Amanhã tem subida cedo para Montmartre, mas hoje o jantar pode demorar.

Dicas práticas

  • Compre o ingresso de elevador até o topo pelo site antes da viagem. Na hora, a fila passa de uma hora com facilidade, e a alternativa é subir de escada até o segundo andar.
  • Faça as compras do piquenique na Rue Cler logo depois do café, antes de o movimento da manhã apertar. Baguete, queijo, tomate e fruta resolvem.
  • O ingresso do Museu Rodin também sai online e poupa a fila da bilheteria, o que ajuda vindo direto da multidão da torre.
  • O Café Constant não aceita reserva. Chegue às 19h45 para jantar às 20h ou conte com uma espera curta no balcão.
  • Leve uma camada leve para a caminhada da noite. Mesmo em agosto, o vento do rio esfria quando o sol começa a cair.
  • Sapato de andar de verdade. Entre a Rue Cler, a torre, o gramado e as margens, dá uns 8 km no fim do dia.

Como se locomover

O dia inteiro se faz a pé, sem metrô. Do Café du Marché até a Torre Eiffel são 16 minutos, e mais 9 até o ponto do piquenique no Champ de Mars. Até o Museu Rodin são cerca de 26 minutos, o trecho mais longo do dia, então saia do gramado com folga. De lá até a beira do Sena são 14 minutos, e o Café Constant fica a 4 minutos do fim da caminhada.

Costumes e cultura local

Nas barracas da Rue Cler, um bonjour antes de apontar para o pão muda o tom da conversa. Não escolha a fruta com a mão, peça e deixe o vendedor servir. Na torre, a revista de bolsas na segurança pede alguns minutos de antecedência em relação ao horário do ingresso. Piquenique no Champ de Mars é normal e esperado, só leve seu lixo de volta, porque as lixeiras enchem rápido em dia de sol. No fim da tarde os cais ficam cheios de parisienses fazendo o mesmo passeio, e boa parte do programa é olhar as pessoas.

  1. 01

    Cafe du Marche

    08:00 · 45m
    Terraço grande na esquina da Rue Cler, sem reserva e com rotatividade rápida. Peça um café crème e um croissant e fique olhando o mercado abrir. Preço honesto para a região. Se as mesas de fora estiverem cheias, o balcão anda depressa e sai mais barato.
    Sobre este lugar

    Bistrô de esquina na Rue Cler, rua de mercado fechada para carros no 7º arrondissement, cheio do café da manhã ao jantar.

    História
    A Rue Cler manteve o formato de rua comercial de bairro, com peixaria, queijaria, padaria e floricultura lado a lado. O café ocupa a esquina com a Rue du Champ de Mars, numa região residencial e cheia de embaixadas.
    Por que é famoso
    É o terraço mais disputado da rua e o ponto onde moradores e viajantes se misturam de manhã.
    Você sabia
    A Rue Cler ficou conhecida entre viajantes americanos porque os guias de Rick Steves usam a rua como base do bairro há décadas.
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  2. 🚶walk· 16 min· 1.1 km↗ Directions
  3. 02

    Eiffel Tower

    09:30 · 120m
    Ingresso de elevador até o topo com horário marcado, comprado com antecedência. Sem ingresso na mão, a escada até o segundo andar tem fila menor e rende fotos melhores. Chegue 15 minutos antes por causa da revista. Reserve 2 horas contando subida, tempo lá em cima e descida.
    Sobre este lugar

    A torre de ferro de cerca de 330 metros na beira do Sena, com três níveis abertos ao público.

    História
    Foi construída entre 1887 e 1889 pela empresa de Gustave Eiffel para a Exposição Universal que marcou os cem anos da Revolução Francesa. Boa parte dos artistas de Paris assinou um manifesto contra a obra, que era para ser temporária.
    Por que é famoso
    Virou o símbolo de Paris e é o monumento pago mais visitado do mundo.
    Você sabia
    A torre escapou da demolição porque a antena instalada no topo passou a servir à telegrafia sem fio do exército francês, o que a tornou útil demais para derrubar.
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  4. 🚶walk· 9 min· 600 m↗ Directions
  5. 03

    Champ de Mars picnic

    12:00 · 75m
    Sente no lado oeste do gramado, mais perto da torre, e evite o miolo do eixo central, que lota. Compre tudo na Rue Cler, porque ali em volta é caro e sem graça. Vinho no gramado faz parte do hábito local, só evite vidro e recolha tudo na saída. Leve um pano, a grama fica úmida.
    Sobre este lugar

    O grande gramado retangular entre a Torre Eiffel e a École Militaire, aberto e usado como parque público.

    História
    O terreno foi aberto no século 18 como campo de exercícios dos alunos da École Militaire, e o nome vem de Marte, o deus romano da guerra. Recebeu a Festa da Federação em 1790 e várias Exposições Universais, entre elas a de 1889, que ergueu a torre na ponta norte.
    Por que é famoso
    É o lugar clássico para ver a Torre Eiffel inteira, deitado na grama, e o palco dos fogos de 14 de julho.
    Você sabia
    Nos Jogos de Paris 2024, o vôlei de praia foi disputado num estádio temporário montado no meio do Champ de Mars, com a torre atrás da quadra.
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  6. 🚶walk· 26 min· 1.8 km↗ Directions
  7. 04

    Rodin Museum

    14:00 · 90m
    Entre pelo jardim primeiro. O Pensador, a Porta do Inferno e Os Burgueses de Calais estão ao ar livre, entre roseiras. Existe ingresso só do jardim, bem mais barato, se o tempo estiver curto. Uma hora e meia dá para o jardim e a casa. Fecha às segundas.
    Sobre este lugar

    Museu dedicado a Auguste Rodin, dentro do Hôtel Biron, casarão do século 18 com um jardim de vários hectares.

    História
    Rodin alugou salas do Hôtel Biron a partir de 1908, quando o prédio era um casarão degradado ocupado por artistas. Ele doou obras, desenhos e coleção ao Estado com a condição de que a casa virasse museu, o que aconteceu em 1919, dois anos depois de sua morte.
    Por que é famoso
    É onde estão O Pensador, O Beijo e a Porta do Inferno, boa parte deles ao ar livre.
    Você sabia
    Quem contou a Rodin sobre a casa foi o poeta Rainer Maria Rilke, que morava no Hôtel Biron e trabalhou como secretário do escultor.
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  8. 🚶walk· 14 min· 1 km↗ Directions
  9. 05

    Seine evening walk

    18:00 · 90m
    Comece por volta das 18h e atravesse pela Passerelle Léopold-Sédar-Senghor, em frente ao Orsay. O trecho baixo do cais, junto à água, é bem mais calmo que a calçada de cima. Uma hora e meia de caminhada tranquila, com paradas para foto quando a luz baixa.
    Sobre este lugar

    A caminhada pelos cais do Sena entre a Torre Eiffel e o Musée d'Orsay, parte na calçada alta, parte na margem baixa.

    História
    As margens de pedra do Sena foram erguidas ao longo de séculos para conter cheias e movimentar carga. No século 20 viraram via expressa para carros, e a partir dos anos 2010 grandes trechos foram devolvidos aos pedestres.
    Por que é famoso
    As margens de Paris entre a Ponte de Sully e a Ponte de Iéna são Patrimônio Mundial da Unesco desde 1991.
    Você sabia
    A passarela em frente ao Orsay se chamava Solférino até 2006, quando foi rebatizada em homenagem a Léopold Sédar Senghor, poeta e primeiro presidente do Senegal.
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  10. 🚶walk· 4 min· 300 m↗ Directions
  11. 06

    Cafe Constant

    20:00 · 120m
    Não aceita reserva. Chegue por volta das 19h45 e espere no balcão se precisar. Frango assado com purê e profiteroles são o caminho seguro. Duas horas com sobremesa e café, sem ninguém apressando a mesa. As mesas do térreo giram mais rápido que as de cima.
    Sobre este lugar

    Bistrô de dois andares na Rue Saint-Dominique, sem toalha de mesa e sem cerimônia, com cozinha francesa clássica.

    História
    O chef Christian Constant comandou a cozinha do Hôtel de Crillon antes de abrir seus próprios endereços nessa mesma rua do 7º arrondissement, sendo este pensado como bistrô de bairro, de preço acessível.
    Por que é famoso
    Ficou conhecido por servir pratos com técnica de restaurante estrelado em formato simples, sem reserva e sem protocolo.
    Você sabia
    Pela cozinha de Christian Constant no Crillon passaram nomes que depois viraram estrelas da gastronomia francesa, como Yves Camdeborde e Éric Frechon.
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Dia 38/8/2026

Montmartre e o Marais

Montmartre, Paris

Manhã nas ladeiras de Montmartre, entre a casa rosa, a cúpula branca do Sacré-Coeur e os retratistas da Place du Tertre. À tarde, a descida para o Marais e as arcadas de tijolo da Place des Vosges.

Visão geral

O último dia junta dois bairros de personalidade oposta. De manhã, Montmartre ainda funciona como vilarejo, com ruas estreitas, escadarias e a cúpula branca do Sacré-Coeur no ponto mais alto de Paris. Você toma café na esquina rosa que Utrillo pintou, sobe até a basílica antes dos ônibus de excursão, passa pelos retratistas da Place du Tertre e almoça sem pressa numa antiga auberge. À tarde a viagem muda de tom no Marais, com as arcadas de tijolo da Place des Vosges e as galerias cobertas onde dá para andar na sombra. O jantar é provençal, a poucos passos da praça.

Dicas práticas

Chegue em Montmartre cedo. Depois das 11h, a Place du Tertre e a escadaria da basílica ficam cheias, e o mesmo passeio rende metade.

  • A entrada no Sacré-Coeur é gratuita. A subida à cúpula é paga à parte, e são cerca de 300 degraus numa escada em espiral estreita.
  • O funicular aceita o mesmo bilhete do metrô e poupa as escadarias da colina.
  • Ombros e joelhos cobertos para entrar na basílica, que é igreja em funcionamento, com missa ao longo do dia.
  • Na Place du Tertre, combine o preço do retrato antes de sentar. Ninguém é obrigado a pagar por um desenho que não pediu.
  • No Chez Janou, reserve com antecedência e guarde espaço para a mousse de chocolate, que vem na travessa para você se servir.

Como se locomover

Montmartre se faz a pé, mas é ladeira de verdade, com calçamento irregular. Da Maison Rose até o Sacré-Coeur são uns 7 minutos de subida, e a Place du Tertre fica logo atrás da basílica. Para descer ao Marais, pegue a linha 12 em Abbesses até Madeleine e troque para a linha 8 até Chemin Vert, que deixa você a dois quarteirões da Place des Vosges. São cerca de 35 minutos com a baldeação. A estação Abbesses é a mais funda do metrô parisiense, então use o elevador em vez da escada em caracol. Do Chez Janou até a praça são 3 minutos a pé.

Costumes e cultura local

Montmartre é bairro residencial, com gente morando atrás das fachadas mais fotografadas. Fale baixo nas ruelas de manhã e não bloqueie a porta de ninguém para a foto. Nos cafés da colina, ficar horas com um único pedido é aceito, ninguém vai apressar a sua saída. No Marais, muitas lojas abrem no domingo, o que é exceção em Paris, e várias casas do bairro judaico fecham no sábado. O serviço já vem incluído na conta em toda a França, arredondar alguns euros é gentileza, não obrigação.

  1. 01

    La Maison Rose

    08:30 · 45m
    Chegue antes das 9h30, depois disso a esquina vira fila de foto. O café é simples e o preço é de vista, então trate como parada rápida. A Rue de l'Abreuvoir, logo ali, é a rua mais bonita da subida. Daqui até o Sacré-Coeur são 7 minutos de ladeira puxada.
    Sobre este lugar

    Casa de fachada rosa e persianas verdes na esquina da Rue de l'Abreuvoir com a Rue des Saules, hoje restaurante e café.

    História
    No começo do século 20 o prédio virou botequim de bairro, tocado por Germaine Pichot, ligada ao círculo de artistas espanhóis de Montmartre. Foi ela quem mandou pintar a fachada de rosa, cor que a casa mantém desde então.
    Por que é famoso
    Maurice Utrillo pintou a casa e transformou a esquina num dos cenários mais reproduzidos de Montmartre.
    Você sabia
    A rua ao lado se chama Rue de l'Abreuvoir porque terminava num bebedouro de animais, na época em que Montmartre era um vilarejo fora de Paris, com moinhos e vinhas.
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  2. 🚶walk· 6 min· 400 m↗ Directions
  3. 02

    Sacre-Coeur

    09:30 · 90m
    Entrada gratuita, aberta desde cedo. A subida à cúpula é paga e tem cerca de 300 degraus em espiral estreita, com vista longa em dia limpo. Silêncio lá dentro, é igreja em uso. Nas escadarias externas, recuse quem tentar amarrar uma pulseirinha no seu pulso, é golpe conhecido.
    Sobre este lugar

    Basílica de pedra branca no alto da colina de Montmartre, o ponto natural mais alto de Paris.

    História
    A construção começou em 1875, depois da derrota francesa na guerra de 1870 e da Comuna de Paris, como cumprimento de um voto nacional. O projeto é de Paul Abadie, em estilo romano-bizantino, e as obras só terminaram em 1914. A consagração ficou para 1919, por causa da Primeira Guerra.
    Por que é famoso
    A cúpula branca aparece de meia Paris, e o terraço da frente é o mirante mais popular da cidade.
    Você sabia
    A pedra da fachada, o travertino de Château-Landon, libera calcita em contato com a chuva. Em vez de escurecer com o tempo, a basílica se lava sozinha e continua branca.
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  4. 🚶walk· 7 min· 500 m↗ Directions
  5. 03

    Montmartre lanes

    11:15 · 75m
    Da Place du Tertre, saia pelas ruas laterais, o miolo da praça é o trecho mais tumultuado. Desça a Rue des Saules até a vinha do Clos Montmartre, na esquina com a Rue Saint-Vincent, e olhe o cabaré Lapin Agile do outro lado. Sola firme no pé, o calçamento é irregular e as ladeiras são íngremes.
    Sobre este lugar

    O conjunto de ruelas em volta da Place du Tertre, com a praça dos retratistas, casas baixas e uma vinha em plena cidade.

    História
    Montmartre era um vilarejo independente, com moinhos e plantações, e só foi anexado a Paris em 1860. Aluguel barato e luz boa atraíram pintores no fim do século 19, de Renoir e Toulouse-Lautrec a Picasso, que morou no ateliê coletivo do Bateau-Lavoir.
    Por que é famoso
    É o bairro dos pintores, e a Place du Tertre continua cheia de retratistas trabalhando ao ar livre.
    Você sabia
    O Clos Montmartre, plantado em 1933 na Rue des Saules, ainda é colhido todo mês de outubro. A produção é pequena e vai a leilão beneficente durante a Fête des Vendanges.
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  6. 🚶walk· 2 min· 100 m↗ Directions
  7. 04

    La Bonne Franquette

    12:45 · 75m
    Peça a mesa do jardim se o tempo ajudar, é o melhor da casa. Cozinha francesa tradicional, com menu fixo de almoço mais em conta que o cardápio à la carte. Reserve, porque enche na hora do almoço. Uma hora e quinze é o ritmo certo, ninguém aqui almoça correndo.
    Sobre este lugar

    Auberge histórica na esquina da Rue des Saules com a Rue Saint-Rustique, com salão de época e um pátio-jardim nos fundos.

    História
    A casa funciona como taberna desde o século 19, quando se chamava Aux Billards en Bois e servia os moradores do vilarejo de Montmartre. Pintores do bairro eram frequentadores, e a fama ficou colada ao endereço.
    Por que é famoso
    É citada como ponto de encontro dos impressionistas em Montmartre, e o jardim é um dos poucos espaços verdes abertos ao público na colina.
    Você sabia
    Van Gogh pintou o jardim desta casa em 1886, no quadro La Guinguette. A tela está no Musée d'Orsay, que você já visitou nesta viagem.
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  8. 🚗drive· 26 min· 5.6 km↗ Directions
  9. 05

    Place des Vosges

    16:00 · 75m
    Entre pelas galerias cobertas e dê a volta inteira, são 36 pavilhões praticamente iguais. O gramado central abre durante o dia e é liberado para sentar. No número 6 fica a casa de Victor Hugo, com coleção permanente gratuita, fechada às segundas. Uma hora com a visita à casa incluída.
    Sobre este lugar

    A praça quadrada mais antiga de Paris, cercada por 36 pavilhões de tijolo e pedra sobre galerias cobertas, no Marais.

    História
    Henrique IV mandou construí-la entre 1605 e 1612 com o nome de Place Royale, num terreno que antes abrigava um palácio real. A inauguração coincidiu com o casamento de Luís XIII. O nome atual chegou em 1800.
    Por que é famoso
    É o modelo de praça residencial que Paris repetiu depois, e a fachada uniforme de tijolo rosa não se repete em nenhum outro ponto da cidade nessa escala.
    Você sabia
    O nome homenageia o departamento dos Vosges, o primeiro da França a pagar em dia um novo imposto, em 1800. A praça virou, na prática, um prêmio administrativo.
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  10. 🚶walk· 2 min· 100 m↗ Directions
  11. 06

    Chez Janou

    19:30 · 120m
    Reserve com dias de antecedência, principalmente se quiser o terraço. Cozinha provençal, com berinjela, tapenade e o clássico da casa, a mousse de chocolate servida na travessa para você se servir à vontade. A carta de pastis é enorme. As mesas são coladas e o salão é barulhento, faz parte.
    Sobre este lugar

    Bistrô provençal numa esquina tranquila atrás da Place des Vosges, com terraço na calçada e salão apertado.

    História
    Funciona há décadas nesse endereço do 3º arrondissement e manteve a fórmula de bistrô do sul da França, com legumes, ervas e azeite, num bairro que mudou bastante em volta.
    Por que é famoso
    A mousse de chocolate servida na travessa, para cada mesa se servir quantas vezes quiser, virou a assinatura da casa.
    Você sabia
    A carta traz dezenas de rótulos diferentes de pastis, uma variedade rara até no sul da França, de onde a bebida vem.
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